Dragon Ball Budokai 3 – Review

Dragon Ball Budokai 3, no Japão Doragon Boru Zetto Suri ou Dragon Ball Z 3. É um game baseado no anime Dragon Ball Z, que foi desenvolvido pela Dimps e distribuído pela Atari (essa é novidade) para Playstation 2, dessa vez sem versão para Game Cube. Foi lançado em 16 de novembro de 2004 no Japão, e em 19 de novembro na América do Norte e na Europa. O game é o terceiro da franquia Budokai (Os jogos anteriores já foram resenhados) e é considerado pelos fãs como o melhor da franquia. Os motores gráficos são os mesmos do jogo anterior e a jogabilidade mantem o mesmo padrão que estabelecido no Budokai 2 com pequenos elementos a mais, a diferença é a quantidade maior de personagens e um modo história um pouco mais profundo que o jogo anterior, mesmo tendo perdido o lado cinematográfico de Budokai 1, e também a inclusão de um modo com um pouco de exploração e um sistema de RPG.

Quais as novidades ?

É difícil comentar vários games de uma franquia de anime pois as novidades acabam sendo poucas, já que cada game sai com um ano de diferença, muitas coisas são recicladas e as novidades acabam sendo somente acréscimo de mais personagens. No caso de Budokai 3 é basicamente isso, existem mais personagens jogáveis e um modo história com mais exploração, já que o modo história de Budokai 2 (com estilo jogo de tabuleiro) não agradou muito.

O modo história agora recria os momentos icônicos do mangá de forma um pouco mais linear, com a possibilidade de escolher qual personagem você vai seguir neste caminho. Existe uma espécie de mundo semi aberto, pois você voa pelas cidades e desce em alguns pedaços de terra. O jogo não te dá a liberdade de explorar muito do universo de Dragon Ball, o jogador basicamente voa em um mapa limitado e desce em pequenos lugares onde pode encontrar ícones da história, itens ou personagens conhecidos (provavelmente o modo história de Dragon Ball Kakaroto proporciona uma exploração mais profunda do que isso, pois cada lugar que você entra é muito pequeno).  Alguns podem usar a desculpa de que é um jogo de luta e que nesse tipo de jogo o mundo aberto não tem muita importância, mas franquias de games de animes como Ultimate Ninja (também para Playstation 2) possuem um mundo aberto muito mais livre, grande e detalhado. Mesmo a proposta de mundo aberto sendo tão limitado, ainda é divertido voar por aí, procurar itens e esferas do dragão. Essa ideia seria replicada em outro jogo de Dragon Ball no futuro, Dragon Ball Budokai Tenkaichi 2, da mesma maneira mesmo que os jogos sejam de estúdios diferentes.

Outra novidade é o sistema de RPG, no qual o jogador não só recebe habilidades que já deveriam ser oferecidas desde o inicio ao jogador (como em Budokai 2), mas também um sistema de níveis (Só funciona no modo história) em que você pode customizar os ataques, defesas, velocidades e outros elementos do personagem.

De novidades o jogo também fornece uma loja de itens, um novo modo torneio, e competições de ranking cheios de desafios; uma maneira de estender o jogo de modo menos artificial que o game anterior.

 Jogabilidade

É a jogabilidade mais polida de toda a saga Budokai, por isso recebeu diversos elogios dos fãs. As novidades incluem mais personagens, mais velocidade no jogo, choque de ataques como Kame hame ha e Galick ho e um sistema interativo em que uma cutscene acontece e os jogadores devem apertar os botões rapidamente para anular determinado ataque, dessa vez não apenas contra Ultimate ataques(Ataques mais especiais com animação do jogo).

Mas em questão de novidades a jogabilidade é a mesma que nos jogos anteriores, um jogo de luta simples com botão de soco, chute, ataque forte e rápido e ataques de Ki. O segredo não está nas novidades que ele apresenta e sim conseguir trabalhar ainda melhor o que os jogos anteriores já começaram. Outra novidade é o sistema de IA (Inteligencia artificial) mais complexo, tornando o jogo mais difícil para quem deseja um desafio em single player.

Versão Internacional

Ambas as versões do jogo são bastante boas, mesmo a versão americana. Porém, seguem os mesmos problemas que os jogos anteriores: ausência da trilha sonora original e a abertura tendo o áudio cortado. A versão Europeia dessa vez segue mais próxima da Americana.

Conteúdo descartado

Menos uma parte da crítica e mais uma curiosidade: este jogo tem sido discutido por anos por conta de possíveis personagens descartados (a Bulma como personagem jogável, por exemplo), graças aos arquivos de áudio encontrados no jogo e várias lendas por cima desses personagens.

Conclusão

Mesmo não tendo uma jogabilidade muito complexa e ainda todos os personagens serem jogáveis de forma igual como nos Budokais anteriores, esse é o jogo mais polido da saga, pois o grande chamativo da franquia não são batalhas competitivas e complexas e sim uma jogabilidade simples e acessível, que faça tanto os fãs da franquia quanto os leigos se divertirem, jogadores profissionais de games de luta ou sem experiencia. Tanto o modo batalha com seu combate dinâmico e o modo história, que mesmo não cinematográfico, proporciona bastante diversão graças ao seu sistema de RPG e exploração de cenário. Por isso considero o melhor jogo da franquia Budokai e dou nota 8.

Um agradecimento especial a corretora! Obrigadão!

 

Revisão: Deise Bueno