Dragon Ball Z Budokai 1 – Review

Dragon Ball Z Budokai 1 (Numerei para não causar confusão, por conta da enorme quantidade de sequências) é um jogo de luta baseado na franquia Dragon Ball Z, mostrando lutas em 3D com o estilo de câmera 2D. Foi lançado em Novembro de 2002 pelo estúdio Dimps, o mesmo que traria futuramente a popular franquia Xenoverse. É o primeiro game da franquia Budokai, possuindo um padrão de estilo de jogabilidade bem característico, que permaneceria pelo estúdio até seu ultimo game, que adotou o estilo Dragon Ball Burst Limite e a grande mudança do estúdio com a chegada da nova franquia Xenoverse.

O que torna esse game único na franquia ?

Mesmo Budokai 1 sendo o precursor de uma franquia para jogos populares para Playstation 2 e Game Cube, talvez o que lhe faça destacar mais em relação aos outros games de Dragon Ball seja seu modo história. Um modo história que cobre apenas os arcos de Sayajin até o arco de Cell.  Como a franquia naquele ponto já era superior a muitos arcos da franquia como GT e Majin Boo, de forma superficial o modo história não cobre muito pontos da saga, porém o game foi o primeiro a tentar dar uma visão mais cinematográfica dos eventos do anime, com cutscenes em 3D que, mesmo nos dias de hoje sejam bastante feias, na época com a recente chegada desse tipo de jogos chamava bastante atenção. No modo história, além de enfrentar todas as batalhas do anime, ainda possuem eventos  alternativos que podem trazer algumas surpresas. Mesmo que futuramente viriam games da franquia que abordariam de forma mais cinematográfica os eventos do anime de Dragon Ball Z (como a franquia Xenoverse e o mais recente Dragon Ball Kakarot) esse foi o game precursor dessa ideia. Infelizmente esse conceito foi esquecido nos jogos seguintes. Eu diria que essa visão cinematográfica é o ponto mais forte do game, mesmo com os modelos 3D tão esquisitos para os dias de hoje (que podem até provocar um monte de risadas, memes ou comparações com a evolução dos consoles).

Alguns modelos 3D me provocam risadas até os dias de hoje, mas a ideia foi boa.

Jogabilidade

Bem, para um game esse é um dos pontos mais importantes, afinal não se pode fazer games só com cutscenes, mas infelizmente o game peca na sua simplicidade. O jogo te oferece aos golpes de Ki, rajadas de energia de longo alcance iguais as dos animes. Também oferece a possibilidade de lutas no ar (um pequeno detalhe que muitos jogos de Dragon Ball com batalha em câmera 2D, como o recente Fighter Z, não se atentam). Mas como dito anteriormente, todos os golpes são muitos simples: um botão para soco, outro para chute, combos bastantes simples e todos os personagens se jogam de forma igual. Mesmo que a quantidade de personagens seja grande, todos se sentem como o mesmo.

O que faz esse game ser superior ao anterior resenhado (Dragon Ball Final Bout) é que a jogabilidade mesmo simples e sem risco funciona. Os ataques de Ki não são realizados em animações que pausam através de cutscenes como em Final Bout, tudo é muito mais dinâmico e em tempo real. O Kame Hame Ha acontece durante a partida, podendo ser desviado ou defendido de acordo com a habilidade do jogador; um pequeno detalhe que faz toda diferença durante o combate. Outro ponto positivo é que por todos os personagens se jogarem de forma igual com a única diferença o tipo de ataque de Ki, o jogo acaba sendo mais equilibrado, não existindo personagens jogáveis melhores ou piores do que os outros. A falta de risco na jogabilidade faz com que não importa que tipo de personagem você escolha jogar, você pode escolher qualquer um que conseguirá jogar com a mesma facilidade. Isso seria aprimorado nos jogos futuros como Fighter Z, mas como um jogo destinado aos fãs do anime que não querem nada muito complicado, pode funcionar.

O problema da versão internacional

Talvez o maior problema deste jogo possa ser a sua localização. Enquanto na versão original em japonês está incluída a trilha sonora original do anime e os diálogos mais fieis, essa versão veio com diversas mudanças para músicas originais da versão americana. A clássica abertura de Dragon Ball Z Cha La Head Chala foi trocada pela sua versão de Rock americana, assim como todas as outras trilhas do jogo, fazendo a japonesa ser muito melhor de se jogar pelo lado sonoro. Infelizmente, mesmo esse sendo o primeiro game de Dragon Ball a ser distribuído em toda Europa, é apenas a versão modificada americana com toda a sua trilha sonora mudada, assim como mudanças de diálogos em algumas cenas.

Conclusão

Tenho que ser justo. Mesmo que seu modo história seja um ponto forte e a jogabilidade seja até certo ponto equilibrada, é um jogo que não corre risco, não tenta criar personagens únicos, não tenta criar alguma mecânica de combate inovadora. É um jogo escrito e feito para vender com o Hype dos fãs de Dragon Ball em sua época. Um modo história bem feito não compensa uma jogabilidade tão básica e é um jogo que no máximo pode agradar os fãs da franquia. A nota é 5,0 e é a forma mais justa de se classificar. É o simples bem executado, sendo um precursor de muitos jogos de Dragon Ball de qualidade que teríamos nos dias de hoje. Por sorte suas continuações conseguiriam trazer muito mais qualidade e novos recursos, mas isso é uma história para outro post! Fiquem por dentro da próxima resenha de Budokai 2!

 

Revisão: Deise Bueno