Ni No Kuni – o filme

Bonito, mas esquecível .

Em dezembro de 2010 foi lançado Ni no Kuni: Dominion of the Dark Djinn. O game logo chamou a atenção do fãs pelo envolvimento do lendário Studio Ghibli  em sua produção e pela trilha sonora composta pelo igualmente lendário Joe Hisaishi, conhecido colaborador de ninguém menos que Hayao Miyazaki.

De lá pra cá, o universo de Ni No Kuni criou uma verdadeira legião de fãs, rendendo até mesmo uma sequência lançada em em 2018 sem a participação do tradicional estúdio comandado por Miyazaki. É nesse contexto que o filme produzido pela Netflix e dirigido pelo veterano Yoshiyuki Momose tenta se inserir.

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A trama que se passa no mesmo universo dos jogos nos apresenta os estudantes Yu e Haru, que acabam indo parar no universo fantástico após sua amiga Kotona ter sofrido um ataque de uma figura misteriosa. Chegando lá os jovens se deparam com um mundo diferente porém com várias semelhanças ao nosso.

A maior força do filme é, sem dúvida, a sua bela animação, aliada a um design de personagens que remete aos clássicos Ghibli. Momose trabalhou por muitos anos no estúdio , participando de produções como A Viagem de Chihiro, Princesa Mononoke e Túmulo dos Vagalumes.

Dessa maneira, o diretor consegue criar uma unidade visual entre o jogo e filme reforçando a ideia de que tudo faz parte do mesmo universo. Ainda que não reinvente a roda a animação dos personagens é bem feita e o uso de CG em alguns momentos de batalha não chega a incomodar.

Contudo os pontos positivos do filme param por aí. A trama é previsível e falha em mostrar para o público mais da potencialidade de Ni No Kuni. A escolha narrativa de alternar entre os universos acaba tirando tempo de tela do mundo fantástico, que deveria ser a prioridade.

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Os personagens, por sua vez, também não conseguem salvar a produção. Ainda que a dupla de protagonistas seja razoavelmente bem desenvolvida todo o elenco de apoio é desinteressante e esquecível, a princesa Asya por exemplo não tem um arco narrativo próprio, só serve de par romântico e escada para o desenvolvimento de Yu.

Em suma, o filme de   Ni No Kuni apesar de belo não é capaz de entregar uma história marcante que  verdadeiramente expanda a franquia de jogos. Talvez os fãs mais ardorosos tenham mais facilidade para se relacionar com a obra que ,para o público geral, não apresenta muitos atrativos para ser assistida.  

Revisão: Jussara Nunes

Jornalista , editor do podcast do @BolsaNerd , redator do bolsa nerd blog e do Genkidama . See you , space cowboy...