Assistir My Hero Academia: 2 Heróis nos cinemas vai valer a pena?

Quem acompanha o anime My Hero Academia agora terá a oportunidade de assistir ao My Hero Academia: 2 Heróis, o primeiro longa-metragem da franquia, nos cinemas brasileiros em duas versões: dublado, pela primeira vez na história da série no Brasil ou legendado. O longa conta uma história integrante do mangá original e situa-se entre a segunda e terceira temporada do anime. No Japão, o filme estreou ano passado, mas em terras tupiniquins ele chegará dia 8 de agosto pela Sato Company, com sessões limitadas entre os dias 8 a 13 de agosto de 2019.

“Deku e All Might são convidados para a principal exposição mundial de habilidades de Quirk e inovações tecnológicas de heróis: a I-Expo. Lá, Deku conhece Melissa, uma garota que é Quirkless, assim como ele já foi no passado. Tudo ia bem até que o sistema de segurança do evento é hackeado por vilões e a sociedade daquele local fica ameaçada.”

De um modo geral, trata-se de uma história previsível do início ao fim, mas ainda sim é daqueles filmes de shounen prazeroso de ver no cinema que pode ser facilmente definido como “filminho de porrada que todo mundo adora”, mas não de forma pejorativa, até porque nem toda obra precisa ter profundidade para ser boa. O simples fato de entreter e arrancar sorrisos já satisfaz muito, ainda mais quando o filme se propõe a ter essa dinâmica, o que é o caso aqui.

O longa é honesto e entrega uma boa experiência tanto para quem é fã, quanto para quem não conhece a história. Logo no início, já temos um bom panorama para o contexto série. Assim, quem nunca viu nada, ou quem viu muito pouco, que é o meu caso, pode desfrutar do filme sem preocupações e grandes dúvidas. Talvez, para o fã de longa data, deve ter sido um pouco cansativa a quantidade de flashbacks já exibidos muitas vezes no anime anteriormente. Nesse aspecto, falando já dos pontos negativos, o filme peca em ser expositivo demais, com longos diálogos explicando, explicando e explicando. Um exemplo de personagem que personificou esse recurso narrativo de maneira exagerada foi a Melissa, apresentada especialmente nesse longa, que ficou falando durante praticamente o filme todo.

Outro ponto que me incomodou foi a animação. Ela seria muito bem feita se fosse um episódio regular da série, mas por ser um longa-metragem projetado para os cinemas, esperava uma qualidade muito maior. Ainda mais vindo do estúdio Bones.A trilha sonora já é a clássica do MHA. Eu acho que a maioria, se não todo a OST é usada em algum lugar neste filme. Reiterando, ela é ótima, portanto, não há queixas a se fazer.

Por último, a dublagem estava ok. No geral, teve uma boa escalação do elenco de dubladores. Tinha torcido o nariz no começo, mas Guilherme Briggs como All Might ficou sensacional. Talvez a única coisa que me incomodou foi a falta de entonação da tal Melissa, personagem dublada por Jacqueline Sato, principalmente pelo fato dela ter as maiores falas do filme, mas não chega a comprometer a obra num todo.

Tendo em vista tudo isso, vale a pena assistir no cinemas? Bom, é uma ótima opção para quem quer ver algo sem esquentar a cabeça. Além disso, quem tem oportunidade de ir, eu indico para não só prestigiar o filme e a dublagem, mas também no intuito de incentivar as empresas a trazer mais animes para as telas dos cinemas.

Ah, vale ressaltar que, quem for ao cinema, ganhará um card especial exclusivo de um personagem do filme.

    Técnica em comunicação visual, 20 anos, mora em São Paulo. Desde criança conviveu com animes na sua vida, mas só se interessou mais a fundo na 7ª serie do fundamental e está até hoje presente em sua vida. Fangirl de shoujo, animações clássicas e psicodélicas, também é fã de carteirinha de Evangelion e Noragami. Twitter: @KarolFacaia