Ballroom e Youkoso – Primeiras Impressões

O Primeiro Episódio

O tímido estudante Tatara ainda não sabe o que quer ser no futuro. Quando conhece o dançarino profissional Sengoku, ele fica encantado pelo mundo das competições de dança de salão. Apesar de não ter dinheiro para pagar pelas aulas, Tatara pede a Sengoku que o ensine a dançar.

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Nossas impressões

 

Livia Suguihara

Nota: 4

tatara

Ballroom e Youkoso apresentou um primeiro episódio muito bom, visualmente bonito e tecnicamente interessante. Teve, é claro, um ou outro problema, mas o balanço geral é positivo.

O design de personagens é muito bem feito, com uma boa variedade de tipos físicos. A única coisa que incomodou foi a inconsistência na proporção do pescoço, que ora parecia normal, ora parecia absurdamente comprido. A princípio pensei que fosse um recurso para realçar como os personagens mudavam quando estavam dançando, mas isso aconteceu em momentos aleatórios, e não só durante a dança.

Falando em personagens, são todos interessantes e simpáticos, ainda que não a ponto de me apaixonar por eles como aconteceu, por exemplo, com Haikyuu (e SIM, Hinata e sua turma me cativaram desde os primeiros minutos do primeiro episódio). Mas vamos ver, o elenco de Ballroom pode ser do tipo que vai conquistando a gente aos poucos.

Foi bem bacana a forma como mostraram os passos de valsa, com close nos pés e pernas de ângulos inesperados. Pena que a cena da competição usa mais imagens estáticas do que sequências de animação da dança. Talvez estejam guardando isso para quando o protagonista começar a dançar para valer.

Concluindo, Ballroom e Youkoso teve um ótimo primeiro episódio, teve alguns pequenos problemas que não atrapalharam a experiência e me convenceu a continuar assistindo.

 


Karina Silva

Nota: 2

A chave para um bom filme de dança é mostrar ritmo logo de início e Ballroom e Youkoso deixou a desejar nesse sentido. Ele demonstrou passos perfeitos de dança de salão, mas não soube cativar com isso. Senti falta de música, molejo e alegria, que é o que cativa na dança. O ritmo escolhido para começar a história, que foi valsa, pareceu lendo demais. Talvez se fosse um ritmo latino, mais vivo, a ideia de fazer o protagonisa se apegar a um objetivo de vida não pareceria tão fraco. Tatara é um personagem que não gosta de nada e a forma como ele subitamente se sente atraído pela dança pareceu forçada. Se ele tivesse um sonho de vida e conhecer a dança abalasse a estrutura dele, fazendo-o entrar em conflito entre o que ele sempre quis e esse novo sonho, talvez o enredo seria mais atraente.

A construção dos personagens iniciais também ficou confusa. O protagonista que não tem objetivo de vida de repente se sente resignado a aprender a dançar. A colega de escola, pela qual ele conhece o estúdio de dança, começa instrospecta, no meio se torna afrontadora e termina gentil. O professor que começa simpático, se mostra egocêntrico. Esse início se concentrou em um núcleo de personagens muito pequeno e mal construído. O único personagem que eu diria ter sentido em ser como é na história, é o Sengoku, afinal, infelizmente, muitos professores de dança na vida real tem uma personalidade autocentrada e se consideram inalcansáveis, como se fosse um ultraje um inciante achar que tem potencial para uma carreira de destaque.

O traço dos personagens é forte e expressivo, além de possuir movimentos excepcionalmente longilíneos, mas isso não necessariamente atrapalha, é só uma questão de se acostumar. A paleta de cores utiliza bastante tons pastéis. E assim como no episódio em geral, a opening também ficou destoante, tentando passar algo clássico, sério e postural como se fosse divertido.

Eu quero muito continuar assistindo Ballroom e Youkoso, principalmente por se tratar de um tema que eu conheço, pois já fiz dança de salão, mas sinceramente espero que a história melhore.

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