Sekai no Yami Zukan – Primeiras Impressões

O primeiro episódio…

Nesse mundo há uma escuridão sobre a qual você não sabe nada. Se você quer saber sobre ela abra essa enciclopédia. Em episódios de cinco minutos, Sekai no Yami Zukan reunirá pequenos contos de horror misturando a temática sobrenatural com situações de ficção científica.

>> Confira nossas primeiras impressões de outros animes dessa temporada no Guia de Primeiras Impressões dos ANIMES DE PRIMAVERA 2017


Nossas impressões…

Diogo Prado

Nota: 2

Confesso que tenho um fraco pelo estilo de arte apresentado em Sekai no Yami Kuzan. Me lembra muito aquelas ilustrações antigas de terror e ficção científica que via quando era mais novo. A maneira como o episódio foi conduzido, quase que como se fosse um amigo seu contando uma história de terror pra você na calada da noite, também me agradou bastante. Deu uma intimidade e um tom que tendem a colaborar com esse tipo de narrativa.

Entretanto, a pouca duração do episódio não propiciou o tempo necessário para que o espectador fosse fisgado no que estava acontecendo. Com isso, foi um episódio sem emoção. Não fiquei surpreso, não fiquei tenso, não fiquei nada. Talvez só dei uma risada quando vi que se tratavam de aliens. Mas não acho que era essa a intenção.

Devo assistir um pouco mais pois, além de curtos, tem um estilo visual e narrativo que me agrada. Me lembrou os “Essa é uma história verdadeira, aconteceu com um amigo de um amigo meu…” que passavam nos intervalos do Cartoon Network lá no final dos anos 90 e início dos anos 2000. A diferença é que eu ficava APAVORADO assistindo àqueles curtas, enquanto que aqui faltou muito para chegar nisso.


Denys Almeida – Gyabbo!

Nota: 2

Diretor da mais fraca segunda temporada de Yami Shibai, Iguchi Noboru tem nas mãos mais uma vez a chance de se firmar como um bom diretor de terror, reformulando o que já havia dado certo em outras produções do estúdio ILCA. Neste primeiro episódio, no entanto, a curta história de abdução alienígena não consegue gerar no espectador grandes emoções, seja de angústia, medo ou sequer de curiosidade.

Ainda que a arte “rabiscada”, fora dos estereótipos de traços de animes, e a animação propositalmente precária, utilizando-se muito de recortes, possa dar um charme a mais, um senso de lendas sendo contadas ao redor de uma fogueira, nada disso é suficiente para garantir uma estreia pelo menos na média.

Partindo de uma premissa interessante e com um bom trabalho sonoro – trilha e dublagem -,  o primeiro episódio consegue enganar-nos ao parecer caminhar para algo mais sobrenatural e terminar com aliens e misteriosos experimentos. O problema é que nada disso é recompensador, os cinco minutos de duração jogam contra a história, impedindo que algo interessante seja construído.

Regra dos três episódios? Sim, pelo menos nisso o fato dos episódios serem tão pequenos ajuda.


GraveHeart

Nota 1

Séries de terror em que todo capítulo somos apresentados a um novo “universo” é o meu fraco. É uma pena que o primeiro episódio de Sekai no Yami Zukan consegue falhar em quase tudo o que, para mim, define terror como… terror. O estilo de animação é interessante, a história apresentada mais pela figura do narrador do que pelos personagens abre espaço para muitas oportunidades, mas a história, elemento mais importante de qualquer obra que tente nos fazer sentir medo, é mal conduzida. Não há um plot twist, não há um momento para críticas à humanidade, não há nada. É um roteiro bem básico e muito mal conduzido. O que deveria ser um conto sobre o medo da traição do parceiro acaba de forma brusca e sem qualquer sentido, o “susto” pelo “susto” tão somente.

Óbvio que contar uma história em menos de cinco minutos é complicado, e concessões precisam ser feitas. Mas esse primeiro episódio não me fez sentir nada, nem mesmo um pingo de medo. De qualquer forma, como é uma animação curtinha, talvez valha a pena dar mais uma chance. Com um pouco mais de esforço, Sekai no Yami Zukan poderia ser o anime perfeito para assistir enquanto esperamos o jantar ficar pronto, ou até para entrar no clima de alguma outra série.

    Textos publicados por vários autores