Alice to Zouroku – Primeiras Impressões

O primeiro episódio…

Sana, aka “Rainha Vermelha”, decide escapar das instalações onde era mantida junto de outras meninas para testes. Ela, assim como as outras, é capaz de usar um dispositivo mágico para manipular a realidade ao seu redor. Durante a fuga, Sana recebe a ajuda de uma outra menina não-identificada e consegue escapar para Tóquio. Lá, encontra com Zouroku Kashima, um velho florista meio rabugento que, embora relutante em se meter nos problemas da menina, acaba aceitando abrigá-la por um tempo. Após um combate contra a dupla de gêmeas Asahi e Yonaga, Sana revela o desejo de retornar às instalações em que estava presa com o intuito de destruí-la.

>> Confira nossas primeiras impressões de outros animes dessa temporada no Guia de Primeiras Impressões dos ANIMES DE PRIMAVERA 2017


Nossas impressões…

GraveHeart

Nota: 3

Um anime que tem um plot batido mas que se bem trabalhado pode dar certo. E o problema reside justamente no “bem executado”, já que o primeiro episódio (duplo!) tem problemas sérios de ritmo e animação. Só o fato de precisarem entregar um episódio de 44 minutos já mostra que o roteirista/diretor não conseguiram entregar o básico do plot no tempo normal. Além disso, há umas cenas em CG no meio que são vergonhosas de tão ruins. Tive vontade de parar naquele momento, já que parecia que o production value não era importante para a equipe.

Mas eu tenho uma quedinha por esse tipo de roteiro bobo, com um velho ranzina que não é tão ranzinza no final e uma criança que precisa aprender a viver em sociedade. Pode ser que saia algo daí, se o estúdio fizer um esforço.


Diogo Prado

Nota: 3

Até onde uma animação inconstante pode atrapalhar a experiência de se assistir a um anime? Eu me perguntar isso com certa frequência ao assistir a Alice to Zouroku. Embora eu tenha comprado totalmente a ideia do plot, as sequências em CG porco constantemente me tiravam daquela história.

Felizmente, ao final desse primeiro episódio duplo, me vi bastante investido na relação paternal entre Zouroku e Sana. Isso muito se deve à direção caprichosa de Katsushi Sakurabi que, tendo saído do delicioso Flying Witch, emprega toda seu domínio sobre a narrativa visual para apresentar sequências muito bem encaixadas e dinâmicas. Tanto as cenas mais leves, como as de diálogo, quanto as cenas de ação, como as duas lutas do episódio, tem um ritmo muito bom dando as doses certas de empolgação, tensão, drama e comédia.

Justamente por isso que fiquei tão irritado com o desleixo do pessoal da animação. Principalmente com os envolvidos com a animação em CG. Além de só os protagonistas terem um character design minimamente decente (os outros personagens vão de genéricos totais a genéricos com cabelo colorido em tom pastel), o uso de CG não se limita a poucos momentos, mas é praticamente o que move uma das principais cenas de ação do episódio, a perseguição de carro. Se vai usar tanto CG, não pode fazer um trabalho porco. Não estamos mais em 1998 quando fazer um carro em CG como os Initial D era aceitável. Me senti vendo uma daqueles extras de filmes onde fazem testes de animação onde a modelagem é toda simples, a animação tem uma física bizonha e praticamente é tudo “sem alma”.

Por sorte, acabei simpatizando bastante com a dinâmica entre Kouroku e Sana. Pretendo ver o anime por causa deles. É um misto de “homem mais velho carrancudo embora interamente bom adota uma criança” com “pessoa-experimento-super-poderoso foge de seu laboratório e busca vingança”. Duas temáticas que não apresentam muita coisa nova isoladamente mas que juntas se mostraram bem interessantes. Resta saber se não vamos cair demais no “garotas fofinhas se porrando” e esquecer da parte dramática que é o que acabou me prendendo nesse episódio tão irregular.


 

    Textos publicados por vários autores