Outubro/2013: Resumo das Estreias, Parte 5 – Kuroko no Basket, Magi, Yozakura Quartet e Outros

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Sim, a Quinta Parte do resumo mais completo da temporada, cortesia deste não humilde blog. E vamos que vamos!

Parte 1: KILL LA KILL e Kyoukai no Kanata
Parte 2: Coppelion, Golden Time, Nagi no Asukara e outros
Parte 3: Daiya no A, Log Horizon, White Album 2 e outros
Parte 4: Gingitsune, Yowamushi Pedal e outros

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Little Busters! ~Refrain~
J.C.STAFF, 2-cour

Episódio: 72/100
Potencial: Médio

Um bom Little Busters!, mas em boa parte ainda o Little Busters! de sempre, a espera do momento em que poderá cumprir o potencial que precede o anime.

O anime volta com tudo, já no arco da penúltima heroína – a peituda e descolada Kurugaya, que promete um plano de fundo algo padrão mas eficiente em seu desenvolvimento, além de começarmos a descobrir o que afinal é o Segredo do Mundo tão antecipado na obra desde o começo [e inclusive nessa nova e linda abertura repleta de SPOILER] em um episódio que consegue acertar bem o balanço entre comédia e drama que a série fracassou tanto em alcançar em episódios anteriores.

O início de mais um arco conseguiu ser instigante e consolidar o sentimento de amizade que permeia a série, mantendo a boa sequência de episódios que já vem do final da Primeira Temporada. Ainda assim, mesmo com um reforço no orçamento provavelmente vindo das boas vendas da metade anterior, os layouts ainda são abaixo da média e a fotografia e direção é simples demais para uma proposta tão elegante. Acostumados demais com a trilogia que consolidou a parceria key/Kyoto Animation? Talvez. Mas ver uma proposta destas simplesmente parecer mais um anime na temporada entristece um bocado.

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Kuroko no Basket [Segunda Temporada]
Production I.G., 2-cour

Episódio: 82/100
Potencial: Alto

Um baita de um Primeiro Episódio que reintroduz o espectador rapidamente àquele mundo para já engatar uma nova história, com direito a flashback e novo personagem e deixar tudo pronto para o que interessa: a primeira partida desta nova temporada.

Kuroko no Basket funciona, ao menos no formato anime, por ser eletrizante como uma adaptação de manga da Shonen JUMP [ou mesmo das rivais] não era há muito tempo [claro, tivemos JoJo’s Bizarre Adventure em 2012, mas é um caso tão único que não conta]: é bola na quadra, suor nas camisetas nos jogadores e animação no capricho – mesmo com certas restrições orçamentárias – mais trilha sonora eletrizante fazendo tabelinha para um dos melhores animes de 2012.

Animação e character design melhorados e modernizados aqui e ali, a fórmula ainda é a mesma e continua sendo uma obra que segue um original de longa duração – assim, a melhor propaganda a se fazer de Kuroko no Basket é convidar o espectador a assistir alguns episódios da Primeira Temporada e ler o review da série neste mesmo blog que explica com mais e melhores palavras o porquê de ser uma obra com um público até reduzido mas bastante caloroso e vocal em pedir a publicação do manga em terra Brasilis.

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Magi [Segunda Temporada]
A-1 Pictures, 2-cour

Episódio: 74/100
Potencial: Médio-baixo.

Um episódio clássico feito na medida para reintroduzir o fantástico mundo de Magi ao mesmo tempo que simplesmente continua do ponto que o último episódio parou; sem nenhuma introdução aos personagens e ao enredo anterior, temos aqui um bom build-up sendo feito para o arco de Magnostadt, que promete – ao menos a cena impactante mostrada logo de cara cumpre o efeito de visualizarmos como será o clímax desta temporada.

Magi, anime que começou com tanto potencial há um ano, acabou sendo vítima de um prazo curto e ideias ruins do infame roteirista Yoshino Hiroyuki [Code Geass, Guilty Crown, Seikon no Qwaser] que foram mal-aceitas principalmente entre o público do manga; para quem só viu o anime fica um battle shounen bem produzido mas genérico, carente do potencial que o mundo carrega e dos elogios que o original recebe.

Ao menos a síndrome das continuações nessa temporada está sendo positiva e tivemos um orçamento se não maior, aqui ao menos aplicado com melhor resultado – e um episódio focado nos carismáticos personagens merece uma nota boa, mas um temor sobre o que irá acontecer quando entrarmos no que interessa. Tem horas que o melhor realmente parece que é não saber…

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Unbreakable Machine-Doll
Lerche, indefinido

Episódio: 68/100
Potencial: Médio

Fora de qualquer hype, uma surpresa entre os animes supostamente medianos foi Machine-Doll, com uma boa estrutura e um protagonista acima da média que por ser um japonês em ambiente europeu lembra o sucesso de 2010 GOSICK.

Mas ao contrário desse, o foco aqui é uma jornada de superação envolvendo um tico de trama política e ação entre servos mágicos animados no delicioso – só que não – 3DCG cortesia do estúdio Lerche. A direção na ação não é empolgante quanto em Arpeggio porém o plano de fundo apresentado aqui faz muito mais sentido – isso mesmo com o mínimo de fanservice e muito oferecimento gratuito por parte da robô Yaya. Fofa e deliciosa sim, sem necessidade de ser tão gratuita simplesmente para aplacar a sede do público masculino.

Machine-doll começou bem, mas periga ser uma série de Primeiro Episódio bem-feito para logo em seguida os criadores e realizadores simplesmente perderem o fio da meada e entregarem um resultado progressivamente perdido, decadente, plenamente esquecível ao término de sua exibição – isso é até mais comum do que parece, e quando a força principal do começo foi instigar a curiosidade no espectador o resultado pode não ser tão bonito…

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Yozakura Quartet: Hana no Uta
Tatsunoko, 1-cour

Episódio: 72/100
Potencial: Médio

De uma maneira diferente da primeira série um Primeiro Episódio divisor de opiniões.

Yozakura Quartet, manga do ilustrador de Durarara!! e Devil Survivor [a série de jogos], é conhecido por apresentar um mundo interessante com uma boa gama de personagens; e quando a primeira adaptação para anime conseguiu ser um fracasso de público e crítica, a popularidade do traço do autor impediu que mais uma obra fosse ao limbo – e é assim que tivemos esse reboot em OVAs – e depois TV anime – dirigidos pelo ótimo animador e agora diretor Ryo-timo.

Hana no Uta tem um Primeiro Episódio característico de um diretor iniciante cujo foco anterior era animar cenas de qualidade artística fenomenal: é lindo, estiloso e vibrante, trazendo um orçamento [e talvez um bom time de animadores, cortesia do networking de Ryo-timo] na medida para propiciar belas cenas de ação com um design simples e consistente. Bela embalagem para o episódio de introdução mais genérico desde sempre.

O episódio, particularmente a direção, ficam na média, mas o roteiro é simplesmente preguiçoso e se apoia simplesmente no carisma dos personagens e na qualidade visual. É algo válido, com uma nota enviesada pelo amor deste blog à animação 2D de qualidade, mas em uma metáfora culinária temos um bolo todo chantilly e pouca massa.

Parte 1: KILL LA KILL e Kyoukai no Kanata
Parte 2: Coppelion, Golden Time, Nagi no Asukara e outros
Parte 3: Daiya no A, Log Horizon, White Album 2 e outros
Parte 4: Gingitsune, Yowamushi Pedal e outros

Sim, a Quinta Parte do resumo mais completo da temporada, […]