Outubro/2013: Resumo das Estreias, Parte 4 – Gingitsune, Yowamushi Pedal e Outros‏

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sure sex sells

Ufa! que chegamos na Quarta Parte deste gigantesco apanhado da Temporada, cortesia do Seu Porto Seguro para Animes. Após os grandes hypes na Primeira Parte, uma Segunda Parte mais genérica e uma Terceira Parte com algumas surpresas, hora de fazer o apanhado com o restante das estreias do fim de semana e além!

arpeggio

Aoki Hagane no Arpeggio: Ars Nova
Sanzigen, indefinido

Episódio: 70/100
Potencial: Médio

Como um anime dirigido por Kishi Seiji que é, Arpeggio mostra de cara certo desperdício de potencial em um cenário instigante – no caso, um futuro todo trabalhado na geopolítica e outras complexidades onde navios são controlados literalmente por meninas moe.

Preconceito de alguns a parte, é um cenário que pode muito bem balancear meninas fofas, ação incessante e um clima gostoso de conspiração; mas a direção já balança e entrega algumas partes – como a coreografia nas cenas de ação – que são melhores que o todo e o 3DCG continua sendo nojento como de costume, com “gráficos de PlayStation 2”. Com tantos animes atuais apostando em boas mesclas de personagens 2D e objetos 3D, a decisão tomada pelos produtores fica dificíl de entender.

Arpeggio é um anime bem gostoso de assistir [talvez a menor nota desta série em relação a impressão inicial causada ao vivo pelo episódio] e inofensivo para o espectador casual que está descobrindo a franquia agora; mas a origem em um manga algo desconhecido e ainda assim elogiado pela crítica diz muito sobre o desperdício de potencial que mais uma animação apresenta, mais uma para o histórico de Seiji. Uma pena.

gingitsune

Gingitsune
Diomedea, indefinido

Episódio: 70/100
Potencial: Médio

Fofo, lembra Natsume Yuujinchou na mistura do bucólico com o relacionamento entre o homem, no caso a protagonista, com a natureza de um Japão calmo e interiorano. Mas podia ter um Primeiro Episódio mais chamativo.

A estrutura [a parte técnica também] dói de tão simples: um primeiro caso que estabelece a dinâmica básica de uma série episódica. Pena o drama ser tão batido que acaba tirando pontos de algo primordialmente simpático, mesmo que não seja tão refinado como alguém mais exigente – e com menos tempo para ver anime pode exigir.

Um healing anime cheio de boas energias e com uma pegada menos menininhas moe para assistir logo antes de dormir. Há espaço para melhorar – quem sabe um ou outro episódio realmente sejam bons. Não foi dessa vez, e nem mesmo algum momento mais brilhante tivemos aqui – o que por si só não invalida a hipótese. Caso raro de sim, mais potencial que mostrou neste início, quem sabe…

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Gundam Build Fighters
Sunrise, 2-cour [talvez mais]

Episódio: 77/100
Potencial: Médio

Desde Gundam 00 [2007/2009] que a Sunrise não deixa de investir uma boa grana nas séries animadas da franquia mais influente do mundo dos animes; e desde AGE [2011/2012] que esse character design infantil mas redondinho dá a tona nas séries principais [leia-se: para a TV]. Gundam Build Fighters, uma mistura de Gundam, o clássico de vender miniaturas em brinquedo dos robôs gigantes presentes ao longo das séries, com os animes – exemplo: Beyblade – que são mais diretos e simplesmente mostram brinquedos virando elementos com super-poderes em uma abordagem focada nas crianças de menor idade e estabelecendo uma conexão ainda mais consumista [que o diga o McLanche Feliz], consegue trazer um Primeiro Episódio empolgante, imersivo e balanceado.

O drama é simples, com todo aquele papo de protagonista, rival e personagem misterioso que vem para ser o grande parceiro daquele em sua saga para, quem diria, superar seu vitorioso e famoso pai. Como em AGE, tudo é apresentado de uma forma asséptica, e focada em uma criança genérica – o anime nem mesmo tem referências pesadas ao estilo de vida japonês em um esforço para tornar o produto facilmente exportável; aqui temos um bom resultado e talvez o potencial para o melhor anime do estilo em anos, um anime que também seja palatável para o fã médio – e bem mais velho – de Gundam ao mesmo tempo que introduz todo um novo espectro de fãs a franquia.

Bem bolado, e com um início que faz muito bem o básico e ainda entrega de presente boas cenas de ação por cortesia do ótimo time de animadores mecha 2D – uma raridade em 2013 – dirigidos e coordenados pelo grande Masami Obari; não vai reinventar a roda e nem tem a intenção disso, mas sem dúvidas é um massaveio de respeito.

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Sekai de Ichiban Tsuyoku Naritai!
ARMS, 1-cour

Episódio: 65/100
Potencial: Baixo

Rocky Balboa encontra THE [email protected] e ambos são cobertos por uma grande chuva dourada.

A nova investida do estúdio e produtores de Elfen Lied, Queen’s Blade e Hyakka Ryouran Samurai Girls é uma premissa criativa e até aqui consciente de que é trash. Luta-livre é uma boa oportunidade para mostrarmos os corpos semi-nus e torneados que esse tipo de anime exige, juntamente com uma agarração flertando com um lesbianismo fetichista na medida para o público masculino deste tipo de obra – e esta usa o clima e o som a seu favor, sendo exagerado e divertido na medida.

Não é um anime para refletir ou mesmo assistir querendo um entretenimento classudo; delimitação de nicho a parte, sem dúvida temos aqui uma surpresa que ao menos neste Primeiro Episódio mostrou uma vertente tosca e divertida do quase hentai – resta saber se o prazo de validade consegue ao menos chegar ao final desta Temporada. Há propostas até melhores em seu início que quatro ou cinco episódios depois simplesmente ficam longas demais para serem consideradas entretenimento. Vale a aposta? Um caso a ver

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Yowamushi Pedal
TMS Entertainment, 3-cour

Episódio: 83/100
Potencial: Alto

Daiya no A parecia o shonen a ser superado nessa temporada, graças a sua boa execução de um argumento algo batido; mas Yowamushi Pedal conseguiu pegar alguns pilares clássicos e moldar, como a bicicleta de seu protagonista, em um conjunto sólido e eficiente com aquela pegada clássica.

Nos dias de hoje – e em um anime que é exibido nas madrugadas de Segunda para Terça no Japão – por quê não um protagonista otaku? Mas ao contrário do que muitas obras fazem, esse não é simplesmente utilizado como espelho do espectador como companheiro de hobby, e sim como um personagem tridimensional com certos sonhos e ambições que por um acaso do destino tem sua vida levada em uma direção que não tinha pensado antes.

Um bom protagonista ajuda, mas um time de coadjuvantes bem-apresentados de cara neste lento [afinal, 39 episódios confirmados, então por que acelerar os acontecimentos?] e sobretudo humano primeiro ato trazem um status especial a obra e tornam alto o seu potencial. Podemos estar com o Uchuu Kyoudai de 2013, um ótimo anime vítima da longa duração e de uma sinopse que não agrada a todos mas ressoa forte do coração de certo nicho.

E já vamos para a Quinta Parte… sim, Quinta! Em breve…

…mas não deixe de conferir antes…

Parte 1: KILL LA KILL e Kyoukai no Kanata
Parte 2: Coppelion, Golden Time, Nagi no Asukara e outros
Parte 3: Daiya no A, Log Horizon, White Album 2 e outros

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