ArgaLog #02: Tudo Junto e Misturado

ArgaLog #01: Rumo ao Clímax

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Uma semana algo fraca nos animes fortes e forte nos animes fracos. Resultado: um bom equilíbrio no que ver, mesmo que nenhum episódio tenha sido particularmente ótimo. Mas perdoamos porque em diversas obras os próximos episódios já prometem pegar muito fogo!

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Little Busters! 21 [70/100]

Mais um episódio eficiente [e sim, os focados na Kud tem todo um carinho especial por parte do time de produção] mas no qual faltou alma – mesmo para os padrões de Little Busters!.

OK que ainda estamos no início deste arco de sim, algum potencial, e que os elementos apresentados aqui fluiram em um bom ritmo – tanto que os vinte e poucos minutos passaram-se de forma suave, mas o material original e sua temática que envolve a relação entre a protagonista e sua mãe, parece ser algo muito ame-ou-odeie. É claro que tem seus fãs [e parecem ser muitos], mas também pode ser perigosamente algo que divida o coração do espectador que assista.

Um gosto já algo amargo em um arco que somente está no começo; há potencial? Há – e o drama já promete vir em doses cavalares semana que vem. Mas… cuidado. Infelizmente pode ainda não ser dessa vez.

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Robotics;Notes 19 [73/100]

Twist, Plot Twist.

Na teoria, fechar todas as pontas soltas já muito perto do fim de uma obra que cativou os espectadores por meses em um eletrizante arco final parece uma grande ideia. Porém, quando os dezoito episódios anteriores falharam em contar uma história sólida, falharam em manter o espectador interessado, fica difícil reverter a situação em somente noventa minutos.

Robotics;Notes é uma muita mecânica e pouca alma – tecnicamente tem todos os elementos que poderiam torná-lo sucesso de público e crítica; porém, desde o episódio um falha miseravelmente em convencer o espectador a importar-se com estes personagens e seus motivos. O resultado? Um final literalmente vomitado na sua cara na esperança que choque o espectador e assim o convença de que a obra é boa.

E sim, Robotics;Notes é um bom trabalho de escola, contém os elementos necessários para passar de ano. Mas não vai convencer ninguém que este é um anime a ser assistido – mesmo que o final não seja decepcionante como parece.

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Tamako Market 08 [73/100]

Um bom episódio por si, mas qual o propósito?

Como dito anteriormente, Choi chegou com tudo em Tamako Market para movimentar a obra [francamente, o elenco inicial – aquele povo todo que aparece na abertura – é fraco]. E é o regime de Dera mais a integração desta no mundinho perfeito de Tamako os ingredientes deste episódio.

Dera até é divertido, mas não ultrapassa a barreira que separa um mascote de um personagem – assim, é a integração de Choi que torna o anime divertido e moe. Sim, moe, afinal Tamako Market tem mais temas que enredo, e por enquanto a história movimenta-se a passo de tartaruga. Como praticamente todas as obras do Kyoto Animation, vale para passar o tempo. Ao contrário de outras recentes, não muito mais do que isso.

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Vivid Red Operation 08 [77/100]

Enfim, tudo o que queríamos ver em Vivid Red Operation se faz presente – e nem são as bundas!

OK, Vivid Red Operation é um anime burro e todos os envolvidos com seu enredo que mistura muitos outros animes, juntados em algo tão fino quanto o cachecol da Rei sabem muito bem disso. Por que assistir então [claro, além de ver belas bundas pré-adolescentes]?

Direção bem-feita, belo senso visual e cenas de ação empolgantes. Sim, exatamente os mesmos motivos que fizeram Strike Witches ser o sucesso que foi e em que Vivid Red Operation não tinha aparecido até então – pelo menos não com o impacto que este episódio passou.

Seguindo-se ao drama clichê mostrado no fim do episódio passado, temos dez minutos de um típico episódio de ação envolvendo três garotinhas mágicas a bordo de aviões lutando contra Angels. Digo, Alones. E sim, criatividade a parte as lutas de Vivid Red Operation são algo inspiradas em Evangelion. E isso é bom.

Só resta saber que algum dia irão explorar o drama da Homura Akemi. Digo, Rei Kuroki.

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Uchuu Kyoudai 47 [79/100]

Bom, mas chato.

OK, chegamos a um ponto aonde o ritmo pacato em que Uchuu Kyoudai leva a vida começa a afetar a experiência com o anime. Claro que ainda é mágico ver Mutta e companhia em ação, mas essa transição e todas essas pequenas cenas simplesmente estão ficando longas demais – e apesar do próximo episódio prometer mais que estátuas de cachorro e mulheres procurando casa para morar [e promessas de que algo irá acontecer, com uma indiana que lembrou a Lalah Sune do Gundam original], o alerta amarelo está aceso. Talvez não seria a hora do anime ter ao menos um descanso?

Preocupações sobre o futuro a parte, ainda merece a boa nota que tem e ainda é melhor que muita coisa transmitida atualmente.

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PSYCHO-PASS 19 [80/100]

E mais algumas peças deste quebra-cabeça são descobertas.

Gen Urobuchi tem uma predileção por longas conversas que chegam a quebrar o ritmo de uma animação, e em parte PSYCHO-PASS poderia sim ser melhor na mão de um diretor mais forte e experiente que o Shiotani – mas não nada que comprometa muito este tour de force.

Um pouco de desenvolvimento e preparação para todos os personagens está presente, mas é Kougami quem acaba sabendo de mais um pouco sobre a natureza deste Japão futurista e bastante isolado – e é ao focar neste aspecto que agora o anime faz muito sentido como crítica da atual sociedade japonesa, que está doente, quase podre – que vende sua alma em busca de paz e tranquilidade.

Claro que o episódio poderia ser mais divertido [esperamos que os próximos sejam], mas a pausa fez sentido e este cour antes de tudo está melhor que o primeiro.

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Love Live! 08 [80/100]

E o clímax do até aqui arco dramático de Love Live! foi realmente o episódio de virada da série – no sentido de que sim, Love Live! realmente é bom e merece ser comparado aos melhores da temporada.

Eri Ayase pode não ser uma das personagens mais populares entre os fãs, sem dúvida faz a diferença em tornar o clima da obra algo dramático e não leve demais como K-ON! [o que aqui não funcionaria] – e sua lenta mas sempre presente mudança de presidente relutante do grêmio a membro do clube [SPOILER, mas tava na abertura] foi mostrada de maneira muito boa, com a cena mostrada acima tendo o impacto que merecia.

Love Live! ainda pode não ser o novo THE [email protected], mas já é sem dúvidas um anime competente por si só – e sim, a grande surpresa desta temporada de Janeiro.

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Shin Sekai Yori 22 [82/100]

Uma transição não muito suave para o parte final deste bom arco final.

Ainda frenético e sinistro mas sem todo o impacto dos primeiros episódios deste arco, este vinte e dois representa o bom começo da jornada rumo ao segredo final deste Novo Mundo – e utilização do sempre leal e simpático em sua pose Kiroumaru vale ser destacada: afinal é ele que vai guiar os três humanos rumo a arma biológica Psycho-Buster, o único e cruel método de matar o inimigo, a pobre criança na qual reside as esperanças dos bakenezumis.

E o fato deste final se localizar na aqui outrora capital do Japão e agora completamente devastada Tokyo dá um toque adicional a toda a séria ironia presente neste futuro distópico aonde a evolução da raça humana simplesmente a levou para uma sociedade decadente e decrépita.

Qual o grande segredo que esta arma reserva a nossos protagonistas? É assunto para os próximos episódios, que devem estar mais cheios de conteúdo que essa boa, necessária mas ainda assim um episódio de transição.

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Chihayafuru 2 08 [83/100]

O episódio mais fraco desta Segunda Temporada até aqui. Ainda assim, o melhor episódio da semana.

E Chihayafuru, que acabou de sair da frigideira, finalmente entra neste forno que é o torneio Nacional de karuta, versão dois [já que o time principal está em seu Segundo Ano de Ensino Médio] – resta saber que o anime realmente terá 2-cour ou somente um, e o quanto isso pode ajudar ou atrapalha na experiência [lembram-se de Kaiji?]

Enquanto a primeira parte foi boa nos pequenos detalhes como usual nesta série, a segunda – ao tratar de um clube algo amador formado por gringos – teve uma boa ideia e uma execução que não foi ruim mas que sem dúvida está abaixo do que a série pode oferecer [e está oferecendo ao espectador]. A lição final foi justa, porém a trajetória ficou até um pouco chata; mas para nossa sorte o final foi eletrizante e traz promessas de próximos episódios melhores.

ArgaLog #03: WHAM! WHAM! WHAM!

ArgaLog #01: Rumo ao Clímax Uma semana algo fraca nos […]