Editorial #02: Animes de Cinquenta Episódios

Editorial #01: Nós, A Tropa de Elite dos Otaku

Quando a jornada é longa demais.

Nesses anos todos – e aproximadamente quinhentos animes [de acordo com a bondosa metodologia do My Anime List] vistos – consegui praticamente ver quase todos os animes considerados essenciais para entender o mínimo na área: de Code Geass a Death Note, de Cowboy Bebop a Neon Genesis Evangelion, muita coisa que mesmo atualmente ainda é considerada relevante, digna de nota, foi assistida por este jovem [tá, não] blogueiro em sua caminhada espiritual rumo ao título de Otaking [de novo, não].

Mas ainda falta muita coisa: de Monster a NANA, passando por Eureka Seven e Ghost in the Shell: STAND ALONE COMPLEX, um número igualmente impressionante de clássicos simplesmente segue desconhecido por este que vos fala. E um dado compartilhado por estes quatro animes dá o tom do assunto desta coluna: quem se anima a assistir um anime de cinquenta episódios – ou mais?

Cinquenta episódios, vinte horas se computarmos o tempo total de exibição, um ano passando semanalmente em alguma televisão japonesa. Tão fácil e ao mesmo tempo tão difícil. Fácil por que todos começamos, de uma forma ou outra, vendo justamente alguma saga épica de literalmente centenas de episódios antes de entrar na toca do coelho e descobrirmos os cults, as temporadas e a possibilidade de preencher uma lista de literalmente centenas de obras vistas.

E se no Japão o modelo de negócios dos animes focados no nicho, baseados em discos caríssimos cujo trunfo é enfeitar da forma mais luxuosa possível uma quantidade mínima de episódios, incentiva a produção de obras cada vez mais curtas [afinal, um citado anime de cinquenta episódios precisaria no mínimo dezesseis volumes – e Gundam SEED comprova que vez ou outra isto pode dar muito certo – para encaixar-se nesta metodologia], simplesmente ficamos acostumados com treze episódios ser uma porção pequena de anime e vinte e seis, uma grande. Cinquenta já é algo enorme, quase um refrigerante de três litros.

Um reflexo desta escolha do mercado por produções de um ou dois cour foi termos histórias contadas em um ritmo mais acelerado, na medida para as atuais geração Y e Z cada vez mais frenéticas, acostumadas a tarefas múltiplas. Assim, cada vez mais mesmo os bons animes de muitos episódios que surgiram recentemente como Cross Game, HeartCatch PreCure! ou Uchuu Kyoudai acabam tendo [e isso é compartilhado fortemente por quem viu Eureka Seven ou Monster] um ritmo mais lento, adequado a proposta que tem. O que acaba testando a paciência deste público ávido pelo intenso, principalmente quando maratona [assiste de forma consecutiva e algo ininterrupta] algo.

Mesmo SKET Dance, boa comédia que deve terminar em Setembro/2012 após um ano e meio em exibição, acabou sendo deixada de mão por este que vos escreve justamente pelo sentimento de mais do mesmo que impera após os primeiros trinta episódios de algo divertido, mas não tão bom assim. Se fosse um anime mais curto, com certeza seria mais assistido. Por ser longo o bastante, o custo-benefício da experiência [e é assim que acabamos pensando mesmo aqui, ao analisar entretenimento] simplesmente não compensa a muitos.

E trazendo tangencialmente um assunto que pode muito bem ser discutido em artigo próprio, nós, A Tropa de Elite dos Otakus, preferimos justamente compartimentar nossas experiências com anime dentro de gêneros, dentro das temporadas que muitos seguem com mais ou menos atenção: um anime de ação, outro de romance, um terceiro de drama, assim vamos montando nosso cardápio que muda a cada três meses.

Claro que há certas propostas, como o excelente Legend of the Galactic Heroes, que mesmo sendo extensos tem propostas específicas com público-alvo igualmente limitado. Mas a praxe é termos algo como o mais recente sucesso que poderia estar passando na TV brasileira, Fairy Tail, que reúne ação, drama, romance, comédia e tudo o mais ao longo de três anos [e contando] de exibição divididos em inúmeras sagas – excelente forma de passar a sensação de um anime curto em um projeto longo. Aqui, o melhor dos dois mundos e tendência que deve ser seguida cada vez mais daqui pra frente.

Fim de artigo, hora de passar a bola para você, leitor do Argama – afinal, você também ainda não viu Gintama, Patlabor ou Utena por esse motivo? Conte sua experiência nos comentários e até o próximo Editorial.

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19 thoughts on “Editorial #02: Animes de Cinquenta Episódios”

  1. Me identifiquei na hora…Se eu não tivesse assistido os “animes gigantes” antes de realmente me adentrar ao mundo otaku, eu acho que já não teria mais paciência para assisti-los de novo.Quando tentei assistir outra série gigante, como o próprio citado Gintama, acabei parando no meio, e está lá parado a um bom tempo.Só não esqueci dele ainda pois toda vez que vejo minha lista no MAL ele está me atormentando na seção ON-HOLD.

  2. Concordo com tudo que foi escrito acima, hoje em dia difícil o cara animar-se para assistir os animes gigantes, por exemplo: Faz tempo que parei no episodio 39 em Gintama, ou então Bleach que estou no episodio 129, e não tenho vontade de terminar. Sou a favor dos animes curtos desde que sejam objetivos e consigam transmitir de forma adequada seu enredo.

  3. Eu não escolho pelo tamanho, mas certamente é mais difícil _começar_ a assistir uma série que já está encerrada (ou pior, ainda não encerrou) mas tem muitos episódios. Curiosamente, com mangás eu não tenho esse problema (estou “maratonando” Hokuto no Ken desde a semana passada, já li onze volumes no pouco tempo que tenho disponível). Acho que tem a ver com o fato de que eu não sinto que um mangá me _roube_ tempo, afinal eu leio no meu próprio ritmo, e se for online ainda faço outras coisas ao mesmo tempo. Com anime sem chance, eu invariavelmente paro tudo para assistir, e a duração é obviamente pré-determinada.

  4. Último que maratonei assim foi Soul Eater a quase 2 anos atrás, sempre preferi obras mais curtas, ou obras que tivessem 26+26 (que eu dou uma bela pausa entre cada cour e depois continuo), mas bem, o problema aqui é o tempo mesmo, se os de 39 episódios eu levo quase 1 semana pra assistir inteiro, é muito tempo.

    Mas se tiver algum fansub fazendo 1 por semana, ou a cada 2 semanas, eu vejo de boas, vi Eureka Seven assim, assisto agora Digimon Tamer assim.

  5. Eu já vi Monster, Legend of the Galactic Heroes os dois Fullmetal Alchemists e mais alguns anime longos , mas atualmente para mim esta sendo difícil tinha anime longos como Gintama e Space Brothers do On Hold no MAL.

  6. Realmente, no meu caso ir assistir um animê com mais de 26 episódios é algo desanimador.
    Por isso me contento à séries menores, de 12~26 episódios.
    No geral eu concordei com o que ~vossa pessoa~ diz, Cuerti. 😀

    Bem, ainda tenho que terminar de ver inúmeros animes ‘grandes’, como Gintama, Uchuu Kyoudai ou até mesmo One Piece ( Ainda estou no 127… On-hold faz 2 meses. ) e isso me desanima de certa forma, pelo menos são 3 animes que eu particularmente gosto bastante, então tenho certeza que ainda vou termina-los qualquer dia. ( Menos One Piece, oi. ) Mas séries como Naruto, Card Fight Vanguard, e o próprio Sket Dance já não tenho certeza se terminarei de ver algum dia, é, pois é. Q

  7. Isso também acontece comigo, eu comecei a me viciar em animê fazendo maratona de Naruto, quando eu alcancei os episódios semanais, eu comecei a fazer maratona de Bleach, ai quando eu alcancei os semanais de Bleach, eu fui ver animês curtos tipo Kanokon, Bokusatsu Tenchi Dokuro-chan entre outros. Hoje eu só consigo ver um animê gigante se eu pegar ele logo no inicio [exemplo: Sket Dance, Uchuu Kyoudai, Fairy Tail], ou se eu gostar muito dele [exemplo: Gintama]

  8. Yahoooooooo! Acho que é a primeira vez que comento por aqui neah! 😉

    Bom, estaria mentindo se dissesse que não vejo a quantidade de episódios antes de começar a assistir uma série, mas apesar de meu tempo livre não ser infinito, procuro não me prender muito a isso.

    Claro que não é sempre que saio a me aventurar com uma série com centenas de episódios~ Mas se o assunto for de meu real interesse, não vejo problemas em ver 40, 50, ou quem sabe, um pouco mais de episódios. Exemplo a Saiunkoku Monogatari, que não tive o prazer de acompanhar quando ainda em lançamento, mas que de maneira nenhuma me foi cansativo ver duas temporadas seguidas de 39. Ou até mesmo Kemono no Souja Erin com 50 episódios que devo ter visto em tempo recorde de tanta fixação que senti.

    No entanto, tenho que admitir que acontecer coisas assim não é tão frequente, como Sket Dance e Heartcatch Precure, aonde tive a oportunidade de pegar desde de o início, sendo que a primeira série está no meu On-Hold e a segunda acompanhei até o final sem demais queixas. Ou até mesmo Eureka 7, em que ví a primeira, mas não tenho ânimo para ver a segunda que ainda está em lançamento e vai ter menos episódios.

    No final, o assunto não é simplesmente sobre tempo, e sim saber se o conteúdo e a execução vão ser bons o suficiente para levar esse tempo de maneira que ele não seja um simples fardo.

  9. o segredo é baixar TUDO, e sair vendo diariamente pelo menos 1 episodio [o “pra dormir”], pelo menos funcionou comigo em GINTAMA, SOUTH PARK [tudo tambem], Victory Gundam… agora se o negoço for bom mesmo, chega no fds/feriado, sempre da akela vontade de maratonar…

  10. Já assisti Reborn duas vezes e meia, Naruto e muitos outros animês vistos como gigantes na época em que era estudante vagabundo. Já hoje, não tenho mais o tempo luxuoso que costumava ter, o que torna séries mais longas menos atrativas para mim. Não pelo fato de tema ou algo do tipo, mas sim por saber que não terei tempo suficiente para assisti-lá inteira. Que é justamente algo que odeio profundamente, deixar as coisas pela metade.

    O problema dos animês de 12~13 episódios, é que muitas vezes não existe um desenvolvimento plausível, pela falta de tempo para a história se elaborar melhor. E o resultado são finais bizarros e totalmente toscos (oi, Another)

    Como só consigo ver 1~2 episódios antes de dormir, prefiro animês menores. Mas sempre costumo ver algo maior se me interessar, como o meu atual GTO.

  11. Fiz maratonas dos tops a um tempo atrás. Tirei o atraso de One Piece até o 400 quando comecei a acompanhar semanalmente. Se pego esses “gigantes” do começo como Fairy Tail, Sket Dance vai de boa. Gintama já tentei 2 vezes e parei. Se bem que já transformei pequenos em grandes vendo temporadas sequenciais. Ex:Ikkitousen

  12. Verdade que muitos ficmaa desejar. Bleach foi um com arcos muito lonmgos e os fillers que muitas vezes eram colcoados no meio do arco..um desastre..parei no 212 (fui guerreiro). Para mim se a serie tivesse fechando tudo..OVA, FILMES, ESPECIAIS etc. 120 seria otimo..temporadas que poderiam ter entre 13 e 26 capitulos. One Piece esta absurdo …inviavel para alguem começar a ver hoje por exemplo. Outros são curtos demais, parecendo anime-promocional do mangá deixando a todos insatisfeitos…D-Gray-man foi com mais de 100 capitulos e parando. Foi Muito chato!!! Então mais qualdiade nas ações, nos dialogos, menos fillers e tudo dará certo..espero!!!

  13. Eu já tinha mente que minha limitada paciência não me permitiria mais adentrar no mundo dos animes gigantes. Isso é algo ruim mas ao mesmo tempo reflete um pouco no que você falou e o que está acontecendo com essa indústria, onde tudo acontece muito rápido, assim como no mundo inteiro, concluindo que não temos tempo para acompanhar séries ‘infinitas’. Há poucas exceções como o citado Fairy Tail e algumas obras que atraem a atenção de espectadores de várias formas bem diversas, fazendo com que novos fãs interajam com tal anime mesmo ele já tendo seus anos de exibição. E alguns antigos fãs voltam, com o tempo, a acompanhar suas séries “tradicionais”. Não que tudo isso seja algo negativo, mas é difícil alguém querer “evoluir” seu patamar animístico reassistindo algum anime desses. Por essas e outras, é notável que animes com vários episódios que continuam atraindo público em anos devem ser reconhecidos exageradamente, pois não é uma tarefa fácil hoje.

    Eu, por exemplo, entrei no mundo otaku há menos de um ano. Há poucos meses, na verdade. E queria já ficar por dentro de tudo. Vi vários animes deveras cults e muitos com seus 20, 30, até 40 e poucos episódios. Tentei assistir vários animes denominados mainstream, aqueles de porradaria, ou, melhor dizendo, com mais de 100 capítulos. Não deu certo. Voltei/comecei a acompanhar centradamente animes por temporadas e outros com poucos episódios. Enfim, talvez eu é que tenha adentrado o mundo otaku tão rapidamente que fiquei limitado a um Katekyo, Inuyasha e Fullmetal de animes “grandes”. Ou é um reflexo na rapidez em todos os ‘setores’ que afeta o mundo, a imprensa, a mídia, o cotidiano e ainda mais nós, otakus.

  14. Bacana, gostei do texto!

    Não me importo se o anime é longo, também não fico esperando hospedarem episodio pra baixar. Baixo e assisto quando puder.

  15. expressando minha sincera opinião, pode se ver um certo padrão para isso, exemplo, nos animes que contém uma temporada de 12/13 episódios só valem realmente a pena aqueles que são famosos, é raro assistir um anime de 12/13 que não seja famoso e ter um ótimo enredo, desenvolvimento e final, como HIYOUKA (pra quem gosta de misterios) e BTOOOM (não se sabe se terá a segunda temporada) por exemplo.O resto (que é a maioria) geralmente deixa algo a desejar.

    nos animes de 25/26 episódios ( ou que tenha 2 temporadas de 12/13) já é outra história, porque já se tem um espaço maior pra se desenvolver, então dificilmente um anime com 25/26 com um bom enredo termine ruim, exemplo disso é KIMI NI TODOKE, LOVELY COMPLEX, SWORD ART ONLINE, PEACH GIRL, etc.

    já os animes com mais de 30 episódios depende um pouco, eu já assisti animes de 50 episódios que valeram a pena cada segundo, como HANA YORI DANGO e ZERO NO TSUKAIMA (que se não me falha a memória te 4 temporadas de 25/26 episódios) e DEATH NOTE e todos eles me prederam durante todo o desenvolvimento. E também outros que acabei deixando de lado como NARUTO, BLEACH, GINTAMA, BASILISK, etc.

    o fato é que eu não me importo de assistir animes de mais de 50 episódios ( até mesmo 500) se tiver um rápido desenvolvimento – como foi o caso dos animes citados anteriormente.

  16. bem eu consigo assistir 6 a 5 animes e ainda trabalho e nesses ainda da pra assistir classicos e novos classicos coisas q eu nunca vi e por recomendaçao de outos vejo agora assistir animes grandes eh um saco pra mim eu nao aguento . a menos q ele te atraia de uma maneira . otraeu nao consigo assistir animes numa tacada so um exemplo: casshern sins eu vejo qando nao sai nada 3 a 2 por dia ,alias eh muito bom eu recomendo mas coisa de gosto duvidoso ou q fiqe na mesmisse eh foda .por exemplo watamote eu nao aguento mais ver aqilo eh sempre a mesma coisa e eh personagem nao evolui nem se torna melhor ou pior . po ela sempre ta na mesda e so fica na merda a situaçao nao melhora nem piora , ate o episodio quatro tava maneiro as situaçoes mas agora parece uma repetiçao de situaçoes ou de reaçoes eh escroto eu so estou acompanhando ainda pq qero ver o q acontece no fim e so

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