Editorial #00: Seis Meses, Resumo e BlogRoll

Seis meses, tanto, tão pouco e é só o começo…

Na noite de um Sábado, dia dezoito de Novembro de 2011, nascia o Nahel Argama – e como dito em sua Carta de Intenções, a intenção básica é prover um texto claro, bem-escrito e preciso com bom conhecimento sobre o que está sendo falado e uma linha de raciocínio que acrescente ao leitor.

E acredito que sim, ao longo dos – com este – cento e setenta e três artigos [quase um por dia, ritmo que o leitor mais fiel acabou percebendo] ao menos esta parte do acordo foi cumprida; dos [até a publicação deste] trinta e seis reviews até a seção Shoujo na Grama, de autoria da Josi Machado, o fato é que vem sendo entregue um conteúdo que, se falta brilhantismo, sobra em regularidade e consistência.

Sim, cabe aqui fazer mea-culpa quanto a ausência de textos longos, profundos e necessários sobre desde o atual estado da indústria da animação japonesa até análises ao mesmo tempo criativas e certeiras sobre animes obrigatórios. Diversos dos melhores textos publicados aqui são simplesmente transcrições de originais ainda presentes no abandonado Subete Animes, aonde o ritmo era mais tranquilo [até pela presença de outros redatores] e a necessidade de formar um arquivo, quase inexistente.

Foi em um ritmo semanal que surgiram clássicos como o “A Otakização do noitaminA“, que ainda é incrivelmente atual, ou o intricado mas preciso “Dossiê: Emissoras“; parte do diferencial deste blog aos outros é justamente a presença deste tipo de texto que sai da “curva”, e a atual ausência destes faz falta. E infelizmente ao menos a curto prazo a situação parece que não será revertida. Fica aqui o desabafo e a consciência de que algo deve ser feito para contornar a situação; assim, aguarde novidades em breve.

Enquanto isso, a maneira Nahel Argama de escapar do óbvio consiste em tanto tratar de assuntos que por um motivo ou outro acabam escapando ao radar da otakusfera, imprensa especializada ou como diabos chame a patota que comenta sobre animes em blog. Assim, vale – sim! – um Primeiro Episódio, de AKB0048 a Uchuu Senkan Yamato 2199; reviews aqui são sobre obras como Ai no Kusabi [2012] ou Hotarubi no Mori e.

Também apostamos em algo óbvio lá fora mas praticamente ignorado aqui no Brasil que é comentar semanalmente os episódios novos de anime, em nosso caso na já reconhecida coluna Episódio a Episódio; mas de rankings a charts vale de tudo para conseguir satisfazer os critérios citados acima.

E foi assim, com muita encheção de saco via Twitter e Facebook, que conseguimos chegar hoje com números que se friamente são razoáveis na prática são incríveis mesmo para um iniciante que na verdade não o é: cento e cinco mil cliques [views] e, quem diria, quase mil comentários.

Claro que cento e trinta destes são de quem vos escreve, mas dezenas de pessoas já passaram aqui para escrever o que quer de seja. E desde o campeão de comentários Projeto Verena [e seus mais de cinquenta comentários, sempre curtos e precisos] até longos comentários como esse do Nekomimi [até um que infelizmente tive que deletar, afinal há coisas que passam do limite da decência], tudo é ao menos lido e geralmente respondido. Afinal, o bom da internet é justamente ser uma via de duas mãos.

O modelo de comentários pode ser simples, mas é eficiente e dificilmente ficará ultrapassado. Sim, é clichê [e batido] dizer, mas o blog também é feito por vocês. A todos, um muito obrigado.

Mas calma que o artigo ainda não acabou: se não temos nenhuma carta na manga que irá revolucionar o blog nos próximos seis meses [até tem, mas segredo – e não tem a ver com conteúdo], a sintonia fina e constante que “faz parte” estará presente mais do que nunca. Erros devem ser corrigidos, o NA MAG será retomado, uma seção nova está a caminho e quem sabe o time também não aumenta? Maior, melhor e mais preciso a cada dia, esta é a frase que deixo destacada em negrito para poder definir esta pseudo-nova fase que se inicia hoje.

E agora hora de terminar o artigo fazendo algo que já foi um dos planos para o blog mas ainda [pelo próprio tamanho deste blog, reduzido face a sua pretensão] não faz o menor sentido em seu próprio conceito: indicar leituras nos blogs parceiros para você poder ampliar ao menos um pouco seu conhecimento em cultura pop japonesa. Assim, vamos às dicas:

Se no Anikenkai temos A Trajetória de Um Fã de Animes e Mangas, temos no Gyabbo uma discussão imensa destes sobre homofobia no meio. Porque sim, O Seu Preconceito É Uma Imensa Burrice.

Enquanto isso temos romance no Mangas Undergrounds e terror no Elfen Lied Brasil para te preparar para o longo artigo do Maximum Cosmo defendendo ele, Bakuman..

E se o Chuva de Nanquim resenha Chihayafuru, uma história marcada por mulheres fortes, o Netoin!, através de um Guest Post do Raphael Soma responde o que afinal é Yuri.

Anunciamos aqui também o mais novo parceiro do blog, o agregador Top 10 Animes, que fez um post deveras interessante sobre momentos emocionantes de alguns animes.

Seis meses, tanto, tão pouco e é só o começo… […]

6 thoughts on “Editorial #00: Seis Meses, Resumo e BlogRoll”

  1. Fico na torcida, para que o Nahel Argama abrace esse futuro brilhante que acena logo a frente. Postagens mais longas, acabam pedindo um pouco mais de tempo e paciência, e quando se é responsável pelo blog inteirinho, e com tantas coisas externas para fazer, fica complicado fugir do feijão com arroz. Mas independente disso, o blog, hoje tem sua identidade, que o torna único e isso é importante. Certo tipo de postagens, só se encontra aqui, assim como os leitores já devem ter percebido que suas análises são bem atrativas/esclarecedoras. Só faltou uma imagem bem moeblob, para celebrar esses 6 meses XP’

  2. keep it on qwerty, to te acompanhando viu? xD
    desde aqueles velhos tempos que vi que você tinha jeito pra coisa kkkk

  3. Qwerty, não sei se você sabe, mas pelos comentários que circulam em sites como Sankaku Complex, Random Curiosity, entre outros, A maioria dos fãs de animes gostou de Nazo no Kanojo X, apesar das cenas de baba e tudo o mais. Os únicos que não gostaram, ao que parece, foram os moezeiros, por causa do visual das personagens, nada moe, e os que queriam ver sacanagem (leia-se cenas de sexo ou os dois indo transar em algum lugar) e que acharam o namoro dos dois lento. No entanto, o motivo do namoro dos dois parecer lento é intencional.
    Segundo o autor do mangá que deu origem ao anime homônimo (Nazo no Kanojo X), Riichi Ueshiba, o motivo de ele ter criado a referida série foi porque ele constatou que os adolescentes japoneses nos dias atuais estão transando mais cedo do que deveriam (a partir dos 13 ou 14 anos de idade). E ele quer lembrar aos seus leitores, através de Nazo no Kanojo X, de que um namoro pode ser mais divertido sem que eles tenham que fazer sexo tão cedo. Como eram os namoros no passado (leia-se décadas de 1970, 1980 e começo da década de 1990.
    É o que eu li nestes dois artigos abaixo:
    http://www.sankakucomplex.com/2012/05/13/mysterious-girlfriend-x-too-godly/
    http://randomc.net/2012/04/09/nazo-no-kanojo-x-01/
    Quanto à questão da baba e outras coisas estranhas na série, são elementos que funcionam para atrair a atenção dos fãs de mangás e animes, e para diferenciar a série de outras tantas que há (talvez não seja tão estranha assim, afinal de contas, quando um casal se beija, há uma troca de saliva, caso não tenha percebido. No caso de Urabe e Tsubaki, o casal principal da série, há apenas a troca de saliva entre os dois, sem necessidade de dois lábios se juntando) . Afinal de contas, em que outro anime você já viu algo assim antes? Se fosse igual aos outros, a série não teria esse diferencial e talvez não faria esse sucesso todo (lembrem-se que para um mangá virar anime, é preciso que ele tenha atingido um certo grau de popularidade entre os leitores japoneses. E, em se tratando de um anime para a TV, a popularidade da série deve ser bem alta, mais do que um OVA / ODA).
    E não são apenas os otakus: os fãs comuns de anime e mangá também estão lendo (e assistindo) Nazo No Kanojo X. Como podem ver, trata-se de uma série que agrada a ambos os tipos de fãs, mas que ao mesmo tempo não é para todos, como vocês mesmo disse, Qwerty.
    E ainda sobre o namoro dos dois: apesar da bizarrice, ele consegue ser mais real do que a maioria dos relacionamentos que se vê em animes, segundo o Kinni do blog Sake com Sal:
    http://www.sakecomsal.com.br/especial-de-primavera-2.html
    Bom, espero não ter alongado demais a explicação sobre a série.

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