Primeiro Episódio: Fate/zero, Segunda Temporada

A série mais esperada da temporada por muitos volta exatamente do ponto aonde parou três meses atrás. E não é só isso que continua tão bom quanto antes.

Mais do mesmo.

Parece óbvio dizer isso quando estamos não no começo de um segundo arco, mas no décimo quarto episódio de algo contínuo; assim, abertura e encerramento novos a parte [bem-feitos na teoria, mas que acabaram sendo incrivelmente genéricos e bem inferiores aos primeiros – sim, apesar de finalmente termos kalafina aqui] tudo continua como antes.

Ou não; apesar de ser algo esperado [e com diversas dicas que de poderia ocorrer presentes na série], a quantidade de CG presente aqui é absurda; claro que [de novo, como esperado] temos a batalha mais intensa até aqui, envolvendo de aviões a monstros gigantes com tentáculos, mas apesar de razoavelmente bem-feito [e justo, afinal o que interessa – os humanos – continuam sendo efetivamente desenhados] acaba de certa forma incomodando um pouco este excesso – sorte que isto não deve se repetir.

Mas este monte de CG teve um ponto positivo: foi um episódio repleto de ação de uma forma que não tinha sido vista até aqui, principalmente por não ter o feeling excessivamente calculado presente principalmente na luta entre os “cavaleiros” Lancer e Saber. Com Berseker e Caster sendo os principais atores aqui, o caos reina; e aqui está algo que a direção soube fazer de forma competente.

Sim, a direção de Ei Aoki, sempre competente – claro que a série continua muito lenta para certos gostos, mas este Primeiro Episódio já mostra que finalmente todo o build-up construído na Primeira Temporada começa a dar resultados e neste segundo arco da história diversos e pequenos clímax devem ocorrer de forma constante a preparar o terreno para o apoteótico final; afinal, o relógio está contando [ou você não repara nas telas de título em contagem regressiva ao longo dos episódios?].

E além da dose de ação na veia do espectador, dois eventos dramáticos deram o tom do episódio: primeiramente, um daqueles diálogos típicos do TYPE-MOON aonde duas opiniões são contrastadas de uma maneira solene – e totalmente artificial.

Kariya Matou, nosso jovem heroi tratado a pão e água que só deseja ver uma família feliz e livre das restrições impostas por ser de um clã tradicional de magos contra Tokiomi Tohsaka, adulto em busca de poder e que reflete estes valores tradicionais. Claro, geralmente o espectador simpatiza-se por quem demonstra ser mais humano, mas esta série sabe como ser fria e imparcial – característica do autor do original, Gen Urobuchi.

Além disso tivemos a primeira morte realmente importante na série, a do jovem Ryuunosuke. Soa – e é – absurdamente clichê o fato de tão sádica pessoa finalmente descobrir que realmente sentia prazer no líquido vermelho que corre dentro das entranhas de todos nós ao ser atingido com um tiro de Emiya Kiritsugu, mas aqui vemos como o anime é bom. Na melhor cena do episódio, sentimos que este era a opção mais válida e óbvia para este personagem – que morreu, mas com um sorriso no rosto. E agora é a hora da verdade para o Caster. CONTINUA.

Não teve tanto impacto quanto as cenas anteriores, mas quem não curtiu o Gilgamesh sendo o adorável sacana que é fazendo o posudo Tokiomi literalmente ajoelhar-se a seus pés pedindo por algo? Personagem fascinante [apesar da dupla dinâmica – e sumida – Rider e Waver serem o melhores desenvolvidos nesta série] e magnético sem nenhuma dúvida que, sim, será decisivo nos onze episódios que faltam.

84:21:16 e contando até a cena

A série mais esperada da temporada por muitos volta exatamente […]