Primeiro Episódio: Sankarea

Sua comédia romântica otaku de sempre com um toque de zumbis [e do estúdio SHAFT].

Baseado no manga de Mitsuru Hattori em publicação desde 2009 na revista mensal Bessatsu Shounen Magazine, SankaRea conta a história de Rea Sanka [que na ordem japonesa dá título à série] – sua garota bonita, rica, perfeita – que após certos eventos acaba morrendo e tornando-se uma zumbi. Uma bela de uma zumbi. Moe~

Mas no anime de 1-cour que estreou em Abril/2012 vemos o ponto de vista do protagonista banana desenhado com alguns traços de gato, Chihiro Furuya, seu bom garoto de sempre que tem como característica distintiva o fato de ser fanático por zumbis. E após seu gato Babu ser atropelado – e portanto morrer – este acaba dedicando-se a tentar revivê-lo através de um estranho livro. E é neste momento que a garota do título cruza sua vida…

O maior trunfo deste Primeiro Episódio de Sankarea é transmitir de forma correta o misto de sensações que compõem o universo do protagonista: o tédio da vida cotidiana [o que inclui a visita de sua prima e amiga de infância que, claro, fará parte do harém armado desde o primeiro minuto aqui], a perda de seu querido gato e a obsessão seguinte que o faz descobrir [sem saber] a fórmula da ressureição [mesmo que seja por zumbi-ficação].

Sanka, Rea acaba sendo pouco explorada aqui: é simplesmente a menina bonita, rica e perfeita acima que, em um momento de desespero, acaba coincidentemente abrindo o seu coração ao espectador e ao protagonista. Após rápidas – e muito convenientes – conversas [e alguns buracos/cortes a serem fechados mais a frente] para construção de clima, esta surge no final do episódio suja de sangue. Enfim, habemus zombie.

Junto com o J.C.STAFF, o Studio DEEN é conhecido pelos otakus por essencialmente jogar seguro [o que muitas vezes acaba estragando obras à toa com decisões marqueteiras associadas a falta de talento de certos estafes]; assim, a clara influência de diversas trucagens típicas do Studio SHAFT surpreende um pouco aqui. Em tom sempre moderado, mas percebe-se desde certos posicionamentos de câmera até algumas escolhas na fotografia que o polimento adotado segue esta linha.

E o que poderia facilmente potencializar as falhas do anime acaba sendo um ponto positivo nas mãos do novato diretor Mamoru Hatakeyama, que entrega uma obra longe de ter qualquer destaque mas que sabe fazer o arroz-com-feijão de cada dia.

E em uma obra que, longe de querer agradar qualquer crítica, tem como objetivo agradar o público e vender, acaba entregando um resultado agradável para quem deseja passar o tempo assistindo àquilo dito na primeira linha: uma comédia romântica na qual a protagonista é uma zumbi.

Mesmo sendo algo agradável de se assistir, falta claramente o quê a mais primordial para principalmente os japoneses torrarem seu suado dinheirinho aqui [se bem que é inútil querer adivinhar os critérios da pequena base otaku que levanta e destroi franquias] – nem mesmo os personagens parecem carismáticos o bastante.

Mas é o típico anime bonitinho [mesmo que com valores de produção na média] e agradável que muitos acabam assistindo até o final, mesmo que no geral seja mais um; ou Rea provará-se uma popular esposa daqui para a frente? Potencial é o que não falta neste quesito.

Sua comédia romântica otaku de sempre com um toque de […]