Guilty Crown #17 – Êxodo

Guilty Crown #16: O Tirano

Incrível como a cada episódio Guilty Crown consegue genuinamente surpreender seu espectador.

Por onde começar?

Bem, ao contrário do afirmado no último artigo sobre a série, Arisa não estava morta – afinal, não se mata uma personagem tão importante assim do dia para a noite. Inicialmente traumatizada pelo verdadeiro susto protagonizado pela versão demente de Inori, rapidamente converteu-se a causa deste episódio que era [finalmente] a deposição de Shu de seu papel como Rei.

Sim, porque apesar deste ter sido colocado neste cargo há somente dois episódios – lembrem-se, a votação na qual este foi aclamado de pé ocorreu somente no final do quatorze – o anime já deu voltas o suficiente para parecer que tudo ocorreu há muito tempo; se a primeira metade da obra era algo que poderia ser condensada em seis episódios, aqui estes dez/onze episódios poderiam ser facilmente esticados para 2-cour cheios sem qualquer prejuízo. Mas claro, não é insano o bastante.

E a última linha de defesa que este tinha contra sua iminente queda era Yahiro, que aqui já volta a ser um heroi para provar que Shu – ao isolar-se somente com sua boneca de cabelos rosados – realmente escolheu a solidão que irá provar magnanimamente no final deste episódio que, novamente, encerra-se em um cliffhanger alucinante; sim, a intensidade de Code Geass R2 é o pretendido aqui – e apesar de não termos um Lelouch como fio condutor da história, o fato de não termos uma primeira temporada relativamente séria ajuda no fator entretenimento.

Mas antes de chegarmos aos finalmentes, vale lembrar porque o título do episódio afinal é Exodus: este é o nome do plano arquitetado por Shu e seus comparsas para simplesmente destruir a Torre de Tóquio, base da qual vinha o sinal que controlava o avanço do muro [Linha Vermelha].

E apesar de todo um technobabble anterior a esta para fingir ser inteligente ou algo assim, no final a primeira parte do plano soa totalmente – e até um pouco intencionalmente – patética – inclusive com a falta de animação bastante evidente, o que para um anime que está vendendo até razoavelmente [dez mil cópias/disco é um ótimo número no geral, mas devemos lembrar que este projeto é razoavelmente ambicioso] acaba sendo um pecado.

Mas logo Shu ativa seu modo bunda má e tudo se resolve – desde a verdadeira operação de guerra montada com afinco pelos estudantes [à toa] até a animação, que ao menos torna-se aceitável [no geral, Guilty Crown prioriza o traço bonito ao movimento]; e aquele sorriso sádico aparece no rosto de muitos quando a Torre de Tóquio cai.

Se a Dieta [sede do Parlamento Japonês] foi destruída no início deste episódio, com a queda da Torre de Tóquio no fim deste temos que na prática o Japão está totalmente esfacelado. Mas claro, para Guilty Crown isto não é suficiente.

E ao melhor estilo [C] temos a ONU reunida para aprovar uma resolução que autoriza simplesmente a destruição do Japão. Sim, você leu certo – agora a porra ficou séria!, e provavelmente este será o grande perigo que Shu e seus amigos terão que evitar que aconteça até o final da série.

Mas como dito acima, Shu não tem mais seus amigos. Que, após este salvar o dia simplesmente executam um golpe de Estado. Aqueles malvados, afinal você tem que simpatizar com o protagonista. Tanto que fica aliviado quando Gai[-clone?] surge, porque sabe que estes irão sofrer na sua mão.

Porém, quem tem a mão cortada é Shu. E agora, sem o Poder dos Reis, o que será do banana mais banana de 201- digo, 2039? CONTINUA. NO. PRÓXIMO. EPISÓDIO.

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