Primeiro Episódio: Rinne no Lagrange

Clichê.

Presente nas apostas para esta leva por muitos, este novo original do Production I.G. teve um Primeiro Episódio que serviu basicamente de apresentação desta proposta de fazer um anime com ação em robôs gigantes e protagonistas [claro, inseridas no onipresente cenário escolar] que possam ser apreciadas pelos otakus de plantão.

E a nossa história começa quando nossa alegre e explosiva protagonista, Madoka Kyouno, deixa seu uniforme colegial na praia de Kamogawa para salvar uma pessoa que vê quase se afogando no mar – enquanto isso, uma misteriosa pessoa aparece.

Corte para a abertura que resume o estilo de animação adotado com mais cautela na série: fotografia com uma paleta de cores mais colorida/tropical, como a presente em certos momentos de Star Driver e principalmente na primeira abertura de Sacred Seven; mechas feitos com CG agradável mas longe do refinamento de um Guilty Crown ou da grandeza de um Macross Frontier; animação/arte um pouco acima da média, principalmente de algo do XEBEC, mas longe de fazer jus ao nome do Production I.G. presente no começo dos créditos.

Voltamos para uma Part A que mostra a vida de Madoka [e sua paixão por roupas de ginástica, tanto que é única membro do clube focado nisso] e seus encontros, de sua obsessiva e preocupada irmã mais velha [ou seja, lá vem um passado misterioso a ser revelado mais a frente] a misteriosa Fin E Ld Si Laffinty – ou simplesmente Lan [mais uma representante, inclusive na paleta de cores adotada, da quase infinita fábrica de clones de Rei Ayanami]. E claro, regado a doses razoáveis de ecchi/fanservice na medida para quem gosta.

Depois desta calmaria, óbvio que viria a tempestade: assim, termos uma Part B que rapidamente apresenta os antagonistas da série [três homens, em oposição às três mulheres protagonistas e que dominam a abertura; claramente temos aqui uma obra onde mulheres: bom; homens: ruim] antes de começar a ação, bem feita e coreografada mas muito longe de impressionar.

Claro que a intenção é apresentar em somente um Primeiro Episódio de vinte minutos um verdadeiro turbilhão de coisas em mais esta mistura de ação com mechas e clima escolar que remete [mas não lembra, afinal parece um decalque de muita coisa] de Macross Frontier a Star Driver.

Mas do centro de comando para comandar o mecha a protagonista que além de ser especial aprende magicalmente a usar o robô à sua disposição, tudo soa como um imenso caldeirão cheio de clichês que a direção de Toshimasa Suzuki [com supervisão de Tatsuo Sato, mais envolvido em Mouretsu Pirates – que efetivamente dirige] torna mais agradável em mais um anime que pode não ser ruim, mas também não é bom.

Anime é uma mídia complicada – de Gundam a Evangelion estamos repletos de exemplos de obras cujos Primeiro Episódio estão longe de mostrar ao que essas séries efetivamente vieram; e em Rinne no Lagrange há sim elementos que podem resultar em uma série divertida de se assistir. Mas o provável é termos mais uma série de 2-cour [dividida em duas partes – a segunda só começa em Julho – no esquema chamado de spilt cour] esquecível – lembram de Sora wo Kakeru Shoujo? Não, né? Então…

P.S.: Review baseado em um stream criminoso – de onde foi capturado o screenshot do fanservice mostrado acima – assim o artigo somente será atualizado com imagens quando da exibição do episódio na TV japonesa a acontecer dia Oito de Janeiro. Assim, a imagem acima é roubada descaradamente do blog Gyabbo, no belo post onde trata de seus comentários para Janeiro/2012.

Clichê. Presente nas apostas para esta leva por muitos, este […]

6 thoughts on “Primeiro Episódio: Rinne no Lagrange”

  1. Ah! O primeira impressões, o forte da casa na época de subete e muito bem em seu no Nahel. Bem mr. Qwert, eu sou obrigado a concordar com tudo que você disse, apesar de ainda não poder julgar com preçisão os detalhes técnicos devido a qualidade da exibição.

    O anime é clichê, a protagonista é tradicional garota de coração puto ligado no 220W, se tivesse cabelo curto seria a tomboy clássica. Temos uma garota sem emoções, presente em metade das animações desde Evangelion, a terçeira provavelmente não fugira do padrão.

    Os furos de roteiro são evidentes, marcados por diálogos WTF e interpretrações canastras das seiyus, apesar de já ter lido elas sendo elogiadas em outros lugares. O que mais me impressiona é que consegue efetivamente criar uma expectativa para conferir o próximo episódio, nem que seja para conferir se ele é tão ruim quanto parece. Temos o Guilty Crown da temporada.

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