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As caras dos Mangakás! – Conheça os mais famosos autores de mangá!

mangakastopo

Em mais uma das minhas andanças pela internet, me deparei com um post de 2010 em um blog em italiano que continha fotos de dezenas de mangakás ao lado de suas obras mais características. Fotos de mangakás são raras de se achar. Tê-las reunidas em um único post assim foi um achado!

Claro que por se tratar de um post de 2010, e que pelo que pude observar, na época já estava um tanto desatualizado, vocês provavelmente vão achar coisas como Takehiko Inoue ao lado de Slam Dunk e não de Vagabond ou REAL, Takeshi Obata ao lado de Hikaru no Go e Death Note, ao invés de Bakuman, dentre outras. Além disso temos algumas fotos BEM antigas, algumas por estarem desatualizadas mesmo e outras por serem os únicos registros fotográficos dos mangakás disponíveis.

Independente de qualquer coisa, era algo que eu precisava compartilhar com vocês. Espero que vocês gostem assim como eu gostei!

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Em mais uma das minhas andanças pela internet, me deparei […]

Resposta aos comentários do post sobre #VergonhaJBC

Em meu último post, expus minha opinião sobre o que foi o #VergonhaJBC. Como era de se esperar, o post rendeu um bom número de comentário. Alguns a favor, outros contra… a questão é que o assunto deu uma agitada nos leitores do Anikenkai. Em virtude da quantidade e da boa qualidade dos argumentos apresentados contra e a favor do meu texto nos comentário, quis respondê-los de uma forma adequada: um post-resposta. Por enquanto irei me ater a isso pois não quero saturar o blog (que não é só sobre isso).

Porém, antes de começar a responder ponto a ponto, quero deixar alguns comentários gerais:

1 – Agradeço a todos que comentaram, contra ou a favor. É para esse tipo de “discussão” que eu escrevo aqui.

2 – Eu entendo, até mais que o normal, de como funciona a manutenção de uma empresa no Brasil. Sei de todos os encargos federais e de todas as dificuldades que se enfrenta para fazer um serviço honesto em nosso país.

3 – Em momento algum quis faltar com respeito à classe social X, Y ou Z. Meu comentário foi simplesmente em virtude de conscientizar as pessoas de que se 5 reais fazem tanta diferença, é melhor você investir seu dinheiro em outra coisa que não mangás, até a situação melhorar. É assim que faço quando estou sem dinheiro e assim que aconselho os outros a fazerem. Se soou desrespeitoso meu comentário, peço desculpas.

4 – O motivo de tal manifestação é o de mostrar para as pessoas que tem sim como melhorar. Eu não quero fazer propaganda de compras no exterior, mas quero que o mercado daqui melhore para que eu não precise recorrer a importações para abastecer minha coleção.

Agora sim, vamos às respostas:

Ryoko disse:

Discordo. Mangá tem que ter um apelo popular, se aumentar o preço no intuito de aumentar a qualidade significar agradar meia-dúzia de burgueses, prefiro que continue do jeito que está.

Sim, mangá tem que ter apelo popular. Mas ser popular significa ter uma qualidade péssima? Por que? Podemos ter um produto popular com um padrão mínimo de qualidade. Manter as coisas do jeito que estão é ir contra o desenvolvimento natural de negócios. Isso implica que a empresa não se desenvolve já que seu consumidor não existe. Dessa forma ela investe muito pouco em expansão de mercado. Se o mercado não cresce, a empresa não pode melhorar. Vira um ciclo vicioso que não favorece em nada ambas as partes.

Ryoko disse:

O mercado já é pequeno, fragmentá-lo não é a melhor opção. Para o tamanho do nosso mercado, dividir o público em “quem quer qualidade” e “quem não quer” só vai piorar a situação.

O mercado é pequeno porque as empresas não tem visão de crescimento. Essa falta de visão de crescimento é sustentada por leitores que não se importam em ter uma maior qualidade. Como disse acima, um ciclo vicioso que não favorece nenhuma das partes.

Danpl disse:

Porque não mostrar as diferenças entre as editoras e porque a JBC anda sendo a pior? ia dar uma ideia melhor sobre os problemas e semelhanças da JBC pra outras editoras eu acho que isso sim ia ser motivo pra vergonha da Jbc

Excelente sugestão. Como já disse no Twitter, a JBC não pode servir de bode expiatório enquanto as outras saem “ilesas” do processo. A JBC tem sim problemas próprios, mas o mercado como um todo sofre com falhas parecidas.

Suna disse:

Não é preciso sair do país pra comparar: A Panini fez e faz um trabalho melhor (não perfeito), cobrando menos por volume do que a JBC. Aumentar o preço não é solução, é lucrar fácil com um público submisso, em sua maioria.
Eu não estou colecionando nenhum mangá, mais por falta de espaço, mas compro aleatoriamente.
Falta vontade de colecionar também porque esse padrão de publicação não é feito pra isso. Quem quer guardar mangá amarelado, despedaçando e com certas “adaptações” sem sentido? Não dura nem dois anos. Tem uns que se a gente quiser ler pela segunda vez tem que pegar com mais cuidados que à um recém nascido. –’
Ainda tem esse maldito formato meio tanko, as páginas borradas, e essa tal “Edição Especial” que é uma *utaria sem tamanho.

A Panini tem vários problemas assim como a JBC, mas no geral (no tratamento físico dos mangás), faz um trabalho melhor que a concorrência. Mas esse trabalho melhor ainda não é o ideal e constantemente falha em apresentar um bom produto, mas ainda assim é superior ao da JBC. E sim, de fato o produto brasileiro não visa colecionadores. Uma pena, pois colecionadores são parte importante da cultura “quadrinesca”. Infelizmente as editoras ainda não os veem como um mercado valioso de fato aqui no país. Isso acontece porque a maioria dos colecionadores de mangás compram fora do país. Uma pena.

Rozeex disse:

É impossível comprar um mangá no padrão norte americano pelo mesmo preço em uma banca, isso tirando o frente, pois no Brasil há impostos altos para tudo e infelizmente não temos retorno, mas o grande problema se dá por parte das editoras não melhorarem com o tempo e nem TENTAR algo para isso, ao invés disso ocorre o contrario como vemos a JBC que não tenta nem se igualar com a sua maior rival que é a Panini, o resultado será pessoas cada vez mais buscando importar esse produtos e diminuindo ainda mais o numero de compradores que já não é muito e elas (editoras) parecem não fazem questão nenhuma de aumentar ou manter tal número.

Um perfeito raciocínio. É bem por aí que eu penso. Eu sei perfeitamente como no Brasil, manter honestamente uma empresa é um trabalho árduo e custoso. Sei que as editoras não podem de uma hora pra outra colocar um material de qualidade absurda, custando 50% a mais, e achar que tudo vai ficar bem. Claro que não. Eu tenho noção dos encargos pelos quais as editoras passam aqui. No entanto, como o leitor expôs, o que me preocupa é o silêncio das editoras quanto à expectativa de crescimento.

Lilian Kate Mazaki disse:

Contando com o fato de que um volume no Japão vende muitas vezes a quantidade de cópias do que aqui e que, só para exemplificar, a carga de impostos para manter um funcionário aqui é assombrosamente maior do que e boa parte do mundo … sim, o “papel” é mais caro.

O ponto aqui é não é puro e somente a parte física do produto que causa isto. Existe toda uma gama de custos associados à produção que faz com que as empresas (editoras) mantenham o nível pífio em suas obras.

Não é SOMENTE por “não estar nem aí”. Pesquisem sobre os tipos de tributação que uma empresa esta sujeita, para começar a entender que não é de graça que a qualidade é inferior.

Não estou dizendo que deveria continuar assim, estou também querendo frisar que (SIM, no Brasil, afinal é a realidade que conhecemos) não é só bom boa vontade que algo seria modificado.

Raciocínio correto também, mas no entanto, a questão central é que não temos como saber mais profundamente sobre o mercado editorial brasileiro pois, por motivos desconhecidos, a tiragem dos volumes não é divulgada. Deveria ser, mas não é. Então usar o argumento de que as editoras estão fazendo o possível com o pouco que tem existe, mas não é tão válido por falta de dados. Mas ao mesmo tempo eu sei que isso é verdade e volto a dizer, a mudança não pode ser imediata, mas é necessário que as editoras tenham plano de crescimento, mas não há evidencias de que eles existam por aqui.

Ryoko disse:

Então é isso, continuem reclamando sem considerar os fatores externos e com a mente de um burguês de Coapacabana.

Meu caro, seu comentário é extremamente paradoxal. Você me acusa (pelo que pude definir por burguês de Copacabana) de ser parcial no meu modo de pensar e de que estou sendo influenciado pela minha classe social e posição geográfica, mas ao fazer isso você se coloca numa posição superior para pensar sobre o assunto. Não deixe seus bons argumentos (que respondi acima) sejam jogados no lixo por uma declaração de ignorância.

Termino aqui meu post-resposta. Não deixem de comentar pois é através dos comentários que há discussão e geração de conteúdo.

Em meu último post, expus minha opinião sobre o que […]

Entrevista: O que vem a seguir para Takehiko Inoue (parte 1)

Você já deve ter ouvido o nome Takehiko Inoue. Se não ouviu, deveria ter ouvido. Ele é um dos maiores mangakas do Japão e dono de um nível artístico que poucos conseguem alcançar. Ele é o autor de séries como Vagabond, Slam Dunk e REAL. Suas obras são lidas e admiradas em todo o mundo. Hoje, com 44 anos, o autor passa por uma certa crise em seus trabalhos. Vagabond está paralisado há mais de um ano (mas parece que vai voltar em breve) e seus outros trabalhos também estão sofrendo. Mas mesmo assim, ele busca melhorar cada vez mais como artista e essa entrevista é uma prova disso.

Ela trata do mais novo trabalho de Inoue, um livro, que vem acompanhado de um DVD, intitulado Pepita: Takehiko Inoue encontra Gaudi, com data de lançamento fixada em 12 de Dezembro desse ano. Nesse projeto, o veterano mangaka decide se aventurar na obra arquitetônica de Gaudi, um dos maiores arquitetos da história. Nessa entrevista, Inoue dá um panorama geral de como foi desenvolver o projeto.

httpv://www.youtube.com/watch?v=0480XbKzlcs

Originalmente publicada na revista Nikkei Enterteinment, está sendo traduzida para o inglês pelo blog The Eastern Edge e agora, em português, pelo Anikenkai. Vale lembrar que o The Eastern Edge foi o mesmo com o qual firmei parceria para a série de posts Uma conversa entre Takehiko Inoue e Eiichiro Oda (se ainda não leram, confiram!!).

A entrevista será traduzida em partes. A ideia é tê-la completamente traduzida até o dia do lançamento do material. Por isso fique ligado aqui no Anikenkai para conferir as próximas partes e espero que vocês gostem pois eu, com certeza, gostei e gostarei de traduzi-la para vocês. A matéria foi publicada toda na primeira pessoa, com Inoue como narrador.

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O que vem a seguir para Takehiko Inoue (parte 1)

Originalmente, isso não era algo que eu tinha decidido fazer por mim mesmo. Eu comecei esse projeto depois de me fazerem uma oferta. Quando li pela primeira vez o projeto, a primeira coisa que pensei foi, “Por que eu?”, não tenho a menor noção quando o assunto é arquitetura. Meu conhecimento sobre a obra de Gaudi era praticamente zero. Fazer uma viagem e o tempo que isso iria me afastar dos quadrinhos era uma forte preocupação. Vagabond está atualmente em hiato, e os trabalhos em geral não estão progredindo bem, então parte de mim se perguntava se eu realmente deveria aceitar um trabalho como esse nesse momento.

No entanto, eu já estava fazendo certas coisas um tanto diferentes do trabalho normal de um autor de quadrinhos.  A The Last Manga Exhibition foi diferente,  assim como o trabalho nos murais de Shinran para o Higashi Honganji.

Eu senti que esse tempo na Espanha seria como continuar a corrente desses outros trabalhos. Eu senti que atráves de Gaudi eu iria ganhar a oportunidade de realizar várias coisas, e ser guiado a respostas que estavam na minha cara, mas que eu não conseguia ver.

Eu sempre fui uma pessoa que aceitou trabalhos sem planos ou guias e seguindo o instinto, mas dessa vez é algo ainda maior pois é Gaudi, e isso foi um ponto importante para mim.

Com quadrinhos, se você os queima, eles se vão ou se se param de ser publicados, uma hora se perdem. Contruções se mantem por um longo período de tempo, não é? Eu posso não parecer, mas sou muito tímido e fico imaginando se seria embaraçoso ver algo que você fez ficar lá no meio de uma cidade (risos). Eu imagino o que as pessoas que deixam coisas como essa no mundo se parecem, e com o que Gaudi, que fez aquele prédio que parece como algo vivo, se parece. Eu achei Gaudi admiravelmente interessante.

A arquitetura de Gaudi e seus outros trabalhos são amplamente conhecidos, mas que tipo de pessoa ele era, e o que estava nas suas raízes (que o fizeram daquela maneira) não.

Eu pensei que se eu poderia conhecer sua história, haverial algo que eu poderia sentir em seu trabalho.

Então, eu aceitei o trabalho pensando que se eu pudesse transmitir para outras pessoas o que eu obtiver fazendo isso, especialmente para as mais jovens, isso o daria um significado real.

(continua na parte 2)

Você já deve ter ouvido o nome Takehiko Inoue. Se […]

Podcast [email protected] #001 – 10 ANOS DE MBB!!!

Olá a todos! Bem, vocês devem ter percebido que o movimento por aqui essa semana que passou foi um tanto quanto lento. Muitos fatores colaboraram com isso como trabalho, volta às aulas, etc. Porém, o mais importante dele foi, sem dúvida, os preparativos para os 10 anos do fórum Multiverso Bate- [email protected] onde este humilde blog teve origem.

O MBB começou em 11 de Agosto de 2000 junto com a estreia de X-Men: O Filme vindo do falido chat da editora Abril. Um lugar onde os fãs poderiam discutir sobre quadrinhos com liberdade. De lá pra cá muita coisa mudou no fórum e no mundo dos quadrinhos. No retorno do Podcast [email protected], DidCart (aka eu mesmo), DarthOracle, Starro e Elindrah dão uma passada pelo mundo dos quadrinhos americanos de 2000 a 2010… da linha Premium da Abril, passando pelo início da Panini, o boom dos filmes baseados em gibis, a guerra de mega-sagas e muito mais. Tudo com o estilo característico de ser do MBB.

Espero que vocês gostem e não deixem de comentar.

[audio:http://mbbanikenkai.com/Podcast/podcast_bate_boca_10_anos_de_mbb_96kb.mp3]
Duração: 74min

Link em Alta Qualidade (96kbps – 53MB) – AQUI

Link em Média Qualidade (56kbps – 30MB) – AQUI

Olá a todos! Bem, vocês devem ter percebido que o […]