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Primeiras Impressões: Tamako Market

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Não há como negar que o estrondoso sucesso de K-ON! foi responsável por trazer o estúdio Kyoto Animation de volta ao centro das atenções. De lá pra cá, o estúdio não decepcionou trazendo bons animes como Nichijou, Hyouka e, mais recentemente, Chuunibyou, este especialmente interessante. Sendo assim, quando o estúdio anuncia um novo anime é fato de que este vem embrulhado em grande expectativa. Será que Tamako Market continua a sequencia de bons animes?

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Temporada de Inverno 2012/2013 – Dá pra apostar em alguma coisa?

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Ano novo, vida nova, temporada nova. Amanhã começa, de fato, a nova temporada de animes e, sendo sincero com vocês, eu nem ia fazer um post de apostas. Acontece que tudo parece bem ruim. Eu sei que temporadas de inverno não costumam ser muito boas, mas essa está especialmente ruim. O qwerty já tinha feito um bom post no Argama sobre o assunto e não parecia haver muito o que falar além daquilo. Mas mudei de ideia. Sei que alguns de vocês querem saber o que eu vou assistir nessa temporada que está para começar e é pra vocês que faço esse post. Claro que, de alguma forma, ele serve como uma especie de guia, mas não encarem como um guia geral. Eu não irei ver tudo da temporada e não tomem tudo que eu escrever aqui como uma opinião final sobre o anime em questão. São apostas, baseadas unicamente em sinopses, trailers e algumas informações técnicas. Claro que conforme eu for assistindo aos episódios vou fazendo posts de primeiras impressões que aí sim vão ter uma base um pouco mais sólida. Sem contar que é sempre bom estar aberto para ver séries que você não dava nada, mas que se mostraram competentes. Chega de bla bla bla… hora de conferir o que eu considero como minimamente decente nessa temporada de Inverno 2012/2013.

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Primeiras Impressões: Chuunibyou demo Koi ga Shitai!

Chuunibyou (中二病) é o termo usado pelos japoneses para caracterizar aqueles momentos de “quero ser diferente” pelos quais passam grande parte dos adolescentes. Aquele momento da vida em que somos chamados de “aborrecentes” por nossos pais e parentes próximos. Alguns começam do nada a gostar de rock clássico, ou a tomar café, ou dar uma de hipster… virar fã de anime… etc. Alguns, no entanto, chegam a levar esse estado um passo além e se imaginam com super-poderes, vampiros, senhores das trevas, etc. Você com certeza já conheceu alguém assim nos seus tempos de adolescente ou até mesmo você “sofria” de Chuunibyou. E essa é a temática centra desse anime. Será algo interessante?

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Analisando: K-ON! O Filme

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Quase um ano se passou, mas felizmente nós, ocidentais, tivemos acesso ao filme de K-ON!. Lembro de ter lido a notícia do anúncio do filme e posteriormente ter assistido ao blu-ray do show ao vivo das dubladoras em que tal anúncio foi feito… tudo isso fazendo o hype crescer pois, afinal de contas, eu havia me tornado um fã da série.

Com a chegada do blu-ray do filme em terras nipônicas, o filme chega a nós também e eu pude conferir em alta-definição, numa grande TV, sentado numa confortável poltrona, o “retorno” das membros do clube de música leve.

Para descartar logo comentários sobre a parte técnica, se a série já era muito bem feita, o filme levou isso a um nível ainda melhor. A animação está extremamente fluida, cenários belíssimos e uso inteligente de CG. Precisa de mais alguma coisa no quesito técnico? Não, né? Então avançando…

No filme, as meninas estão prestes a se formar e querem fazer algo de diferente nos seus últimos dias na escola. Decidem então embarcar numa viagem de formatura para Londres, o berço de grandes músicos. Ao mesmo tempo, as quatro veteranas quebram a cabeça para criar uma música de presente para Azusa, sua caloura que ainda ficará um ano na escola, longe delas. Claro que com elas, nada pode sair de maneira fácil. Nem a viagem, nem o presente.

A primeira coisa que me chamou a atenção no filme não foi algo bom. Na verdade, foi algo que me deixou um tanto apreensivo no começo… o filme demorou pra engrenar. Demorou bastante até. Se você assistiu ao trailer ou leu alguma sinopse, sabe que o foco do filme seria a viagem para Londres… mas até elas decidirem ir, passaram-se cerca de 20 minutos e até elas irem de fato se foram já quase 40 minutos. Quase metade do filme (de um total de 110 minutos aproximadamente excluindo créditos finais) se passa sem chegarmos no plot central. Tudo isso para a parte de Londres durar só mais 40 minutos e ainda termos 20 minutos para se resolver o plot da Azusa e dos últimos dias na escola.

Essa é minha crítica negativa ao filme. Parece que os produtores e diretores esqueceram que migraram para uma mídia diferente e trataram do filme como um grande episodiozão da série, o que ele não é. Por causa disso, a distribuição de tempo ficou um tanto quanto problemática. Mas ao mesmo tempo nós temos um exagero na ambientação do espectador que parece que o filme tentou agradar também a quem não viu a série. E essa indecisão de ser um filme pra quem viu a série ou ser um filme por si só deixa toda a organização um tanto confusa.

Mas tudo bem. Como eu disse no meu post sobre o porquê deu gostar de K-ON!, o foco da série é no feeling, na sensação de ligação que o espectador tem com as personagens e isso, sem dúvida ainda está presente nesse filme. Temos situações de comédia intercaladas com situações corriqueiras do dia-a-dia como foi com a série, fortalecendo assim os “laços” com o espectador.

Falando nas personagens, eu gostei bastante da forma como elas foram introduzidas numa situação fora do lugar comum, tendo que “sobreviver” num país estrangeiro e as situações cômicas em que isso resulta, como elas serem confundidas com uma banda convidada na abertura de um restaurante japonês.

Pegando o gancho daí, vale reparar também no choque cultural pelo qual elas passam. É engraçado ver, por exemplo, que a maioria delas nunca foi a um restaurante de sushi e que aproveitam a ida a Londres para entrar em um (mesmo que saiam de lá sem nada no estômago). Para muitos ocidentais, sushi é prato corriqueiro para os japoneses, o que não é bem verdade.

E falando na parte cultural, eu achei muito bem feita a reprodução de Londres. Seja no character design diferente para os ocidentais, seja nos veículos, seja no cenário… ficou tudo muito bem feito. Achei legal também o fato das personagens terem que falar inglês em vários momentos. Fico irritado quando em animes as pessoas viajam pra fora e continuam falando japonês normalmente.

Sendo bem sincero com vocês, se não viram a série, não percam tempo vendo o filme, não terá tanta graça. E se não gostaram da série, não vejam mesmo o filme. Mas se você gostou da série, assim como eu, assistam e curtam o momento. Dificilmente teremos algo novo de K-ON tão cedo, se é que teremos um dia.

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Porquê eu gosto de K-ON!…

Em Julho do ano passado, quando do fim da série de K-ON, eu fiz um post em memória da série e lá dá para perceber o por quê deu gostar dessa que, para muitos, é mais uma série banal focada no moe. Porém, o filme de K-ON finalmente ficou disponível para nós, ocidentais (graças ao blu-ray japonês ter saído) e creio que essa seja uma boa oportunidade para deixar claro meus motivos para ser fã da série e, de quebra, falar do filme em si.

Se você ainda não conhece K-ON, fique tranquilo. A série basicamente segue o dia-a-dia de um grupo de garotas que decidem reviver o clube de música-leve de sua escola mas diferente de um clube de música comum, elas passam mais tempo tomando chá, comendo doces e batendo papo do que praticando de verdade.

Como grande parte dos animes slice-of-life, K-ON não tem uma história fixa e linear a ser contada durante a série. Por ser guiada por seus personagens, a série apresenta um monte de sub-histórias que ao se unirem nos fazem conhecer mais as personagens e criar uma conexão com elas. Em um paralelo simplório, seria como os sitcoms americanos (Friends, Seinfield, etc). Só que até aí temos uma enorme quantidade de séries que seguem esse princípio, como Azumanga Daioh e Lucky Star. Por quê então K-ON se destaca dessas e das demais?

Séries como Azumanga Daioh e Lucky Star se focam muito na comédia. Diria que SÓ se focam na comédia. Sendo assim, os laços criados com o espectador são meras “piada-reação”. Ao terminar tais séries não há uma sensação de que se conhece as personagens, mas sim de que você gostou da piada X, ou no momento Y você riu bastante e etc. K-ON por outro lado resolveu investir no lado mais “humano” da coisa. Decidiu que não bastava só focar na comédia, tinha que focar nos momentos simples do dia-a-dia das personagens, nos momentos de angústia, nos emocionantes, nos felizes, nos tristes… eles resolveram colocar em exposição uma grande variedade de sentimentos que pouco a pouco foi mostrando para quem assistia quem eram aquelas meninas e os laços criados com elas se tornam muito mais “fortes” que com as personagens de um Azumanga Daioh ou Lucky Star.

Por causa disso que, se você se deixou levar pela série, é muito provável que você tenha se emocionado com cenas como no episódio 20 da segunda temporada onde as meninas, após um show na escola, relembram de vários dos momentos que passaram juntas. Ao mesmo tempo que você relembra, você também percebe que irá sentir falta, assim como as próprias personagens.

Dessa forma, é até fácil entender o por quê de muitas pessoas terem assistido e gostado de K-ON. A série não se apoia só no moe para existir e criar um fandom. Se assim fosse, ela seria só mais uma de tantas. Ela fez algo além. Ela pegou o moe, fundiu com o conceito de slice-of-life e deu no que deu. Um enorme sucesso.

Mas tudo bem, isso é o que fez K-ON um sucesso de público, mas e para mim? O que EU considero como ponto que me fez gostar tanto de K-ON e me faz até hoje defender a série perante acusadores de que não passa de só mais uma série moe genérica?

A amizade.

É comum falarmos sobre amizade quando falamos de shounens. Um dos pilares do gigante One Piece é a amizade entre os “nakama” (仲間, palavra que significa amigos, companheiros, parceiros). Mas e se esse conceito amplo de amizade fosse aplicado a um slice-of-life? E se esse slice-of-life já se destacasse pela identificação do público com suas personagens? Seria uma boa mistura? Claro que sim.

Em K-ON, o que mais me chama a atenção não é a relação do público com as personagens, mas sim a relação delas com elas mesmo. Nós acompanhamos o dia-a-dia delas de forma tão pura que dá pra absorver bastante da relação entre elas. Seja relações como colegas de classe, como membros do mesmo clube, como amigas, como familiares (no caso da Yui com a Ui e da Ritsu com o irmão dela), etc. Para mim, não há anime que tenha exposto isso de forma tão crua e bem construída que nem K-ON. Isso acontece pois a coisa flui de forma tão natural que nem parece ter um roteiro por trás disso tudo. E já deixo claro que isso é mérito do anime pois tal sensação não existe de forma alguma no mangá (muito por causa do seu formato em yon-koma, tirinhas curtas de 4 quadros cada).

Apesar de tudo que eu falei aqui, não considero K-ON uma obra prima, algo revolucionário ou um dos melhores animes de todos os tempos. Longe disso. Mas se tem uma categoria que posso colocá-lo é na de anime que melhor sabe se relacionar com seu espectador e isso eu respeito. É um anime que tem como objetivo criar esse laço com o espectador e, se ele consegue (e como sabemos conseguiu com MUITA gente), ele já se destaca de muito anime considerado “sensacional” por aí que depois de pouco tempo é esquecido por todos.

É aí que aproveito para entrar no filme de K-ON que assisti nessa madrugada. Curiosamente, não sei se vocês repararam ao acessarem o link que coloquei logo no início do post, faz quase um ano que K-ON terminou e ainda hoje as pessoas comentam sobre a série. Seja para falar bem, para falar mal ou simplesmente tentar entender o seu sucesso.

Encerro esse post por aqui pois ele está bem grandinho. Se quiserem ver o post específico do filme de K-ON, cliquem aqui. No mais, quero muito saber a opinião de vocês sobre a série e sobre o que acharam do que escrevi aqui, então não deixem de comentar.

Em Julho do ano passado, quando do fim da série […]

E agora, ao que parece, teremos uma boa temporada… (Preview Primavera 2012)

Olá, queridos leitores.

Chegou aquele momento gostoso em que no horizonte estão dezenas de novas séries quentinhas, saindo do forno, prontas para serem degustadas por nós, espectadores. Acontece que algumas essa visão não é tão boa, como aconteceu na temporada passada, mas não se assustem. Dessa vez, a coisa parece diferente. Arrisco dizer que essa tem tudo para ser a melhor temporada da década (até o momento).

Como é de costume, irei falar aqui das séries que eu achei mais interessantes dentre as 44 que estrearão a partir de Abril. Espero ajudar você a garimparem o que assistir no meio a tantos lançamentos. Não deixem de comentar e dizer quais serão as suas escolhas para a próxima temporada! Vamos lá que tem muito anime para avaliar…

Saint Seiya Omega

Ok… eu não acredito que esse anime vai ser bom… nem um pouco. Mas eu me sinto na obrigação de assistir. É Cavaleiros do Zodíaco. Eu tenho que assistir pelo menos para falar mal com propriedade. Duvido muito que eu passe de dois ou três episódios… mas ainda assim vou assistir.

Uchuu Kyoudai

Séries com temáticas espaciais me atraem naturalmente. Com uma pegada bem séria e um character design que, aparentemente, me agrada bastante, tem tudo pra ser uma das minhas favoritas. Vamos torcer para que a história sustente.

Upotte!!

Não vou dizer que essa é uma aposta minha, mas se tem uma coisa que aprendi com o tempo assistindo animes é dar uma chance a comédias nonsense. Elas podem parecer doidas demais a princípio, mas há chances de ser algo bem divertido de se acompanhar de forma descompromissada. Dessa vez temos meninas que são rifles antropomofisados… tem que ver isso aí.

Kuroko no Basukete

Antes de começar a falar, não esperem desse anime um Slam Dunk… ele não é. Porém, é baseado em um mangá de basquete que já está há bastante tempo nas páginas da Jump. Uma bosta completa não deve ser. Como gosto de animes de esporte, darei uma chance e aposto que será legal.

Eureka Seven AO

Eu sou fã do anime original de Eureka Seven e fiquei meio receoso quanto a uma possível continuação… mas quando soube que se tratava só do mesmo universo, mas com personagens diferentes, o hype aumentou. Boto fé que será um bom anime. Se não viram a série anterior, não tem problema, dá pra assistir, mas recomendo que assistam.

Hyouka

O estúdio KyoAni está na minha lista de “assistir independente do que é” já tem algum tempo. Não preciso nem ler a sinopse. Se é a da KyoAni, eu assisto. Se vou gostar, é outra história. Mas não espere nenhum anime mega-ultra-mothafocka. Será um slice-of-life bem feito. Simples assim. Se você, assim como eu, gosta do gênero, não creio que vá se decepcionar.

Jormungand

Taí um anime que me interessou pela sinopse mais que qualquer outra coisa. “Só uma coisa é certa, será uma difícil e longa jornada para se mandar do inferno…” e esse inferno se refere a uma guerra extremamente caótica financiada por traficantes de armas. Promete ser épico. Isso se a equipe que o estúdio WHITEFOX reuniu fazer o trabalho direito. E não, não é a mesma equipe de Steins;Gate…

Natsuiro Kiseki

Mais um anime que eu não boto tanta fé, mas que estou assistindo por motivos que não necessariamente a sinopse. Bem, fala sobre seyuus, o que é um tema que me interessa. Não parece que não vai ser nada profundo, mas o diretor, Seiji Mizushima (FMA, Shaman King, UN-GO) é competente. Torço para que não seja só um anime para promover idols…

Medaka Box

Assim como a KyoAni, a GAINAX (responsável pela adaptação de Medaka Box) está na minha lista de “assista independente do que é”. Com o mangá, que está em publicação na Shonen Jump, eu sempre tive uma relação de “tenho que ler…” mas nunca li. O fato da série ter tido uma época de quase cancelamento e ter revivido das cinzas me interessou. Que seja um anime divertido e bem feito.

ZETMAN

A minha maior aposta da temporada e, possivelmente, a maior aposta de todos que já tiveram contato com a obra original de Masakazu Katsura. Esse é o mesmo camarada que criou I”s, Video Girl Ai, DNA², dentre outros, e possui o meu estilo favorito de se desenhar personagens femininas. Mas em Zetman, nada de meninas fofinhas fazendo coisas fofinhas… é ação, crise global, destruição do mundo! O mangá é recomendadíssimo e o anime é uma das adaptações mais aguardadas dos últimos tempos!

Sakamichi no Apollon

Uma história adulta, séria, que se passa no Japão pós-guerra… olha eu me interessando. O problema é que essa série corre o risco de cair na mesma vala que Showa Monogatari (anime do ano passado que mesmo sendo interessantíssimo não teve atenção dos grupos de tradução e acabou ficando incompleta por aqui). Espero que isso não aconteça e que eu possa assistir e curtir.

Saki: Side A

Eu gosto bastante de mahjong e gostei da série animada original de Saki, que não acabou. Eu achava que esse Side A seria uma continuação, mas não… é um spin-off, assim como Eureka Seven AO. Novos personagens no mesmo “universo”… desnecessário, podia ser continuação direta. Mas se for legal, tá valendo. No aguardo pra assistir esse.

AKB0048

Como ano passado um dos meus guilty pleasures foi assistir ao anime The [email protected], é natural eu ver AKB0048. Se vai ser bom? Duvido… mas darei uma chance.

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E foram 13 escolhas dentre as 44. Terei tempo pra tudo isso? Provavelmente muitas aí vão ser deixadas de lado depois de o primeiro episódio, mas essas são minhas “apostas”. E vocês? O que acharam das escolhas? Quais vocês concordam, discordam? Quais outros animes merecem uma chance? Não deixem de comentar.

Olá, queridos leitores. Chegou aquele momento gostoso em que no […]

18/12… também conhecido como “O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya”

Não, queridos leitores, esse (ainda) não é o post de Feliz Natal, mesmo o filme em questão tendo sido um belo presente do Papai Noel para nós, fãs ocidentais, que estamos ansiosos para conferir o novo capítulo da história de Haruhi Suzumiya.

Vale lembrar que se você não conhece o anime Suzumiya Haruhi no Yuutsu, procure em algum lugar e assista. Para mais infos sobre a série, recomendo o post do Gyabbo. Durante o post eu tentarei evitar ao máximo revelar detalhes da história do filme, mas se você não quiser spoilers, recomendo que volte a ler esse post após assistir ao filme.

Pois bem… Haruhi decide que quer fazer um evento de Natal para o SOS Dan e é claro que isso envolve todos os membros. No dia 17 de Dezembro começam os preparativos e a decoração da sala do clube.  Um dia comum para os personagens. No dia 18, Kyon acorda para mais um dia de tarefas, mas ao chegar na escola o clima está um tanto quanto mudado. Pessoas gripadas do nada, alunos que haviam sumido retornam, e o pior de tudo, ninguém conhece ou ouviu falar de Haruhi Suzumiya. Cabe a Kyon entender o que está acontecendo e tentar fazer as coisas voltarem ao que eram.

Essa história adaptada com extrema fidelidade dos livros de Suzumiya Haruhi nos faz mergulhar num clima de tensão constante narrado primordialmente pelos pensamentos de Kyon no decorrer da aventura em busca de uma solução para re-estabelecer o mundo como ele conhecia.

Logo no começo do filme já podemos ter a ideia de quão interessante a história ficaria. Kyon vivia reclamando do seu dia a dia “submisso” às vontades de Haruhi. Logo, um mundo sem ela seria o que ele sempre quis. Mas essa não é a verdade. Mesmo reclamando, muitas vezes com razão, Kyon gostava da imprevisibilidade da vida nada normal que levava junto dos membros do SOS Dan. Para uma pessoa que se mete nas mais diversas situações com viajantes do tempo, paranormais, extraterrestres e uma menina que é uma espécie de entidade com poderes para alterar a estrutura do universo, um dia de vida normal é puro tédio. O personagem coloca isso desde o começo na cabeça e já declara sua motivação para ir atrás dos seus colegas de clube em busca de respostas.

Mikuru, Yuki, Koizumi e Haruhi, os outros membros do SOS Dan, são outros que merecem uma boa análise. Nesse filme eles não conhecem Kyon, ou pelo menos não da maneira como conheciam antes do mundo ser alterado. Suas personalidades por outro lado se parecem bem com os seus “originais”. Começando por Mikuru que é a mesma personagem tímida e desajeitada de antes, só que agora sem ser uma viajante do tempo; Koizumi continua sendo uma pessoa bem inteligente e um tanto afeminado, mas nada de paranormalidade; a própria Haruhi tem a mesma personalidade impulsiva e excêntrica. A única que parece ter sofrido alguma alteração foi a Yuki que apesar de ainda ser tímida, calada e misteriosa, ganhou emoções, algo que sua “original” não desfrutava.

Se os personagens por si só já não motivassem interesse, ainda temos um excelente trabalho dos dubladores que dão vida a eles. Com destaque claro para Tomokazu Sugita, a voz de Kyon. Esse conseguiu dar a profundidade necessária aos sentimentos do personagem no decorrer do filme. Muitos dizem que o Kyon tem uma personalidade genérica e desinteressante se comparado aos outros membros do cast principal, mas ao ver esse filme o personagem se sobressai e muito. Excelente trabalho.

No decorrer da história Kyon acaba reunindo os membros novamente na sala do clube de literatura (já que o SOS Dan não existe no mundo modificado) e terminam descobrindo uma maneira de fazer tudo voltar ao normal. É nesse momento que o filme toma um ritmo mais rápido e que os eventos trazem a memória diversos momentos da séries animada, o que torna indispensável que o espectador tenha assistido à mesma antes do filme. Se estiver assistindo sem ter conhecimento prévio dos acontecimentos mencionados, poderá encarar tudo aquilo como roteirismo, mas é algo que foi trabalhado desde o primeiro episódio da série.

E falando de roteiro, eu fiquei impressionado com o mesmo e com o trabalho da direção. Mesmo com quase três horas de duração, o filme não cansa. O ritmo e o encadeamento de eventos está na medida certa e a maneira como a história é contada é de deixar muito diretor de live action intrigado.

Ao final do filme quando Kyon está indo para a sala do SOS Dan para participar da ceia de Natal da Haruhi, ele dá um discurso muito interessante que é o ponto final na ideia de que Kyon era inferior aos outros membros do clube. Desde o começo sabemos que ele é especial para a Haruhi e que é insubstituível. Agora nós temos uma clara ideia disso. Ele é só o responsável por manter o mundo da maneira que ele é. Não só por ele ter feito o que fez no filme, mas porque ele tem uma arma secreta que pode desencadear os poderes da Haruhi a qualquer momento.

Uma história interessante e bem contada como essa não poderia ser mostrada de maneira descuidada. A KyoAni faz um trabalho incrível na animação com cenários detalhadíssimos e movimentação fluida. Por essas e outras que é extremamente recomendável assistir a esse filme em alta-definição. Preferencialmente com qualidade de blu-ray em 1080p.

Sem dúvida nenhuma “O Desaparecimento de Haruhi Suzumiya” (Suzumiya Haruhi no Shoushitsu, 2010) é um filme incrível e altamente recomendado para todos os fãs de animação e principalmente para os fãs da série animada. É bom Summer Wars se preocupar porque o posto de filme animado do ano pode não ser tão fácil assim de manter.

Não, queridos leitores, esse (ainda) não é o post de […]

Quando As Coisas Passam Do Limite

Todos sabemos que os animes nunca estiveram tão presentes em todo o mundo como estão hoje em dia e que é um hobby muito divertido e recompensador de se manter. Porém, infelizmente sabemos também que é um hobby que, em seu país de origem, acaba por ser visto como algo doentio e socialmente repulsivo. Muito desse sentimento é por puro preconceito e falta de conhecimento, mas certos comportamentos de certos otakus japoneses não ajudam na melhoria dessa imagem.

Um exemplo foram os motivos que levaram a Hyogo Kenritsu Nishinomiya Kita High School a postar uma nota em seu site alertando que a invasão da propriedade da escola é crime e que a escola vai começar a registrar queixa na polícia sobre os invasores.

Para quem ainda não entendeu, a escola mencionada acima foi usada como base para a produção do anime Suzumiya Haruhi no Yuutsu do estúdio Kyoto Animation (aka KyoAni). Sim, é exatamente essa escola que é frequentada pelos membros do SOS-Dan. Imagens comparativas como as acima podem ser encontradas no Kanai Sō[email protected] blog.

A escola ainda diz que tirar fotos de seu exterior é uma prática tolerável, mas quando certas pessoas começam a invadi-la em busca de fotos de suas instalações internas, isso se torna crime. Invasão de propriedade privada para ser mais exato, passível de prisão.

Estando em todo o seu direito, é impressionante a escola ter que chegar a esse ponto para os otakus perceberem que estão fazendo algo errado. Não nego que, se eu estivesse no Japão e perto do local também gostaria de conhecer como fã do anime, mas nunca pensaria em entrar na escola sem permissão.

Temos que tomar cuidado com o modo como levamos os nossos hobbys. Sejam eles animes ou qualquer outra coisa. Eles são uma parte importante das nossas vidas sem dúvida, mas nunca devemos exagerar.

Para fechar o post, fiquem com um clip feito pela dubladora da Yuki, Minori Chirara, usando como locação a escola de verdade:

Todos sabemos que os animes nunca estiveram tão presentes em […]

Primeiras Impressões – K-ON!! – Episódio 1

E vamos às primeiras impressões do anime que todos os tarados otakus estavam esperando: K-ON!!

DidCart (eu):

Para começar, alguns comentários rápidos:

– Muito bom o primeiro release ser agora em WS 720p e não mais em 4×3 SD como foi na temporada passada.
– A OP é uma m*rda (confira no final do post).
– O ED é bem bom (confira no final do post).

Sobre a parte técnica da coisa não tenho o que reclamar. A animação continua ótima, o character design excelente, o cenário sensacional… melhor parar antes que eu comece a ficar chato. Laughing

Agora, se Mio-chan me permite, gostaria de fazer uma crítica… faltou música. Uma das coisas que eu mais espero para essa temporada é que tenhamos mais música nos episódios. É um anime sobre uma banda, porra! Tem que ter música! Espero que os próximos episódios não decepcionem nesse quesito.

Em compensação a OST continua seguindo os padrões da temporada passada o que é muito bom.

Lippe:

QUASE MORRI HOJE!! Pqp!! K-ON faz mal pro coração!

O anime segue o mesmo estilo da temporada passada, jogada mais que bem feita, é sucesso garantido Rox

Com certeza meu favorito como já era esperado de uma continuação desse excelente anime.

Shad:

Espero ver a história engrenar ainda mais, tem seus momentos engraçados, mas meu gosto por animes mudou bastante desde que vi a primeira temporada. Talvez por isso eu não tenha gostado tanto. Mas curti o lance de EXTERMINAREM TODOS OS HOMENS QUE EXISTIAM NO ANIME!!!!!!!!!!!!!!!

Era de se esperar os comentários positivos para essa continuação de K-ON!. Vamos torcer para que tenhamos ainda mais músicas e ainda mais Mio-chan nessa temporada! Até o próximo post!

E vamos às primeiras impressões do anime que todos os […]

Estréia em Foco: K-ON!! (2ª Temp.) – 7 de Abril

Bem, amigos, enfim chegou o momento que muitos fãs da série mais moe da última década esperavam, a estréia da 2ª temporada de K-ON!

Para quem ainda não conhece, K-ON fez um enorme sucesso na Temporada de Primavera do ano passado. Trazendo um grupo de garotinhas que resolvem montar uma banda, o anime conquistou os corações de otakus e pervertidos ao redor do mundo! Yui, guitarra e vocal, é uma menina meio bobinha que nunca teve um foco na vida até entrar no clube. Mio, baixo/vocal/moe moe kyun, é uma menina muito tímida e centrada nas atividades do clube. Ritsu, baterial, é amiga de infância de Mio e totalmente o oposto da mesma quando se trata de personalidade. Tsumugi, teclado, é uma menina rica que se envergonha de seu status em relação ao outros. Por fim, Azusa, guitarra, é a mais nova do grupo e tem uma enorme admiração pela habilidade natural de Yui com a guitarra e tem a Mio como uma “irmã mais velha”.

Uma excelente comédia com uma boa trilha sonora e excelente trabalho de dublagem. O estúdio é o mesmo responsável pelo conhecida série Suzumiya Hahuri no Yuutsu, Kyoto Animation (aka KyoAni). A direção continua na mão do competente Naoko Yamada e a trilha sonora parece que vai receber um update com a participação da banda Asian Kung Fu Generation.

A primeira temporada teve um total de 13 episódios, 1 OVA e 5 especiais. A segunda está programada para repetir os 13 episódios regulares mas nada de OVAs nem especiais anunciados. Nos resta é aguardar. Fique agora com a ficha técnica e o trailer da 2ª Temporada. Até o próximo post!

Ficha Técnica (Anime News Network):

Director: Naoko Yamada
Series Composition: Reiko Yoshida
Original creator: kakifly
Character Design: Yukiko Horiguchi
Art Director: Seiki Tamura
Director of Photography: Rin Yamamoto

Color design: Akiyo Takeda
Musical Instrument Design: Hiroyuki Takahashi
Theme Song Arrangement:
Shigeo Komori (ED)
[email protected] (OP)
Theme Song Composition:
Hiroyuki Maezawa (ED)
[email protected] (OP)
Theme Song Lyrics: Shoko Omori
Theme Song Performance:
Aki Toyosaki
Ayana Taketatsu
Minako Kotobuki
Satomi Satou
Yōko Hikasa

Bem, amigos, enfim chegou o momento que muitos fãs da […]