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Rurouni Kenshin: O Filme – Avaliando a adaptação de Samurai X

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Desde que foi confirmado, no meio de 2011, que Samurai X iria ganhar uma adaptação em live-action, eu não esperava a hora para assisti-lo. A estreia ocorreu em Agosto do ano passado lá no Japão e as críticas que se seguiram foram positivas o suficiente para me deixar com ainda mais vontade. Em meio a supostas possibilidades de lançamento do filme por aqui o blu-ray japonês saiu (em Dezembro) e eu não consegui esperar mais. Peguei o filme, botei na maior televisão aqui de casa, liguei o som no máximo, peguei a melhor poltrona que tinha, botei colada na tela e me preparei para curtir as pouco mais de 2 horas de filme que tinha pela frente. Será que o resultado final da adaptação do meu anime favorito foi, de fato, boa?

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Desde que foi confirmado, no meio de 2011, que Samurai […]

Anikencast #010 – Rurouni Kenshin: O Filme (aka Samurai X)

Olá, queridos ouvintes! Cá estamos com o RETORNO do Anikencast!

Nesse programa de volta, Diogo Prado e Starro se juntam a Humberto Coga e Potta para falar sobre Rurouni Kenshin: O Filme! Com previsão para estrear no Brasil, o filme atraiu a atenção do público e foi um dos principais tópicos de discussão dos últimos dias. Coga e Potta moram no Japão e tiveram o prazer de assistir ao filme. A opinião deles e mais detalhes você confere nesse episódio do Anikencast!

Eu estava com muita saudade de fazer um Anikencast e agora pretendo não parar tão cedo! A ideia é lançar um a cada duas semanas! Para nos ajudar, contamos com você! Escute e divulgue! Não deixe também de mandar emails para [email protected] ou deixar comentários nesse post!

Não deixem de visitar o projeto dos nossos convidados no YouTube… GeeksnD!

Sem mais delongas… o Anikencast #010… basta apertar o play!

[INFELIZMENTE O ARQUIVO DO ANIKENCAST #010 SE PERDEU NO TEMPO-ESPAÇO. QUE ELE DESCANSE EM PAZ.]

 

Olá, queridos ouvintes! Cá estamos com o RETORNO do Anikencast! […]

Plantão Samurai X: CONFIRMADO! Filme de Samurai X estreará no Brasil!

ATUALIZADO 03/09 14:30

E está CONFIRMADO, pessoal! O filme de Samurai X, aka Rurouni Kenshin, estreará no Brasil! Outros países também já foram confirmados como Alemanha, Holanda, Bélgica, Espanha, Portugal, Argentina, México, Coreia do Sul, Austrália e Nova Zelândia! Teremos ainda mais países sendo divulgados nos próximos dias! É o sucesso mundial do Retalhador!

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Foi COMFIRMADO que o filme live-action de Samurai X, conhecido globalmente como Rurouni Kenshin, estreará em cinemas de 64 países fora do Japão! Assim dizia a página oficial do filme.

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ATUALIZADO 03/09 14:30 E está CONFIRMADO, pessoal! O filme de […]

18 minutinhos de cenas de Samurai X – O Filme (aka Rurouni Kenshin)

Vocês sabem que eu estou muito empolgado com o filme de Samurai X que está a poucos dias de sua estreia nos cinemas japoneses. Pode não ser costume do Anikenkai postar notícias, mas se um vídeo com 18 minutos de cenas, bastidores e Kenshin lutando sai eu tenho que compartilhar com vocês.

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Vocês sabem que eu estou muito empolgado com o filme […]

Analisando: K-ON! O Filme

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Quase um ano se passou, mas felizmente nós, ocidentais, tivemos acesso ao filme de K-ON!. Lembro de ter lido a notícia do anúncio do filme e posteriormente ter assistido ao blu-ray do show ao vivo das dubladoras em que tal anúncio foi feito… tudo isso fazendo o hype crescer pois, afinal de contas, eu havia me tornado um fã da série.

Com a chegada do blu-ray do filme em terras nipônicas, o filme chega a nós também e eu pude conferir em alta-definição, numa grande TV, sentado numa confortável poltrona, o “retorno” das membros do clube de música leve.

Para descartar logo comentários sobre a parte técnica, se a série já era muito bem feita, o filme levou isso a um nível ainda melhor. A animação está extremamente fluida, cenários belíssimos e uso inteligente de CG. Precisa de mais alguma coisa no quesito técnico? Não, né? Então avançando…

No filme, as meninas estão prestes a se formar e querem fazer algo de diferente nos seus últimos dias na escola. Decidem então embarcar numa viagem de formatura para Londres, o berço de grandes músicos. Ao mesmo tempo, as quatro veteranas quebram a cabeça para criar uma música de presente para Azusa, sua caloura que ainda ficará um ano na escola, longe delas. Claro que com elas, nada pode sair de maneira fácil. Nem a viagem, nem o presente.

A primeira coisa que me chamou a atenção no filme não foi algo bom. Na verdade, foi algo que me deixou um tanto apreensivo no começo… o filme demorou pra engrenar. Demorou bastante até. Se você assistiu ao trailer ou leu alguma sinopse, sabe que o foco do filme seria a viagem para Londres… mas até elas decidirem ir, passaram-se cerca de 20 minutos e até elas irem de fato se foram já quase 40 minutos. Quase metade do filme (de um total de 110 minutos aproximadamente excluindo créditos finais) se passa sem chegarmos no plot central. Tudo isso para a parte de Londres durar só mais 40 minutos e ainda termos 20 minutos para se resolver o plot da Azusa e dos últimos dias na escola.

Essa é minha crítica negativa ao filme. Parece que os produtores e diretores esqueceram que migraram para uma mídia diferente e trataram do filme como um grande episodiozão da série, o que ele não é. Por causa disso, a distribuição de tempo ficou um tanto quanto problemática. Mas ao mesmo tempo nós temos um exagero na ambientação do espectador que parece que o filme tentou agradar também a quem não viu a série. E essa indecisão de ser um filme pra quem viu a série ou ser um filme por si só deixa toda a organização um tanto confusa.

Mas tudo bem. Como eu disse no meu post sobre o porquê deu gostar de K-ON!, o foco da série é no feeling, na sensação de ligação que o espectador tem com as personagens e isso, sem dúvida ainda está presente nesse filme. Temos situações de comédia intercaladas com situações corriqueiras do dia-a-dia como foi com a série, fortalecendo assim os “laços” com o espectador.

Falando nas personagens, eu gostei bastante da forma como elas foram introduzidas numa situação fora do lugar comum, tendo que “sobreviver” num país estrangeiro e as situações cômicas em que isso resulta, como elas serem confundidas com uma banda convidada na abertura de um restaurante japonês.

Pegando o gancho daí, vale reparar também no choque cultural pelo qual elas passam. É engraçado ver, por exemplo, que a maioria delas nunca foi a um restaurante de sushi e que aproveitam a ida a Londres para entrar em um (mesmo que saiam de lá sem nada no estômago). Para muitos ocidentais, sushi é prato corriqueiro para os japoneses, o que não é bem verdade.

E falando na parte cultural, eu achei muito bem feita a reprodução de Londres. Seja no character design diferente para os ocidentais, seja nos veículos, seja no cenário… ficou tudo muito bem feito. Achei legal também o fato das personagens terem que falar inglês em vários momentos. Fico irritado quando em animes as pessoas viajam pra fora e continuam falando japonês normalmente.

Sendo bem sincero com vocês, se não viram a série, não percam tempo vendo o filme, não terá tanta graça. E se não gostaram da série, não vejam mesmo o filme. Mas se você gostou da série, assim como eu, assistam e curtam o momento. Dificilmente teremos algo novo de K-ON tão cedo, se é que teremos um dia.

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Perfect Blue (Perfect Blue, 1997) – Nunca é demais falar de Satoshi Kon

— O que? Isso não é verdade! Eu não escrevi isso!
— Claro que não. A verdadeira Mima é que está escrevendo.

Satoshi Kon é um dos grandes diretores da história da animação japonesa. Sua pequena, porém excelente, filmografia é recheada de pequenos clássicos. Dentre eles, o primeiro filme de sua carreira como diretor, Perfect Blue, de 1997. A escolha por esse filme foi curiosa. Eu queria falar de alguma obra de Kon e pensei em pegar obras mais… obscuras… para comentar, mas esse filme ficava sempre na minha cabeça. Desde que comecei com o Anikenkai, um filme que gostaria de falar sobre era Perfect Blue. Queria dizer para os meus leitores o que eu acho, o que eu vi, o que eu senti vendo esse filme. Claro que milhares de outros sites/blogs já comentaram sobre esse filme. Por que ele merece. Mas ainda assim, eu gostaria de deixar registrado aqui meu ponto de vista sobre esses fantásticos 81 minutos de filme.

A História

Mima Kirigoe é uma idol que decide largar sua carreira na música para se tornar uma atriz. Sua carreira cresce em meio a cenas de sexo e ensaios eróticos. Seus antigos fãs desaprovam tais atividades, principalmente um stalker chamado Uchida. Traumatizada pela perseguição de seus fãs, inclusive através de uma página/diário na internet onde são postados acontecimentos detalhados do seu dia a dia, e a cena de estupro, Mima começa a ter diversas alucinações. Tudo piora ainda mais quando pessoas ao seu redor começam a ser brutalmente assassinadas.

Comentando

Eu acho esse filme incrível. Sem dúvida, um dos melhores que eu já assisti. A incerteza que permeia a cabeça do espectador ao acompanhar a história de Mami é muito bem desenvolvida. Você fica o filme inteiro se indagando o que é verdade e o que é mentira. Afinal, o filme é narrado pelo ponto de vista da própria Mami, que está sofrendo com severas alucinações. Não dá pra confiar em NADA que é mostrado. Mesmo após o final do filme você ainda fica pensando o que de fato ocorreu e o que era invenção da cabeça da personagem.

Outro ponto interessante é a imagem formada do fandom de idols no Japão. Pessoas obcecadas por essas jovens cantoras. Obcecadas ao ponto de moldarem a realidade em prol de sua obsessão. Faz a gente pensar sobre como algumas dessas meninas devem sofrer com a perseguição de doidos como o Uchida. Este, por sinal, caracterizado como um ser humano de aparência deplorável. Uma pessoa que gera completa repulsa.

Uma coisa que é dita no filme e que a mais pura verdade, é que a indústria de idols hoje é algo de nicho no Japão. Apesar delas serem bem populares, o grande lucro vem dos idol-otaku. São eles que compram infinitas copias de um single, são eles que estão ligados em todos os programas de TV, compram todos os DVDs, etc. Por causa dessa devoção, esse idol-otaku se sente dono do seu objeto de admiração. Essa questão é posta bem em evidência durante o filme.

Durante toda a história, eu fiquei tentando fazer conexões e correlações para tentar amarrar toda a história antes dela acabar. Normalmente eu consigo fazer tal coisa, mas em Perfect Blue, confesso, o final foi uma surpresa. O fato deu até hoje não conseguir saber o que de fato aconteceu e o que não aconteceu, colaboram para essa sensação de surpresa. Não há como negar a bela forma como esse filme foi conduzido pelo diretor.

Considerações Finais

Eu tive que me segurar nesse post. Ao mesmo tempo que eu queria falar sobre todos os aspectos presentes nessa obra, eu me seguirei. Fiz isso pois acredito ainda que muitos de vocês que estão lendo esse texto agora nunca viram esse filme. Espero que eu tenha conseguido o meu objetivo de fazer vocês enxergarem de que se não viram ainda, tratem de arranjar um jeito de ver! Eu acho exagero quando as pessoas dizem que algo é essencial para qualquer fã de animação japonesa, mas olha, no caso de Perfect Blue, isso se aplica bastante.

Deixo aqui um post pequeno, se comparado ao meu desejo de escrever (nem na parte da história eu quis detalhar muito), mas que passa bem o que eu senti ao assisti-lo e o por quê eu acho que vocês devem assisti-lo.

Se quiser mais informações sobre o filme, recomendo FORTEMENTE o texto da minha querida colega @beta_blood no Elfen Lied Brasil: Perfect Blue: Um eletrizante thriller psicológico!

— O que? Isso não é verdade! Eu não escrevi […]

O Grande Mestre (Ip Man, 2008) – Um herói romantizado na 2ª guerra sino-japonesa.

— Qual o seu nome?
— Eu sou só um homem chinês.

Se você já se deparou com esse filme em algum lugar, sabe que ele é uma produção chinesa. Então o que cargas d’água ele tá fazendo no Anikenkai Movie Week onde deveríamos falar só de filmes japoneses? A resposta é simples: porque ele é muito bom… e porque o Japão está envolvido.

A História

A cidade de Foshan, nos anos 30, era bem conhecida na China por ser um antro de excelentes escolas de kung fu. Nessa cidade vivia Ip Man, um esplendido artista marcial, mas que nunca havia aberto uma escola para ensinar seus conhecimentos. Alguns poucos tinham a oportunidade de lutar com ele e aprender com suas derrotas. Um dia, um grupo de baderneiros resolve entrar na cidade desafiando a todos os mestres. Ip Man acaba se envolvendo e após derrotá-los e expulsá-los da cidade, vira um herói local. O tempo passa e já no final da década, o Japão invade a China, dando início à 2ª Guerra Sino-Japonesa. Os danos à sociedade civil foram imensos. Ip Man e tantos outros foi forçado a viver em casebres e a sobreviver com a pouca comida que sobrou depois dos confiscos japoneses. Acontece então que em um campo de mineração de carvão onde Ip Man trabalhava, um grupo de militares japoneses está recrutando artistas marciais chineses dispostos a treinarem com os japoneses. Quem ganhasse a luta, levaria um saco de arroz para casa. A principio, Ip Man não se manifesta, mas após saber da morte de um conhecido seu por lá, ele decide ir atrás de informações. Sua incrível habilidade atrai a atenção de um importante general do exército japonês.

Comentários Preliminares

Quando pensamos em filmes realmente bons de artes marciais, nos remetemos aos tempos em que Bruce Lee brilhava nas telas de cinema. Parece que com o aumento da qualidade técnica das produções, os atores não mais precisavam se esforçar para fazer um bom filme. O Grande Mestre (e outros tantos, para não ser injusto) foge a essa regra e nos traz um filme de excelente roteiro e que conta com coreografias de luta muito bem executadas. Fiquei feliz pois não é muito comum de vermos filmes sobre a 2ª Guerra Mundial focados nas guerras do oriente e, muito menos, sendo narradas de tão perto da sociedade da época. O filme nos mostra como, mesmo em uma era de armas de fogo, bombas, aviões, etc, a China ainda valorizava, e muito, sua tradição marcial e seus mestres e como estes eram importantes e influentes membros da sociedade.

Contexto Histórico

A 2ª Guerra Sino-Japonesa é conhecida por ter sido extremamente violenta da parte dos invasores, no caso, os japoneses. Até hoje temos reverberações dessas atrocidades em ambos os países. A sociedade civil foi a que mais sofreu. Força exagerada por parte dos militares, estupros de mulheres, racionamento de comida…

A China do início do milênio enfrentava diversos conflitos internos. Após o recente fim do império, o poder republicano central não conseguia lidar com as diversas lideranças que surgiam por todo o país. E além de tudo isso, os comunistas começavam uma forte campanha contra o Kuomintang (partido nacionalista chinês). A fragilidade do Estado caiu como uma luva aos novos desejos expansionistas japoneses. O exército imperial de Hirohito não teve praticamente nenhuma resistência em sua investida ao país vizinho.

Como a ideia do Japão nunca foi tomar controle sobre a totalidade do exército chinês, ele começou a instalar centros de governo local em vários pontos da China.

O Filme

Em uma comparação um tanto esdruxula, mas aplicável, O Grande Mestre funciona mais ou menos como as obras do escritor Bernard Cornewell. Nelas, temos eventos e figuras históricas que são desconstruídas em favor de uma história. No filme, tanto Ip Man quando a 2ª Guerra Sino-Japonesa existiram, mas as coisas não aconteceram muito como são narradas.

Ip Man era sim, um excelente artista marcial, um dos melhores, e o responsável por popularizar o estilo Wing Chung de kung fu, porém, como exemplo, ele era um policial em Foshan e isso em momento nenhum é mostrado no filme. Pelo contrário, temos, inclusive, uma cena de confronto com um policial que aponta uma arma para ele.

Podemos dizer que o filme se baseia na vida do Ip Man real para criar seu próprio Ip Man. Se o filme fosse um documentário, eu ficaria irritado com essas inveracidades históricas, mas como o objetivo do filme é entreter e não documentar, elas se fazem bem aplicáveis frente a uma melhor dramatização dos fatos. A história de Ip Man, no filme, é um exemplo de jornada do herói, mas ainda assim, um herói que já é herói, se tornando mais herói ainda. Tudo isso em uma ambientação muito bem desenvolvida, com coreografias de luta muito bem executadas e com um roteiro bem amarrado.

Considerações Finais

O Grande Mestre nos trás uma ambientação histórica inusitada de um ângulo ainda mais inusitado. A romantização de um personagem histórico da china só se faz acrescentar à qualidade final do filme. Temos uma história empolgante e um personagem que cativa por sua simplicidade. Filme, sem dúvida, recomendado. Não ache que vai ter uma aula de história ao assistir, mas um entretenimento de primeira. Ainda assim, apesar de tudo, dá pra pescar muito bem a ganância e o egocentrismo japonês dessa época. A ideia de que eles eram superiores a tudo e a todos.

Ah… e eu já ia me esquecento. Ip Man foi mestre de Bruce Lee na vida real.

— Qual o seu nome? — Eu sou só um […]