ALDNOAH.ZERO – Primeiras Impressões

Eu não estou nem aí para qual a participação de Gen Urobochi (Madoka Magica, Fate/Zero, Gargantia) em ALDOAH.ZERO. O importante é que mais uma colaboração sua com o diretor Ei Aoki (Fate/Zero) deu certo. Esse primeiro episódio foi sólido, bem dirigido e sedimentou uma história que promete ser muito interessante de acompanhar. 

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Desde que vi que Urobochi estava trabalhando em um novo anime de mecha eu fiquei com um pé atrás. Afinal, sua última série, Suisei no Gargantia, não me agradou e por algum motivo eu sentia uma vibe parecida vinda de ALDONOAH. Porém, li a sinopse, vi uns trailers e fui conquistado. Decidi encarar o primeiro episódio sem muita expectativa. Sem o hype que as pessoas criam quando veem o nome do roteirista. Só disposto a ver um bom anime de mecha. E apesar de que o que menos tivemos nesse primeiro episódio foram mechas, o episódio foi simplesmente sensacional.

A primeira parte foi um tanto morna demais, o que me deixou um tanto incomodado. Foram muitos diálogos expositivos e um roteiro um tanto barato para explicar o cenário em que estávamos inseridos e seus personagens. Parecia que não seria nada demais. Aí nos chegamos à segunda parte e nela tudo toma proporções muito maiores.

Quando a humanidade chegou à Lua, descobriu uma via espacial que possibilitaria viagens a Marte com facilidade. Humanos começaram a colonizar o Planeta Vermelho e conforme o tempo passou acabaram se dividindo em civilizações diferentes quando os habitantes de Marte se descobriram a tecnologia de uma civilização há muito perdida que habitada o planeta. A relação entre os dois planetas se complicou e uma Guerra aconteceu no final dos anos 90. Agora, 15 anos depois do cessar fogo, ambos parecem estar em paz e a viagem de uma princesa de Marte à Terra parece que irá sedimentar a paz entre os dois planetas.

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Porém, como eu disse, na segunda parte do episódio esse clima morno desaparece e a história ganha corpo. Durante os 15 anos em questão, o império de Marte estava arquitetando um plano para causar um atentado à própria princesa legitimando argumentos para retomarem a Guerra. Agora, 37 cavaleiros de Marte estão vindo para a Terra, atacando em frontes diferentes e com esquadrões próprios. Complicado, não?

É evidente que eu me empolguei. Toda a ambientação militarista, uma Guerra interplanetária, colonizadores X colonizados, mecha, etc, etc, etc… tudo que um bom anime de mecha precisa está lá. Se Gen Urobochi fez o trabalho de criar essa história, valeu, agora deixa a cargo de Ei Aoki que arrasou na direção desse episódio e empolgou bastante. O suficiente para me fazer querer assistir essa série semanalmente (algo que eu decidi não fazer mais com regularidade).

Mas aí a gente percebe um problema que eu não sei por quê as pessoas insistem em fazer: personagens sem expressão alguma. Peraí… qualé! O moleque vê um míssil vindo em sua direção, algo que motivará uma Guerra contra um império com tecnologia alienígena e que quase destruiu a Terra no passado e nada? Literalmente nenhuma reação? Juro, isso não dá para entender e, não sei a vocês, mas a mim incomoda.

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Okay, esse “detalhe” não incomodou esse primeiro episódio, mas pode ser prejudicial para a série no futuro. Esse anime terá duração de 24 episódios divididos entre as temporadas de verão e inverno. Urobochi é mestre em fazer bons inícios para suas séries e ALDNOAH.ZERO segue essa tradição. Resta saber agora se o diretor e os roteiristas terão capacidade de manter o padrão de qualidade. Essa série tem muito potencial. Um cenário clássico de mecha a ser explorado em um bom número de episódios. Dá tempo de fazer algo direito. Espero que assim seja.

Sobre Diogo Prado

Tradutor, professor, host do Anikencast, apaixonado por quadrinhos, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

Você pode me achar no twitter em @didcart.

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