Por que não falamos sobre visual novels?

Quantas vezes vocês já desistiram de um anime porque ele era apenas uma adaptação? Frequentemente leio comentários como “prefiro o mangá, é o original” ou “podiam traduzir a light novel que originou anime tal, queria conhecer a história na íntegra”. No entanto, quando a fonte trata-se de uma visual novel, não percebo essa agitação toda – para não dizer que ela beire a nulidade.

Foi então que comecei a me questionar: por que não falamos sobre vns? Por que elas são tão pouco populares no ocidente? Com a esperança de que este post permita pelo menos uma conversa inicial sobre esse tipo de mídia que tanto adoro, ou mesmo como uma apresentação superficial a alguns, aqui estou em missão em nome da Iniciativa Tornar Visual Novels Mais Populares no Ocidente! Aviso: pode conter animação em níveis não exatamente saudáveis.

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Sabe quando o envolvimento com uma história é tão forte que sentimos como se fizéssemos parte dela? Quando os personagens são tão familiares como pessoas reais do nosso dia-a-dia? Pois bem, esse tipo de experiência é a ideia central de uma visual novel. Deixando uma definição mais exata, trata-se de uma forma de mídia em que de fato somos um dos personagens, cuja narrativa depende de nossa interação com os demais integrantes da história, de maneira a levar-nos a fins diversos de acordo com nossas escolhas. O nome visual novel remete exatamente à noção de um livro visualizado, porém sua configuração se assemelha muito mais a jogos (há vns para vários tipos de plataformas) do que a um livro ilustrado em si.

Para não ficarmos somente na teoria, vale a pena conferir o vídeo a seguir! Claro que a melhor maneira de compreender o que é uma visual novel seria ler/jogar uma, mas com essa coletânea de breves cenas de diversas vns populares (Little Busters, Clannad, Fate/stay night, Steins;Gate, Hakuoki: Demon of the Fleeting Blossom) já se tem uma boa noção de como elas são na prática.

Assim como ocorre com as demais mídias, há vários tipos e gêneros de visual novels. Enquanto algumas exigem mais interação no sentido de gameplay (por exemplo, a série Phoenix Wright), outras bastam pouquíssimas respostas para guiá-lo a um good ending (ex. Yosuga no Sora). É verdade que uma esmagadora parcela de vns focam em romance, que confesso ser a parte que mais me desperta interesse, mas nem por isso deixamos de ter excelentes obras que conquistaram sucesso sem esse elemento como base; Higurashi no Naku Koro Ni é um exemplo disso.

Com duração variando entre menos de 10 horas e mais de 50, com diversos sub-gêneros e características que as diferenciam completamente de outras mídias mais populares por aqui, as possibilidades de experiências se aproximam do infinito. Dentro de um mesmo jogo, cada rota representa um conjunto de sentimentos e sensações únicas. Quantas vezes já não me ocorreu de me interessar por um personagem específico à princípio e, após ter conhecido as demais rotas, a dele ter sido a que menos me divertiu! Esse “elemento surpresa”, para mim, é uma das melhores características de uma vn. Vide que passamos muito mais tempo com os personagens do que em um anime ou mangá de duração regular, o desenvolvimento de cada um costuma ser bem aprofundado e cada um traz uma surpresa especial (sem contar nos CGs! <3).

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Apesar de toda minha explícita empolgação com o tema, devo revelar que não cheguei a terminar nem mesmo dez visual novels, ainda que devido a principalmente problemas externos (leia-se: pc compartilhado). Porém, a situação agora é outra! rs  Enfim com um computador só pra mim, não quero nem imaginar como estará meu desktop em alguns meses… Ou seja, eu sou praticamente tão iniciante nesse meio como vários de  vocês! Desta maneira, já deixo claro que minha proposta principal com essa minha coluna é, sem dúvida alguma, promover uma conversa aberta com e entre vocês, similar ao que ocorre nos posts sobre os TOCs da Jump.

Para fechar essa pequena introdução a visual novels e a minha meta pessoal de popularizá-las por aqui, deixarei ao final do post alguns links para quem deseja mais informações sobre o tema (todos em inglês, qualquer dúvida comente que eu respondo ou possa até criar outro post mais detalhado depois!). Além disso, anuncio também as obras que abordarei no meu próximo post:

  • Mirai no Kimi to, Subete no Uta ni
  • Rin ga Utau, Mirai no Neiro
  • Mirai no Uta to, Tsunagaru Hitomi

Depois de tantas referências familiares ao longo do post, imagino que estes tenham soado bem estranho, além de serem três de uma vez, não é? Pois bem, vou me explicar rapidamente: estou falando nada mais, nada menos, que de três visual novels sobre Vocaloid (mais especificamente, Miku e Rin). Todas 100% traduzidas para o inglês, bem curtas (2-10 hrs cada) e sem restrição de idade. Sintam-se livres para já ir baixando, irei disponibilizar o site que eu uso pra vocês, só pesquisar lá e seguir as instruções disponíveis na página de cada uma! Qualquer dúvida, novamente, só deixar aqui nos comentários do post.

Espero que estejam animados, nos vemos semana que vem~!

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LINKS:

http://fuwanovel.org/
http://yorunovels.wordpress.com/novels/
http://zeroforcetranslations.blogspot.com.br/p/patches-e-traducoes.html
http://tay.kotaku.com/the-beginners-guide-to-visual-novels-1541975662

Sobre Clara

Sou apaixonada por quadrinhos desde que me entendo por gente, mas desenhar tem espaço no meu coração há mais tempo ainda. Nas horas vagas, costumo ler, assistir anime e fingir que toco piano. Quando não estou tendo pesadelos, estou sonhando com as figures que nunca terei. </3

Quantas vezes vocês já desistiram de um anime porque ele […]