Kill la Kill – Primeiras Impressões

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Eu queria ter a pachorra de colocar “O Melhor Anime da Temporada – Primeiras Impressões” no título desse post, mas preferi não. Ia atrai o tipo de gente que eu não quero pro Anikenkai, e todos sabemos do que eu falo. O fato é que Kill la Kill estreou em meio a um forte hype e com este primeiro episódio satisfez muita gente.

O anime já começa de forma bem “amigável” mostrando a Academia Honnouji, um lugar calmo e sereno onde o único objetivo dos alunos é aprender e ter uma vida normal… SÓ QUE NÃO! É um lugar do inferno comandado por um conselho estudantil que chegaram ao topo através de sua força e uniformes tecnologicamente avançados que aumentam suas habilidade, subjugando a todos, inclusive os adultos, ao seu poder. Eles não temem nada e tem autorização para tudo, seja isso até pendurar um ex-aluno que desobedeceu às regras e foi surrado até a morte na entrada da escola. É nesse cenário que chega a nossa protagonista, Matoi Ryuuko.

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Sua missão é nada mais nada menos do que descer a porrada em todos do Conselho Estudantil. Sua motivação é também simples: ela acredita que eles sabem quem é o assassino de seu pai. Sua arma é igualmente simples, mas curiosa, a metade de uma enorme tesoura. Ela foi deixada pelo suposto assassino em sua fuga. Ao encontrar a outra metade, encontrará o assassino.

É claro que ela leva uma mega surra em sua primeira tentativa. Porém, ao voltar ao túmulo de seu pai, ela descobre uma câmara secreta e é atacada por um uniforme escolar fantasma que se liga, contra sua vontade ao seu corpo, e transforma aumenta seus poderes. De agora em diante, é hora de massacrar um por um até completar sua missão, tendo como alvo final a presidente do conselho.

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Um anime que não para, literalmente. Tem sempre alguma coisa acontecendo. Ou é algum diálogo, ou alguma cena de batalha, ou introdução de personagens… esse ritmo frenético, apesar de para alguns ser um ponto extremamente positivo, pois não deixa a empolgação cair, para outros pode ser a maior falha. Acontece que algumas pessoas podem ficar confusas sem uma pausa para respirar e, por isso, acabarem deixando o anime de lado. Eu, no entanto, curti cada segundo.

Kill la Kill tem vários elementos do cinema exploitation americano, estilo tão adorado por diretores como Quentin Tarantino e por pessoas no mundo todo como eu. Desde as apresentações de personagens completamente “sensacionalizadas” com direito até a nome em garrafais ideogramas vermelhos, além de muita porradaria, sangue, poderes doidos, gritaria, e, claro, aquela dose de fanservice que o gênero sempre recebe. Kill la Kill pega tendências que começaram a ser trabalhadas em Gurren Lagann e agora as extrapolam em uma produção que, ao que parece, não teve limitações impostas.

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Com um estilo visual único, animação excelente, design de personagens inspirado e livre, além de um desenvolvimento narrativo completamente liberal, Kill la Kill recebeu os que o esperavam de braços abertos. O grande desafio agora é conseguir segurar o bonde. Todos sabemos como Gurren Lagann não terminou de maneira a agradar todos. Espero que este erro (que eu nem considero tão grave assim) tenha sido corrigido com o aprendizado ao longo desses anos.

O fato é que o hype continua e o título de “melhor da temporada” já está quase garantido. Resta saber se entrará para a história ou será só mais um. Vamos ver onde tudo isso vai terminar. É claro que vou acompanhar até o final. Comédia, porradaria e até fanservice na medida certa em um ritmo que, ao que parece, não vai desacelerar.

Sobre Diogo Prado

Tradutor, professor, host do Anikencast, apaixonado por quadrinhos, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

Você pode me achar no twitter em @didcart.

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