Gatchaman Crowds – Primeiras Impressões

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Um minuto, por favor… acabei de sofrer uma overdose de cores…

Eu acabei de terminar de ver o primeiro episódio de Gatchaman Crowds e o anime é, simplesmente, legal pra caramba, mas foi tão diferente do que eu esperava que estou com uma grande dificuldade de processar o que acabei de assistir.

Para começo de conversa, não, não tem praticamente nada a ver com o antigo Gatchaman, o que não deveria ser novidade para ninguém. Porém, ainda assim, a série parece tentar resgatar seus laços com o original e, para mim, assim como para o Fábio Sakuda, isso não é uma coisa boa. Afinal, esse anime é tão diferente que poderia existir sozinho. Infelizmente, tendo o nome “Gatchaman” atrelado ao projeto, nos faz, inevitavelmente, estabelecermos comparações.

Mas vou tentar fugir disso. Durante o anime eu vi que era possível fugir disso. Vou encarar como se fosse uma homenagem. É um anime atual, que homenageia os animes a la super sentai dos anos 70, mas que oferece um frescor, um elemento de novidade, e o faz muito bem.

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Para começar, temos a protagonista, Hajime. Esse primeiro episódio gastou boa parte de seu tempo nos apresentando essa pequena, peituda e energética menina. Eu confesso que, no começo, a achei um pouco irritante, mas no decorrer do episódio eu fui conquistado por sua empolgação infinita. Ela acha tudo bonitinho e encara tudo com um sorriso enorme no rosto.

Os outros personagens ainda vamos conhecer melhor e saber se eles terão alguma profundidade além de serem só companheiros da protagonista. Sendo sincero, não vejo necessidade. O foco desse anime, até onde eu percebi, será mesmo as batalhas e a luta dos Gatchaman contra os alienígenas. Deve haver um plot maior por trás de tudo, mas prefiro não ficar palpitando.

Tudo isso está envolto de um universo bem colorido e vivo. Créditos para o diretor Kenji Nakamura, o mesmo responsável pelos também extremamente coloridos, Tsuritama, Mononoke e Kuuchuu Buranko. Ele realmente gosta de usar as cores para passar energia para o espectador. Em um anime de ação como Gatchaman, elas funcionam muito bem e dão um tom ainda mais fantástico.

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Infelizmente existem elementos que não me agradaram ao final. Primeiro, e o mais acentuado, foram as armaduras em 3DCG. Se o design já não fosse ruim por si só (achei realmente ruim), a animação ainda continua sendo um dos maiores problemas das produções televisivas japonesas. É raríssimo vermos o uso do 3DCG sendo bem feito quando se trata de armaduras 3D em um universo 2D. Algo fica parecendo fora do lugar e os movimentos nunca são tão agradáveis de se ver.

Outra coisa que me incomodou foi a decisão de alguém do departamento de arte de colocar o cabelo sempre em listras. Reparem na primeira imagem desse post. Aquilo que no começo eu achei que era o efeito da luz entrando pela janela, não é! Todos os cabelos são assim mesmo sem janelas por perto! Me deu um pouco de nervoso, confesso.

De resto, só tenho a dizer que ainda espero uma luta decente porque as duas que apareceram nesse primeiro episódio só empolgaram por causa da música tema de fundo no melhor estilo anos 70 ditando o ritmo.

E falando em música… olha, se vocês gostaram, me perdoem, mas achei a abertura e o encerramento bem fracos e fora do clima do anime.

Gatchaman Crowds, um anime bem diferente do que eu esperava, mas que ainda assim foi bastante divertido. Mas ainda preciso de mais para me convencer. GO GATCHAMAN!

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Sobre Diogo Prado

Tradutor, professor, host do Anikencast, apaixonado por quadrinhos, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

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