Blood Lad – Primeiras Impressões

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Eu já sabia o que estava por vir quando comecei a ver o primeiro episódio de Blood Lad. Eu já tinha lido o mangá e sabia que Staz era um vampiro-otaku. Mas ver tudo isso animado foi bem engraçado.

Staz é um vampiro super poderoso que, diferente de seus antepassados, não gosta de gastar tempo indo atrás de sangue humano. Ele prefere é passar horas e horas lendo mangás e jogando video-games. Staz é um admirador da cultura dos humanos, principalmente de um “paíszinho” chamado Japão. Quando uma menina japonesa aparece no mundo dos demônios, Staz fica extremamente atraído por ela. Até ela morrer… e virar um fantasma… ficando completamente desinteressante para ele. Seu objetivo agora é trazê-la de volta à vida.

Quão estúpida esse cenário pode parecer? E é justamente por isso que eu achei Blood Lad um anime bem divertido!

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No entanto, pelo menos nesse primeiro episódio, o anime não passa disso. Divertido.

Sim, o episódio estava recheado de cenas cômicas, referências à cultura pop, etc, mas não houve nenhum momento em que eu realmente tivesse gargalhado. Pode ser porque eu já tinha lido essa parte no mangá, mas ainda assim, sinto que faltou um algo a mais.

Foi, sem dúvida, um anime bom de se assistir. O trabalho dos dubladores está muito bom (como eu acho que sempre tem que estar para séries com pegada de comédia), o ritmo do episódio não foi cansativo e até a animação, que poderia ser melhor, não atrapalhou. No entanto, a sensação que fica ainda é a de que é só mais um anime.

É engraçado pois eu tive uma reação bem diferente ao ler o mangá. Eu realmente gostei do que li e devorei o volume 1 rapidamente. Já no anime isso não aconteceu. Será que a história é tão perene assim? Será que não tem nada ali que me interesse além da primeira leitura/assistida? Seria fácil colocar a culpa na equipe de produção, que ainda não tem muita experiência no currículo, mas não consigo encarar de outra maneira além de uma falha do material original.

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Mas não sejamos melancólicos, o anime não é ruim. As referências ainda são divertidíssimas de se pegar e a defasagem do mundo dos demônios para o mundo dos humanos me remeteu ao início do meu hobby com animes/mangás/games/etc onde eu só tinhamos acesso a um milionésimo do que saia no Japão e achávamos tudo um máximo! Bons tempos…

O fato é que, por algum motivo, o tom da história pelo anime não foi o mesmo que pelo mangá. A comédia foi destacada mais do que na versão impressa, com um excelente uso de cores, por sinal, mas isso acabou desviando demais, o que me causou estranheza.

Infelizmente eu não queria só um anime divertido. Queria um anime REALMENTE divertido, que se destacasse dos demais. Não foi isso que recebi. Pode ser que para outras pessoas o que foi mostrado seja suficiente ou pode ser que eu esteja ficando um chato, mas o fato é que faltou algo.

Blood Lad é divertido, mas faltou algo. É essa a frase que define esse primeiro episódio para mim.

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Sobre Diogo Prado

Tradutor, professor, host do Anikencast, apaixonado por quadrinhos, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

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