Triage X – Vol. 1

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Triage X é o novo mangá lançado por aqui de autoria de Shouji Sato. Pra quem não conhece o Sato, ele é o desenhista da série (muito mais famosa) Highschool of the dead. Pra quem quer saber mais ainda, ele é um mangaká hentai muito famoso, usando o pseudônimo Inazuma, e que tem até um grupo dedicado a doujins, o digital accel works. Shouji Sato é, antes de tudo, um amante das corpo feminino e isso sempre se refletiu em suas obras, sejam hentais ou não.

O que eu quero dizer com isso tudo? Que esse gibi tem muito peitos, peitoz e bundaz.

A história é sobre um grupo de elite, treinado para exterminar elementos que eles consideram ruins para a sociedade e que trabalha sob o jugo do diretor de um hospital. A idéia do grupo é a de que a cidade também é um ecossistema vivo e que precisa de cura em relação a todos microorganimos danosos ao sistema.

O grupo se chama Ampoule e é composto só por mulheres mais o protagonista, Arashi. Até o momento, não se viu muito da personalidade de quase ninguém, fora o Arashi e sua parceira, Mikoto, mas o que se pode dizer é que ambos são bem normais… O Arashi é um cara que vai de encontro às regras, mas que é bem leal, só que ele quer se encontrar e a Mikoto é uma menina que não sabe o que quer. Normal.

O mangá lembra muito a idéia de Burn-up, uma força tarefa feita quase só por mulheres pra resolver os problemas que a polícia não resolve. O problema é que Burn-up é muito mais charmoso, não se leva a sério em grande parte e isso ajuda na hora da dramatização, porque o contraste demonstra quando a situação ficou difícil. Em TriageX, temos poucos momentos de calmaria, o que deixa a leitura um pouco pesada.

A história, até o momento, não é nada especial. O autor já disse que ele queria fazer outro mangá devido ao fato de que HOTD tinha muitas pausas e hiatos e isso se demonstra aqui. A trama é rasa e não há nenhuma razão no primeiro volume para achar que ela ficará profunda em algum momento, mas claro, isso pode mudar com o tempo.

As cenas de ação são muito confusas, honestamente, não entendi muito bem várias delas. Muita poluição visual e ângulos estranhos. Isso é uma coisa meio chata pra um mangá de ação, mas os desenhos são muito bons. Gosto de como o Inazuma desenha pessoas expressivas e com personalidade, mesmo que todo protagonista dele tenha a mesma cara e que todos os vilões sejam iguais… E que as meninas também tenham sempre ou cara de má ou cara de quem tá sofrendo… Ah, eu gosto.

A edição da Panini está boa. Sem erros de tradução ou gramática que pareceram gritantes e a impressão está legal. O papel é pisa-brite e tem 170 páginas no total, custando 10,90.

Enfim, em relação a edição não há maiores problemas e em relação a história, não temos nada de mais, então, se você se interessa pela arte do Shouji, compre, do contrário, não precisa ir atrás que não fará nenhuma falta, honestamente.

Sobre Fred

I'm a very twisted person. Gosto de animes e mangás por boa parte da minha vida e comentar sobre isso é sempre um prazer... Desde que eu tenha algo útil pra falar. Afinal, Dirac já dizia: "Eu não começo uma frase sem saber como ela vai terminar". Sou também um quimicuzinho que sabe falar bobagem o suficiente pra parecer inteligente.

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