Primeiras Impressões: RDG Red Data Girl

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Não sei se já aconteceu com vocês, mas as vezes com meros segundos de um anime eu já sei que irei gostar. É uma espécie de feeling que não tem muita explicação, ele simplesmente acontece. É o seu cérebro interpretando um monte de elementos subjetivos e falando para você “prepare-se pois você vai gostar do que vai ver”. Foi o que aconteceu assim que eu dei o play em RDG Red Data Girl.

Izumiko Suzuhara é uma menina simples de longos cabelos pretos que sempre viveu isolada em um templo no alto de uma montanha. Naturalmente tímida e super-protegida por sua família, a menina sonha em ter uma vida normal. Para piorar a situação, Suzuhara não pode usar aparelhos eletrônicos pois, por algum motivo, os destrói com um breve uso. Em um ato de rebeldia diante de sua situação, a menina decide cortar sua franja. Mal sabia ela que isso iria despertar um caos sobrenatural ao seu redor. Ela é uma “kami”, uma pessoa escolhida por uma entidade superiora chamada de “Himegami” para se manifestar. Sua proteção fica a cargo de  seu amigo de infância, Miyuki Sagara, um jovem “yamabushi”, monge das montanhas.

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Recheado de mitologia e carga sobrenatural, o anime chega já mostrando uma grande competência narrativa. Seu roteiro começa de forma sólida desenvolvendo bem os personagens ao mesmo tempo que joga alguns conceitos no ar para deixar o espectador interessado. Isso acaba criando uma base sólida para o desenvolvimento do plot principal, tornando-o ainda mais legal de se acompanhar. Uma decisão arriscada do roteirista Michiko Yokote (Genshiken, Valkyria Chronicles) e do diretor Toshiya Shinohara, que até então era desconhecido por mim, afinal a série terá apenas 12 episódios e três deles foram dedicados a dar a ambientação para a história principal, que deve começar já no 4º.

Visualmente o anime também impressiona. O estúdio P.A. Works já tem tradição em caprichar em suas séries, vide Hanasaku Iroha e Another, então não espere nada menos que uma animação sólida e belos cenários, além de uma fotografia e efeitos e luz e sombra que deixam claro para o espectador a dedicação de seus animadores e o cuidado em não apenas contar a história, mas fazê-la da melhor maneira possível. Um trabalho digno sendo que o anime foi feito em comemoração aos 65 anos da editora Kodokawa Shoten.

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Eu espero muito que esse anime continue me surpreendendo no decorrer de sua exibição e que não acabe decepcionando. Eu me interessei pela história e pelas possibilidades de rumos que ela pode tomar. Meu único medo é a história não conseguir ser bem contada em apenas 12 episódios, vide que a série de livros de onde a história saiu já conta com 6 volumes publicados. No entanto, como garantia, podemos contar com a adaptação em mangá, que começou em Dezembro do ano passado na Shounen Ace.

Como conselho para vocês, deixo o seguinte: apesar de já estarem disponíveis os três primeiros episódios da série graças a sua transmissão pelo NicoNico, eu recomendo que esperem a versão da TV em alta-definição. Esse anime merece. Eu irei esperar, por mais que minha vontade de ver o próximo episódio seja grande, vai valer a pena conferir em qualidade melhor. A Temporada de Primavera, sem dúvida nenhuma começou com o pé-direito!

Outras opiniões em:

>> Gyabbo

Confira o resto das ‘Primeiras Impressões’ da temporada no ÍNDICE.

Sobre Diogo Prado

Tradutor, professor, host do Anikencast, apaixonado por quadrinhos, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

Você pode me achar no twitter em @didcart.

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