Coluna do Fred: 10 animes/mangás que INFELIZMENTE fizeram parte da minha vida

Inspirado pela lista do Diogo, eu decidi fazer uma também, mas só pra ser do contra, quis inverter: Citar 10 séries que me marcaram, não por serem boas, mas por terem me frustrado de tal forma que eu ainda me lembro delas, mesmo depois de tantos e tantos anos. Ser citado não quer dizer que achei ruim, só frustrante ao ponto de ter me marcado… Mas às vezes é por ser ruim mesmo.

10) Wolf’s rain

É a história de 4 lobos disfarçados de seres humanos, em um mundo frio e estéril, que se juntam para procurar o paraíso, um lugar onde eles poderiam viver e caçar felizes. Wolf’s rain é um anime que eu esperei muito para ver e quando assisti, minhas expectativas foram todas por água abaixo. Os personagens não são carismáticos e em momento algum a transformação de lobo para ser humano é crível. Muitas vezes eles fazem acrobacias e ataques como lobo, para depois virar humano em seguida, mesmo que a situação não peça isso… Juntando personagens esquecíveis, uma história que apesar de simples se enrola demais e acaba tropeçando nas próprias pernas e uma trilha sonora que nem parece da Yoko Kanno, Wolf’s rain me foi um tremendo fracasso.

9) Patlabor 2 – O filme

Patlabor, a série, conta a história de um grupo de policiais especializados que usam robôs chamados Ingram para coibir a violência no geral, mas a série foca mais no dia a dia dos policiais que em batalhas dramáticas envolvendo os ingram. Eu assisti o filme somente uma vez na Fox Kids, mas lembro que poucas vezes havia me desapontado tanto. O filme retrata um cenário político conturbado no Japão, os maus tratos com aqueles que serviram seu país e como ir em frente numa uma situação dessas. Somente os comandantes da equipe têm algum destaque, enquanto que vários dos personagens principais da série têm participações ridículas ou inexistentes… Somente no fim, quando rola um “embate final” eles aparecem, mas mesmo essa luta é muito desnecessária e parece desculpa para rolar uma reunião, que não dura nem alguns minutos. Esquecer as características que fizeram do seu produto original ser bom nunca é uma boa forma de fazer um filme.

8) The end of evangelion

Evangelion é meu anime preferido, mas eu nunca engoli o fim que a série teve. Não me levem a mal, não é um fim ruim. Explica muito do que aconteceu e tem um clima intimista e desolador que combina bem com a aura de “fim de festa”, mas eu sempre fui um fã do final original da série, que acontecia somente na cabeça do Shinji e sobre os acontecimentos que ele viveu do ponto de vista dele e sua luta para ir em frente. A cabeça do Shinji sempre foi um dos focos da série e o fato dele ter conseguido superar os problemas com a vida no fim era o que interessava. O fim da série não era tão explícito quanto o filme, mas tinha uma mensagem que acho que combinava melhor para a série. Claro que a Asuka enfrentando várias unidades 05 é de ter ataques epiléticos de tanta emoção, mas acho que o original era melhor.

7) Lain

Lain conta a história de uma menina normal que começa a se envolver mais com o mundo da internet após receber um e-mail de uma colega de classe que havia morrido, dizendo que ela não estava morta, mas sim na rede, e com o tempo ela acaba descobrindo mais sobre a net, a influência dela sobre o mundo real e sobre ela mesma. Não sei se é pelo fato de eu ter visto com as legendas da Locomotion na época em que o dinheiro já havia acabado, mas Lain sempre me pareceu uma série sem muito propósito de ser. A série tinha um character design ótimo e era muito famosa como transgressora e adulta, mas acho que no fim a série só conseguiu apresentar idéias e mensagens interessantes, mas sem desenvolver bem. Lain é uma personagem até um pouco carismática, mais pelo aspecto visual que pela personalidade de pires que ela tem, mas nada mais no mundo parece que faz diferença, tanto dentro quanto fora da net… É difícil falar de Lain, porque muitas coisas que acontecem parecem rolar só pela razão de inserir mais informação, mesmo que não faça falta pra história.

6) Saber J to X

Saber J é um anime estrelando Mamiya Otaru, um jovem que vive em um mundo onde não há mulheres exceto por marionetes, andróides feitas para suprir a falta das versões de carne e osso. Otaru não possui nenhuma, mas 3 marionetes especiais com um coração e sentimentos acabam se ligando a ele de tal forma que o grupo se torna inseparável. É uma série animada e feliz, bem ajeitadinha… Já sua sequência, Saber J to X dá dor só de pensar. A história é realmente incompreensível, envolvendo perdas de memória, planos que não fazem sentido de destruição do mundo e milagres surreais, com o espectador precisando ver mais de uma vez só pra entender o que está acontecendo (e chegar à conclusão de que perdeu tempo), além de que a série toma um foco especial para a Lime (andróide mais famosa) e põe as outras duas para o escanteio legal, assim como vários outros personagens que eram importantes e outros que voltam, mas com personalidades totalmente diferentes. É terrível.

5) Noir

Noir é sobre duas assassinas especializadas que combatem uma organização chamada Soldats que as criou para serem as assassinas perfeitas, mas que agora quer ambas mortas para o bem da organização. Noir é um anime com uma trilha sonora legal, animação competente e uma história boa, mas todo o clima realista que a série quer passar cai por terra quando você percebe que não importa a situação: As protagonistas são invencíveis. É a mesma sensação de ver um episódio de tom e Jerry torcendo pro Tom. As meninas entram em enrascadas do tipo “Numa casa, com um exército cercando elas com armas e caças todos preparados pra atirar” e saem usando só um garfo e um durex e sem nenhum arranhão. É extremamente frustrante ver situações completamente surreais indo pro lado delas com pouco ou nenhum esforço e isso acaba diminuindo muito a força que a série quer passar. Nada contra girl power, mas nunca consegui engolir tanta apelação por parte das garotas, ou então os soldats que eram incompetentes mesmo.

4) First Squad

Esse é pouco conhecido. Um filme que mostra uma menina russa na época da segunda guerra mundial que acaba sendo envolvida num experimento para gerar poderes especiais nela e em alguns colegas. Seus colegas morrem em batalha e ela é a única que sobrevive, usando seus poderes em shows itinerantes atrás de grana, mas ela retorna à luta para enfrentar um cavalheiro do passado a serviço do Hitler, usando uma máquina que a põe entre ambos os mundos. É escrito por russos e só tem a animação feita no Japão, que apesar de ser bastante competente, assim como o character design que é muito charmoso, não salva o filme de ser bem ruim e só faz você se questionar sobre o potencial desperdiçado. A história é péssima, mas o que a deixa ainda pior é que o filme pára constantemente para dar lugar a depoimentos de pessoas de verdade falando sobre como os russos tentaram mesmo usar experimentos para resgatar os mortos e etc, o que piora tudo ainda mais, já que não dá nem pra se animar quando a ação dá lugar pra uma tela preta com um velho falando sobre nada a cada 2 minutos. Só vendo para crer.

3) Cinderella Boy

Do Mestre Monkey Punch, criador de Lupin III, Cinderella Boy é sobre dois detetives, o esperto e talentoso Ranma e a bela Rella, que morrem em uma missão num acidente de carro. Meses depois, Ranma acorda achando que foi o único que sobreviveu, mas depois de meia-noite, ele e Rella trocam de corpo. Assim os dois podem continuar atrás de pistas e tentar vingar suas mortes, além de procurar uma forma de retornar ao normal. Cinderella Boy é uma daquelas séries que ninguém espera muito. Passou no cartoon network na madrugada, vindo do pacote da Enoki de animes… Tudo dava a entender que era um fracasso… E é mesmo! Mas pra mim foi pessoal, porque sou muito fã do Monkey Punch e ver um produto dele como esse é doloroso. A animação, música, design… Tudo é pobre e feito sem esmero, mas mesmo uma série malfeita pode se salvar se a história for boa, o que não é o caso. É tudo muito comum, tenta usar o estilo amigável de Lupin, mas falha feio no processo, usando os piores clichês e esquecendo tudo que fazia o original ser um clássico. Apesar de tudo, os personagens principais são legais e valem o esforço de ver um ou dois episódios, mas a dublagem destrói até isso. Enfim…

2) Mawaru Penguin Drum

Ok… Mawaru Penguin Drum é o anime mais recente da lista. Muitos de vocês devem conhecer. Shouma e Kanba são dois irmãos que querem dar dias felizes para a sua irmã Himari, que está muito doente. Infelizmente, Himari morre e deixa ambos em pedaços, mas ela ressucita a partir do uso de um chapéu de pinguim, que toma controle dela e exige que ambos consigam o Penguin Drum para que Himari seja salva, mesmo que nenhum dos dois saiba o que é isso.

Mawaru tem um clima incrível e uma trilha sonora de arrepiar. É uma série que me fez ficar preso até o último segundo atrás de respostas para as perguntas dadas… E ainda estou esperando. O fim da série é frustrante de tal forma que me deixou com um gosto azedo na boca e me questionar “Que porra foi essa?” A série mantém um clima de suspense até o fim, mas escolhe por utilizar metáforas e mais metáforas para não explicar nada e sair com um clima “avant-garde”. Poderia entrar em maiores detalhes, mas é difícil falar sem soltar spoilers, mas ainda assim, depois de tantos episódios sem nexo, eu queria ao menos um final que fizesse sentido, não tirando mais situações bizarras de dentro da cartola insana da Momoka.

1) Demon Lord Dante

Esse pra mim é o anime mais ofensivo que já vi. Não sou cristão, mas mesmo eu me sentia enojado assistindo pelo quão desrespeitoso era. A série é sobre Ryo, um jovem que descobre que é um demônio, o Dante, ele fica triste no começo, mas depois descobre que os demônios são bons e que Deus é que é mau, controlando o governo para acabar com os demônios e tomar o mundo. Dante se junta aos outros e ganha força, mas Deus destrói o mundo quase todo e usa de anjos para lutar. Um desses anjos é uma forma nova da irmã de Ryo, que ele sempre protegeu com unhas e dentes. Na luta, Ryo descobre que ele a protegia porque era apaixonado por ela, mas não pode haver amor entre um anjo e um demônio, mas Ryo manda um foda-se e vai atrás dela, que era o plano de Deus para fazer o mundo se destruir de vez, o que rola, mas Ryo e sua irmã acabam reencarnados em outro tempo como Adão e Eva, então Ryo pode comer sua irmã à vontade.

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Sobre Fred

I'm a very twisted person. Gosto de animes e mangás por boa parte da minha vida e comentar sobre isso é sempre um prazer... Desde que eu tenha algo útil pra falar. Afinal, Dirac já dizia: "Eu não começo uma frase sem saber como ela vai terminar". Sou também um quimicuzinho que sabe falar bobagem o suficiente pra parecer inteligente.

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