Passando o olho no Evangelion da JBC…

Como muitos de vocês já deveriam estar sabendo, o mangá de Evangelion voltou a ser publicado aqui no Brasil. A Editora Conrad havia paralisado o lançamento do mangá (e de todos os outros) em 2007 no volume 20. Três anos depois, a Editora JBC conseguiu os direitos de publicação do material e hoje chegou às bancas do eixo Rio-SP (não pude constatar o lançamento em outras regiões) o volume nº 21 de Neon Genesis Evangelion.

Um fato curioso é que para ter direito de lançar o material, a JBC foi obrigada pela editora japonesa Kadokawa Shoten a lançar o material seguindo o padrão de publicação da editora anterior. Ou seja, a JBC lançou EVA em formato meio-tankobon. Isso foi uma boa pedida para os colecionadores que querem uma coleção padronizada, mas foi um chute no saco dos leitores que não haviam comprado as edições da Conrad.

Porém não temam, a JBC já anunciou que assim que alcançar a publicação japonesa (o que não demora muito já que lá no Japão só saiu até o equivalente do nosso vol. 24), ela lançará o mangá do zero em formato tankobon seguindo o estilo dos outros mangás da editora.

Agora sem enrolação, hora de falar da edição em si.

O detalhe que mais chama a atenção na edição da JBC é o novo logo, bem melhor e mais fiel ao original que o logo genérico usado pela Conrad no passado. No resto da apresentação geral, as edições seguem o mesmo padrão de capa, mas o material da JBC é mais rígido que o da Conrad, apesar de ainda não ser a capa cartonada padrão da editora.

No interior, o estilo de diagramação continua basicamente o mesmo sem muita mudança. O que vai chamar a atenção mesmo é a qualidade do papel. Lembra o papel que a Conrad usava, mais branco, lembram? Mas ainda assim ele tem uma gramatura maior e uma qualidade melhor que o da Conrad.

Infelizmente, nem tudo são flores. Uma coisa boa da edição da Conrad eram as páginas coloridas que estão ausentes na edição da JBC. Uma dolorosa baixa. De pouco adianta melhorar o material da capa e do miolo se retiram as páginas coloridas que parecem cada vez mais distantes do mercado brasileiro como um todo.

Por fim, um comentário que ainda vale menção é que a tradutora Drik Sada continua sendo a responsável pela série, algo que muitos fãs temiam que fosse diferente, principalmente depois de alguns casos recentes envolvendo as traduções da JBC. O preço ficou em R$7,90, um real a mais do que o valor do último volume lançado pela Conrad.

No geral, a edição da JBC é muito boa e só peca na falta das páginas coloridas. Torço fortemente que no relançamento em formato original a editora resolva colocar tais páginas e agrade os velhos e novos fãs desse clássico. Vale lembrar que Neon Genesis Evangelion ainda está em publicação no Japão a um ritmo lentíssimo (quase um capítulo novo a cada lua) e que novos filmes estão sendo lançados recontando a história com algumas inovações.

Termino o post com uma imagem escaneada por mim da edição #21 da JBC ao lado da edição #18 da Conrad.

Sobre Diogo Prado

Tradutor, professor, host do Anikencast, apaixonado por quadrinhos, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

Você pode me achar no twitter em @didcart.

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