“No, Thank You!” ou “Comentando o Final de K-ON!!”

Nada mais de chá depois da escola, K-ON!! chegou ao fim e o que mais escutei das pessoas que não gostavam da série foi “acabou o anime em que não acontecia nada”.

Concordo plenamente. K-ON é o melhor anime sobre o nada já feito. De fato, nada acontece em K-ON. E quer saber ainda mais? K-ON é cheio de clichês também! Ainda sim, foi o anime que mais me agradou nesse ano e meio em que acompanhei a vida de Yui, Mio, Mugi, Ritsu, Azusa e de suas coadjuvantes.

Clichês fazem parte da vida. O mestre não necessariamente é aquele que está sempre criando algo novo, mas sim aquele que pega o que já existe e transforma em algo único e memorável. Cada personagem em K-ON teve sua personalidade trabalhada. Com a convivência “diária” nos aproximamos de tal maneira das personagens que com a proximidade do fim praticamente esquecemos a origem comica da série para chorar junto com a Azusa em frente à graduação eminente.

E a história, você me pergunta? Como foi a história? Eu respondo: Era para ter uma história? Era a história o foco de K-ON? Não, não era. O desenvolvimento das personagens e de suas relações era muito superior a isso. Um anime realista acima de tudo. Quando jovens, quantos sonhos nós temos… inúmeros… ser jogador de futebol, astronauta, astro do rock. Elas também tinham um, o Budokan. Com o tempo, no entanto, aquele sonho foi colocado em segundo plano como o motivo para elas terem começado essa amizade tão explorada no anime.

Amizade. Essa é a palavra que define K-ON. Não é música, não é moe, mas sim amizade, relacionamentos. É sobre isso que K-ON se construiu e sua semelhança com a realidade é que o fez crescer tanto e conquistar tantos fãs. É por isso que o fim desse incrível anime é um marco. Um triste marco, sem dúvida.

Vai demorar para outro anime ocupar o espaço conquistado por K-ON em mim. Um anime que me divertia e me emocionava. Um anime que deixará músicas marcadas na minha cabeça por muito tempo. “Cagayake! Girls”, “Don’t Say ‘Lazy'”, “Listen!”, “No, Thank You!”, “U&I”…

Nunca esquecerei dos doces e chás da Mugi acompanhados de sua personalidade espontânea e inocente.

Nunca esquecerei da Yui e sua ingenuidade cativante.

Nunca esquecerei da Mio e suas inúmeras fragilidades.

Nunca esquecerei da Ritsu e sua ferocidade amável.

Nunca esquecerei da Azusa e sua motivação inabalável.

Nunca esquecerei da Ui e sua maturidade infantil.

Nunca esquecerei da Nodoka e sua serenidade e paciência.

Nunca esquecerei da Sawako e sua paradoxal personalidade inspiradora.

Nunca esquecerei da primeira apresentação ao vivo. Azul e Branco.

Nunca esquecerei da última apresentação ao vivo. Camisetas.

Nunca esquecerei do primeiro acampamento de verão.

Nunca esquecerei do Ton-chan.

Nunca esquecerei dos chaveiros.

Nunca esquecerei do Festival de Verão.

Nunca esquecerei das meninas rodando e pulando ao som da segunda abertura da segunda temporada.

Resumindo, nunca esquecerei de K-ON.

NO, THANK YOU!

Sobre Diogo Prado

Tradutor, professor, host do Anikencast, apaixonado por quadrinhos, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

Você pode me achar no twitter em @didcart.

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