O que é o Genshiken?

Para começar essa série de posts, achei prudente explicar o que é o Genshiken. Não estou falando da obra Genshiken, mas sim do clube da fictícia Universidade Shiiou em Tóquio. O nome é uma abreviação para Gendai Shikaku Kenkyuukai que significa Sociedade para o Estudo da Cultura Visual Moderna. Basicamente um clube de nerds que tinha como intuito  trazer para um só lugar conteúdo de animes, mangás e video-games.

Porém, com o tempo, outros clubes passaram a fazer o mesmo, pois as diferenças entre essas áreas estavam diminuindo. O Genshiken acabou por se tornar um local onde os membros usavam para passar tempo e não mais se empenhavam em realizar atividades com seu objetivo inicial. Acabou se tornando um clube onde iam parar os nerds que não conseguiam se encaixar nos outros.

Apesar de sua história vanguardista, o Genshiken perdeu importância e respeito. Seus membros eram vistos como meros otakus preguiçosos que não faziam nada o dia inteiro. E de fato o era. Pelo menos até o ponto em que começa o mangá, na primavera de 2002 (as datas são referencias dentro da história e não do mundo real). Foi nesse ano que o Genshiken, antes composto por Harunobu Madarame, Souichiro Tanaka, Mitsunori Kugayama e o Presidente (o nome dele nunca foi revelado), recebeu três novos membros: Makoto Kousaka, Saki Kasukabe (até o momento só acompanhando o namorado Kousaka) e o personagem principal da série, Kanji Sasahara.

O mangá começa nesse ponto pois, além dele ser a entrada do protagonista no clube, foi a época em que o Genshiken começou a sofrer mudanças que afetariam a vida de todos aqueles otakus que estavam confortáveis com sua posição a par da própria sociedade otaku. O clube recuperaria uma identidade própria. Da mesma forma como antes os membros do clube tinham liberdade para escolher que mídia se dedicar e compartilhar com os colegas, o Genshiken agora seria mais que isso. Seria um lugar onde os membros poderiam discutir abertamente sobre seus hobbies. Sem preconceitos, sem imposições. Liberdade para serem o que são e não o que outros acham que eles devem ser.

Para falar como isso acontece temos que analisar muitos pontos dessa série que me agradou por ser uma história quase tangível. Quase uma extensão da realidade em que muitos de nós vivemos. Por isso, espero que vocês continuem a acompanhar essa série de posts que, repito, não será interessante só para leitores e fãs de Genshiken, mas para todo o fandom.

Até o próximo post.

Sobre Diogo Prado

Tradutor, professor, host do Anikencast, apaixonado por quadrinhos, apreciador de jogos eletrônicos e precoce entendedor de animação japonesa.

Você pode me achar no twitter em @didcart.

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