Primeiras Impressões – Animes de Janeiro 2017

Já dizia o velho otaku: ano novo, animes novos. Chegou o momento de destrinchar tudo sobre a nova temporada de animes que acaba de começar. O post será atualizado a medida que novos animes forem estreando. Chega mais!

[Pode conter SPOILER]


Kobayashi-san Chi no Maid Dragon


Episódios: 12
Estúdio: Kyoto Animation
Avaliação: ★ ★ ★ ★

Adoro Dragões, quando li sobre esse anime já me empolguei imaginando o que sairia dessa mistura das belas animações da Kyoto Animation, com essa história doida de um dragão que vira uma maid (empregada). E o resultado final, pelo menos nesse primeiro episódio, foi muito positivo.

Acertaram o timing cômico, a Kobayashi bêbada gritando com a Tooru no bar ficou hilário, e todas as cenas ficaram muito dinâmicas também. Eles não perdem tempo e emendam uma cena cômica atrás da outra, o que acho ótimo, muitas vezes animes de comédia pecam por querer se levar a sério demais e perdem tempo explicando coisas sem necessidade.

As protagonistas são um show a parte, como gostei das duas, elas possuem personalidades muito distintas e engraçadas. Não tem como não se divertir com a Tooru (o dragão) fazendo a sua maneira os afazeres domésticos, por exemplo.

O único porém, em animes eles sempre existem, foi a sexualização exagerada de algumas cenas. A história conseguiria se segurar só com a comédia, sem precisar desse tipo de artifício que os otakus mais safados tanto gostam. Mas nada que tire o mérito desse primeiro episódio, foi muito divertido acompanhar essas duas doidinhas.


Little Witch Academia


Episódios: 25
Estúdio: Trigger
Avaliação: ★ ★ ★ ★

Sou daqueles que acredita que os OVAs originais de Little Witch Academia já bastavam, inicialmente não era um dos mais ansiosos pela série de TV, mas conforme fui vendo as informações sobre o anime sendo divulgadas e a estreia iminente chegando, admito que fui atingido pelo raio do Hype. Não porque comecei a achar a continuação da franquia necessária, ela na verdade é algo bem básico (apesar de muito bem executado), mas porque faltam muitas vezes aos animes essas histórias mais providas de um encanto ingênuo, pueril e totalmente mágico. É o tipo de produção que faz bem ao mercado como um todo.

Agora deixando a expectativa de lado e indo para a realidade, o que tivemos no primeiro episódio foi uma mesma história sendo contada de maneira diferente. O estúdio optou por não continuar de onde os OVAs pararam, apesar de parecer não tê-los ignorado, para ampliar a base de fãs agora contando aquela mesma história com um nível de detalhes bem maior. Achei essa decisão acertada e tudo aquilo que os fãs gostaram nos OVAs está lá novamente, as personagens carismáticas, o mundo encantador e as incríveis cenas de ação muito bem animadas.

Talvez o ritmo desse primeiro episódio tenha sido lento em excesso, e entrado em detalhes desnecessários, mas no geral apresentou uma história muito divertida como era o esperado pelos fãs.


Piacevole


Episódios: 12
Estúdio: Zero-G
Avaliação: ★ ★ ★

Anime curtinho, 4 minutos por episódio, sobre uma estudante que está procurando emprego e acaba sendo contratada por um restaurante italiano no Japão. Dos animes curtos que assisti esse foi o mais interessante, os personagens divertem, a animação está bem aceitável e a ambientação do restaurante italiano ficou bem legal (da vontade de ir visitar).

A maioria das piadas são bem bobinhas, mais um anime que não faz você gargalhar de rir, mas que pode ser uma boa pedida na hora que quiser se distrair e tiver pouco tempo.


Hand Shakers


Episódios: 12
Estúdio: GoHands
Avaliação: ★

Que bomba! Hand Shakers consegue errar em praticamente todos os quesitos de uma animação. A começar pela história que é batida, onde jovens precisam lutar entre si e o vencedor terá seu desejo concedido por uma entidade misteriosa. E acredite, eles conseguem pegar essa premissa e piorar ela ainda mais, nesse caso são “casais” lutando entre si de mãos dadas e é esse segurar de mãos que concede os poderes para eles se enfrentarem!!!

Se não bastasse essa grandiosa história, toda a parte técnica do anime também é ruim. A animação tenta mesclar os personagens 2D com cenários em 3D (cheio de texturas arrancadas de fotografias) e o resultado é algo que não encaixa, os elementos destoam muito um do outro. A câmera pega ângulos bizarros e ainda insisti em ficar se movendo constantemente, irritando muito quem está assistindo. A trilha sonora é genérica e tenta empolgar até em momentos bobos, como nas cenas de fanservice.

Fujam desse anime, a produtora Go Hands errou feio, errou rude e olha que eles vinham de bons trabalhos no quesito técnico pelo menos. A experimentação foi levada muito a sério aqui e acabou resultando em algo abominável.


One Room


Episódios: 12
Estúdio: TYPHOON GRAPHICS
Avaliação:

Nem sei se considero isso um anime. Acontece que em One Room o protagonista da história somos nós espectadores!!! Essa ideia de criar um anime em primeira pessoa seria até interessante, caso existisse uma história ali, mas a função desse anime é puramente de fanservice, algo para quem gosta de ficar olhando menininhas em 2D.

O ponto alto é o design de personagens que está bem bonito e a animação que é boa também (até porque são episódios de 4 minutos). Recomendo para quem tem fetiche para esse tipo de coisa, eu prefiro passar longe!


ACCA 13-ku Kansatsu-ka


Episódios: 12
Estúdio: Madhouse
Avaliação: ★ ★ ★ ★

Adaptação de um mangá da cultuada autora Natsume Ono (Nigeru Otoko), com produção do popular estúdio Madhouse (Hunter x Hunter 2011) e direção do competente Shingo Natsume (One-Punch Man). Não preciso falar muito mais né, a expectativa por trás desse anime era bem alta e devo dizer que ela foi atingida.

Não foi um primeiro episódio de deixar ninguém boquiaberto, mas é evidente, que nesse caso a ideia não era essa. ACCA aposta na sutileza dos diálogos, as vezes até utilizando conversas em segundo plano, para nos apresentar um país ficcional chamado Dowa e o contexto político em que ele está situado. Não existe pressa em aprofundar o roteiro nesse primeiro momento, o foco é na apresentação daquele universo e suas particulares.

Os próprios personagens, como o protagonista Jean Otus, também utilizam bastante das sutilezas para evidenciar suas dualidades. Amei a construção dessa personagem, que parece dizer uma coisa, mas fazer outra. Todo o charme desse primeiro episódio está na tentativa do espectador tentar ler quem é aquela pessoa Jean Otus.

Some a isso uma linda construção de cenários e figurinos, todos muito elegantes, e uma trilha sonora arrasadora que me lembrou o esmero que o Shinichiro Watanabe (Cowboy Bebop) tinha com esse requisito em sua melhor fase. Sem dúvida uma anime para ficar de olho!


Chain Chronicle


Episódios: 12
Estúdio: Telecom Animation Film
Avaliação: ★ ★

Anime que teria potencial, se passa em um mundo medieval visualmente interessante, possui várias personagens com roupas e armas legais, tem lutas grandiosas, mas nesse começo acabou faltando duas coisas muito importantes: organização no roteiro e mais respostas.

Chain Chronicle já começa com uma grande guerra onde várias raças diferentes parecem ter se unido para enfrentar um grande vilão! O problema é que são tantos personagens que não dá entender o que está acontecendo e o por que de cada um deles estar lá! E o anime não tem a menor preocupação em explicar isso, sem contar que a motivação do grande vilão é nula, ele tá fazendo tudo aquilo porque achou legal!

É difícil terminar o episódio e ficar motivado para ver o próximo, foi uma mistureba de muita coisa e nem deixaram um gancho no final. Pode ser que nos próximos episódios eles comecem a dar mais respostas e a história se torne interessante, mas erraram muito em fazer um episódio inicial com tantos personagens e poucas explicações.


Fate/Grand Order


Episódios: 1
Estúdio: Lay-duce
Avaliação: ★

Como eu me decepcionei com isso em diversos níveis. Primeiro por achar que seria um anime com vários episódios e não só um especial para divulgação de um game. Segundo por esperar algo como os últimos Fates da Ufotable, onde além de visual, tínhamos ótimas narrativas. Mas só encontrei uma grande sequência, de 1 hora de duração, de lutas onde pouco é explicado e o que é explicado faz pouco sentido (talvez para quem tenha jogado o game seja mais interessante, mas acho difícil).

O design dos personagens é genérico, lembra bastante personagens dos outros Fate, a animação é bem mediana (apesar de uma das lutas ter ficado legal – a do Archer vs Caster) e a trilha sonora é esquecível. Sério, a não ser que você não conheça nada de Fate ou tenha jogado o game fuja, desse anime. Você vai dispersar muito tempo para receber pouca coisa em troca.


Demi-chan wa Kataritai


Episódios: não divulgado
Estúdio: Aniplex
Avaliação: ★★★★

Tá ai um anime que eu não esperava nada e o primeiro episódio acabou me surpreendendo muito! Tão bom quando isso acontece! Em Demi-chan acompanhamos o dia a dia de um professor de biologia ginasial e suas alunas meio-humanas (demis). Ele sempre teve curiosidade em entrevistar esses seres, que no universo do anime parecem ser comuns, para conhecer melhor suas particularidades.

A relação do professor com as alunas é o grande ponto alto desse primeiro episódio, todas as interações entre eles são bem legais e mostram bastante cumplicidade. As personagens tiveram suas personalidades bem exploradas, mesmo que rapidamente, e já é possível se afeiçoar a cada uma delas, principalmente com o professor.

O que também ajuda nesse clima todo divertido do anime é o design das personagens e o trabalho dos animadores em torná-las cheias de vida e com muitas nuances de expressões (temos muitos closes nesse primeiro episódio). A comédia não é de fazer você gargalhar de rir, mas, sem dúvida, ao terminar de assistir surge aquela sensação de ter visto algo bom e animador.

Meu único receio foram com algumas piadas de cunho sexual, espero que o anime não acabe tendendo ao que poderia ser um “harém moe”, tem qualidades ali para mais que isso.


Youjo Senki

animes
Episódios: não divulgado
Estúdio: Studio NuT
Avaliação:  ★ ★ ★

Gostei! O primeiro episódio funciona bem em termos narrativos, consegue prender a atenção do espectador. A história já começa em meio a uma grande guerra, os lados envolvidos são apresentados, os personagens relevantes também (apesar de não aprofundados ainda) e já temos muita ação e explosões. Souberam vender o peixe da série muito bem, me senti preso querendo entender o que estava acontecendo, algo pouco comum para um primeiro episódio de anime.

A personalidade da protagonista Tanya Degurechaff foi outro ponto alto, só espero que eles tenham uma explicação para alguém tão jovem já ocupar patente tão alta, o final do episódio dá a entender que teremos respostas para isso pelo menos. O final, por sinal, foi bem impactante e mostrou que a protagonista mirim não é “gente fina” não.

Foi uma boa surpresa também ver como integraram armas de guerra convencionais e magias de maneira bem interessante, algo que eu esperava em Izetta na temporada passada e acabou não acontecendo.

A parte técnica do anime também se mostrou promissora, um design de personagens e cenários interessantes, uma animação fluida, alguns efeitos bacanas e uma trilha sonora bem empolgante. Apontado o que vi de positivo, ressalto que é importante a partir do episódio dois eles entrarem mais a fundo na história e nos personagens. Tudo ficou bem raso e serviu apenas como chamariz para empolgar quem assistiu, se ficar nisso ou se o desenvolvimento disso for fraco, dificilmente a série se sustentará.


Fuuka


Episódios: 12
Estúdio: Diomedea
Avaliação:  ★

Romance a moda otaku, só isso pode definir Fuuka. Ele quer ser um romance sério e até bonitinho, mas acaba esbarrando no fanservice tendencioso e sem sentido. O primeiro episódio apresenta os protagonistas Yuu, um garoto viciado em ficar no twitter, e Fuuka, uma menina que não liga tanto para tecnologia e que possui uma grande paixão pela música.

Como em vários romances clichês os personagens se conhecem por um inconveniente envolvendo os dois, não se gostam de cara, mas depois acabam se aproximando. Aqui temos tudo isso com o detalhe que uma terceira personagem entra na história para bagunçar tudo, a amiga de infância de Yuu que se tornou uma Idol famosa.

Cara de novela mexicana né? Mas pra piorar o anime cria plots bobos, como o desencontro dos dois pombinhos, Yuu e Fuuka, na frente da famosa estátua do Hachiko (sério a cena é bem boba, parece trapalhões) onde marcaram de se encontrar para ir assistir a um filme.

E ainda apela muuuito para o fanservice, o protagonista mora com as 3 irmãs e elas vivem de calcinha pela casa, não conhecem a palavra roupa. O único ponto que gostei no anime foi o desenvolvimento da personalidade da Fuuka, que começa meio birrenta, mas depois você percebe que ela é uma menina bem legal. E o design de personagens que particularmente achei muito bonito e até refinado.


Masamune-kun no Revenge


Episódios: 12
Estúdio: Silver Link
Avaliação:  ★ ★ ★

Fui surpreendido por esse anime, estava esperando nada e acabei recebendo em troca uma boa comédia escolar. A história foca na vida do jovem Masamune Makabe, um ex-gordinho que acredita que tudo pode ser conquistado através da beleza e da popularidade, em sua busca por vingança contra a menina que fez bullying com ele na infância. Não vou negar que o anime possui diversos clichês, seja na história ou também nos vários esteriótipos dos personagens.

Mas ao mesmo tempo apresenta algumas coisas que poucas vezes vi em animes desse tipo como, o protagonista popular, ex-gordinho e a falta do harém (pelo menos inicialmente). O que precisa ser melhor apresentado ainda é a personagem da Aki Adagaki (a menina que praticou o bullying), inicialmente ela me parece bem inconveniente e irritante, o que não acho que funciona muito para uma protagonista.

Possui um pouco de fanservice também, mas bem leve e que é superado pelas boas cenas cômicas, principalmente quando mostram o personagem na infância. A direção é assertiva, apresentando aos poucos as motivações do personagem e dando um desfecho bem interessante ao primeiro episódio.

A animação é mediana, assim como o design dos personagens e a trilha sonora, algo já esperado para animes de comédia escolar. Se o final não caindo naquela de sempre, dele desistir da vingança e ficar com a menina, já seria bem bacana. Mas acho difícil!


Seiren


Episódios: 12
Estúdio: Gokumi
Avaliação:  ★★

Mais um anime escolar! Ao final da abertura, com mulheres seminuas sem motivo, eu já poderia ter parado de assistir. Ao insistir acabei não encontrando nada de muito interessante, o anime até possui bastante naturalidade nas falas (realmente parecem jovens falando de casualidades), algo incomum para animes, mas fica só nisso. Nem o visual das personagens ou a trilha sonora empolgam.

A história mostra o dia a dia do protagonista Shouichi Kamita (sem personalidade alguma) e das 3 garotas que ele acaba se aproximando, todas com personalidades bem distintas. A cada 4 episódios ele vai terminar envolvido com uma dessas garotas, tudo se passando em uma realidade alternativa!!!

O problema disso é que pouca coisa acontece nesse episódio além de conversas superficiais e encanações de jovens em período de escolhas para futuro. Difícil ficar motivado em voltar a assistir assim, o episódio precisaria ter sido mais interessante, explorado melhor as personagens e suas motivações de vida.


Ao no Exorcist: Kyoto Fujouou-hen


Episódios: 12
Estúdio: A1-Pictures
Avaliação:  ★ ★ ★

Primeiro episódio bem paradão, introduzindo um novo arco e por enquanto sem grandes acontecimentos. Achei interessante esse foco mais na tensão entre o protagonista e os outros personagens, que agora temem o que ele pode vir a se tornar. Mas não deixa de ser um clichê de shonen onde o protagonista é acusado de algo e depois precisa mostrar o seu valor para todo mundo voltar a gostar dele. Mas de clichês os animes estão cheios e o importante é serem bem utilizados, o que nesse caso achei que foi.

Tive a impressão que a animação não está boa como na primeira temporada, mas pode ser só impressão, até porque não lembro direito do primeiro anime. Acredito que esse arco deva ser mais fiel ao mangá, que eu não li, e ignorar alguns acontecimentos do primeiro anime (se eu estiver errado me corrijam, por favor). No geral foi um começo promissor e é legal voltar a esse mundo dos exorcistas, espero que o anime tenha vida-longa e próspera.


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Sobre Wagner

Wagner é o manda chuva do Troca Equivalente. Formando em algo sem relação alguma com o universo dos animes e mangás, está sempre por aqui dando seus pitacos. Pelo nome do blog já dá para imaginar qual é o seu mangá/anime favorito.

Já dizia o velho otaku: ano novo, animes novos. Chegou o […]

  • Paulo Thesis

    Hand Shakers eu já sabia que ia ser bem ruim, mas não imaginava que seria tanto, nem cheguei a baixar.

    O chato do clichê de Ao é que os caras tem medo dele, até resolverem peitar lá no trem. “O cara é o filho do satã, então vou bater de frente com ele! Nossa, como eu sou esperto.”… E fica meio dificil ignorar o fato lá do irmão dele no fim da 1ª season, vão ter de forçar o público que assistiu, e espero que saia algo bom.

  • Gigi

    Adorei suas primeiras impressões, já sei que preciso fugir de alguns…
    Só precisa colocar mais animes, tem impressões de poucos ainda!

    • trocaequivalent

      Vamos aumentando conforme forem sendo lançados os animes e nós assistirmos.

  • Kimaris

    Seiren é bem ZZzZzz. Esse primeiro episódio definitivamente não mostrou a que veio. Não apresentou nenhum plot Inicial ou algum conflito interessante para ser atrativo, é um episódio looongo sem meio e fim, apenas começo. O anime é o extremo da monotonia e do tedioso, que parece andar em círculos, as coisas acontecem e só. Não achei ruim, só é chato com uma animação bonita.

    Fuuka é legal. Tem uma trilha boa e envolvente, a animação é bonitinha. Os personagens em si de primeira vista são bem ok, nada demais, porém eles têm alguns bons momentos que podem dar início à uma comédia romântica bem bacana. Há uns momentos aleatórios e desnecessários de fanservice, sou do ponto que fanservice pode ser bem utilizado e inserido de forma “natural”, mas aqui é beeem randômico e chato. Fuuka parece que vai conquistar muito a galera interessada em romance

    Demi-chan wa Kataritai é… Apaixonante. Pela sinopse eu pensei: ou esse anime será um fanservice absurdo ou extremamente “sério”. E ele foi pra um lado totalmente diferente e agradável. Com personagens carismáticas e bem diversos e precisamente estabelecidos, ele conquista pelo descompromisso e pelo ar reconfortante e cativante. O humor é bem colocado brincando com estereótipos, com piadas boas e leves. A animação é bonita e abusa dos tons agradáveis e acolhedores
    acolhedores. O anime tem um bom passing, passa e você nem percebe o tempo, tudo indo bem agradavelmente. É um anime pra rir, apreciar o tom leve e agradável e talvez esperar algumas discussões interessantes sobre os demis.

    O primeiro episódio de Ao no Exorcist: Kyoto Fujouou-hen é meio estranho… A dinâmica do plot principal vir de uma missão simples de exorcismo faz sentido e é interessante já que, afinal, é isso que eles fazem e faz sentido o plot principal vir disso. É interessante a tensão entre os personagens. Porém há incongruências na tentativa do episódio ter alguma unidade e um começo, meio e fim. Um personagem do nada, sem contexto, sem desenvolvimento fala de seu conflito, passado e conclusão de seu passado APENAS pra ser contaponto (feito de forma tensa e abrupta) pro Yukio. Os diálogos as vezes parecem surgir do nada, e no fim o epi parece fingir que concluiu alguma coisa.

    • trocaequivalent

      Sim Seiren é puro sono e sei não se Fuuka vai pegar essa galera que gosta de romance, achei bem fraco o romance.

      Demi-chan tem muito potencial, espero que os próximos episódios não botem tudo a perder!!!

      Vlw pelo comentário. ^^