Review – Final Fantasy XIII

Final Fantasy XIII foi lançado inicialmente para Xbox 360 e Playstation 3 em Dezembro de 2009, com a grande expectativa de apresentar um novo universo, chamado Fabula Nova Crystallis, que seria explorado em vários jogos. Recentemente o jogo ganhou uma versão para PC, via Steam, o que reacendeu um grande tema: O que deu errado como esse jogo?


Antes de falar sobre qualquer aspecto, FF XIII é apenas a primeira parte de um enredo. Existem mais dois jogos, Final Fantasy XIII-2, lançado em 2012 e Lighting Returns Final Fantasy XIII, lançado em 2014, que, além de complementarem e se aprofundarem no roteiro, melhoram algumas mecânicas que estavam claramente mal acabadas no primeiro jogo. Infelizmente não tive a oportunidade de jogar estes episódios, e explicarei o motivo para vocês a seguir.

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O meu trauma foi tamanho, que me impediu de qualquer motivação para comprar suas continuações. Toda a minha experiência com o jogo lançado em 2009 foi tão frustrante, cansativa e muito decepcionante. Não é a toa que esse é um dos jogos mais negativados na Steam.

FF13-02Começando pela história, que naturalmente é confusa: Seres Fal’Cie marcam pessoas para cumprirem um objetivo em um período de tempo. Essas pessoas, conhecidas como I’Cie, não sabem qual o seu objetivo, só sabem que possuem um prazo para cumpri-lo, e se não conseguirem, se transformarão em monstros chamados Cieth. Sem motivo aparente, os I’Cie possuem o poder de invocar Eidolons (Os famosos Odin, Shiva, Bahamut, Alexander, Brinhildr e Hecatoncheir), que na prática, só servem de bônus durante as lutas, não há dificuldade alguma que exija a ajuda deles.

FF13-05Conduzida a trama de forma confusa, as cut-scenes não conseguem explicar de fato quais os objetivos de cada personagem, até porque, eles mesmos não sabem quais suas tarefas, então, eles improvisam, tentando adivinhar se estão no caminho certo. Quando aparentemente estão no rumo certo de sua campanha, o jogo acaba deixando mais dúvidas do que respostas.

Deixando o roteiro de lado, havia um enorme abismo de diferença e inconsistências com os gráficos do jogo. Não estou comparando as Cut-scenes com os gráficos do gameplay, era muito comum encontrar várias deformações aleatórias na modelagem dos personagens durante a partida (principalmente a lightning), além de paredes invisíveis, texturas de baixa qualidade e bugs nos companheiros de equipe (que te seguiam durante a exploração do mapa).

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E por falar em mapa, esse foi outro ponto muito criticado por todos. O jogo possui 13 capítulos recheados de cut-scenes. E quando digo isso quero dizer vídeos de 10 a 20 minutos em intervalos de pouco gameplay. Chegou ao ponto de eu controlar o Snow só para dar alguns passos, em linha reta, só para assistir o próximo vídeo. Somando a isso, o design pobre dos mapas desestimulam a exploração dele. Explico: dos 13 capítulos, 10 são feitos de corredores. Sim, corredores, com poucas variações de caminhos, quase nenhum puzzle e pouca variedade de inimigos. Só a partir do capítulo 11 o mapa é aberto e livre para a exploração. O que é decepcionante, pois você está próximo do final, e se quiser aproveitar mais, será preciso enrolar bastante desse ponto em diante.

FF13-03Ok Kaneda, e as lutas? E a mecânica do jogo, compensa? Não! Infelizmente não. Digo isso, não pelo fato das mecânicas serem ruins, o sistema é ótimo. O problema se encontram nos inimigos. Todas as batalhas funcionam da mesma forma: Você usa algumas magias que miram no ponto fraco, até ele ficar vulnerável. Quando isso acontece, você parte pra porrada até matá-lo. O mais esquisito disso é que, ele estando vulnerável, as magias, que são o ponto fraco dele, deveriam continuar funcionando, mas irão tirar menos HP do que os danos físicos. O que não faz sentido, sendo que estou atacando diretamente a fraqueza dele. Ou seja, o jogo te obriga a fazer essa rotina de: enfraquecer com magia, finalizar com dano físico.

FF13-08Uma vez entendido isso, todo o resto é descartável. Invocações? Só se for para assistir a linda animação do golpe. Estratégia de time? Não precisa. Dá para usar um personagem que seja forte em magia e mais dois em dano físico. Itens, Armas e Equipamentos fortes? Só se você quiser, pois eu não procurei melhorar nenhum equipamento e consegui terminar numa boa. Todos esses elementos, que normalmente são o foco dos RPGs, foram sacrificados em prol de se contar uma história.

FF13-04Me parece que os produtores ficaram com medo de que o sistema de luta fosse ficar confuso e voltaram atrás com algumas decisões. O sistema de profissões (paradigmas), que determinam o conjunto de skills que cada personagem irá usar, não é devidamente utilizado. A possibilidade de alternar sua função dentro da batalha de acordo com a sua profissão (sendo que cada paradigma define se você será um tanker, healer, mago, etc),  seria ótimo em lutas mais complexas, mas, conforme descrevi acima, o jogo te obriga a se manter na rotina, o que simplifica tudo. Fora a existência do botão AUTO BATTLE, que controla TODOS do time, reduzindo o papel do jogador para expectador.

FF13-07Final Fantasy XIII tinha todos os elementos de um grande jogo, um novo universo, uma nova mecânica, uma nova geração (lembrando que ele foi o primeiro para o PS3 e Xbox 360), mas que foi visivelmente reduzido, seja qual for o seu motivo. Os dois outros jogos que completam essa saga podem melhorar muito o nome e a franquia de FF XIII? Sim, pode, mas mesmo como uma porta de entrada, este jogo não funciona.

Nossa Avaliação
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  • José Verissimo

    Nossa, sério que conseguiu terminar o jogo desse jeito?
    Eu concordo que o sistema de batalha foi provavelmente simplificado em relação ao que deveria com o auto-battle, mas ainda assim, “dá pra usar um personagem forte em magia e dois em dano físico” é muito exagero. Mesmo quando utilizado o auto-battle, eu tinha que ficar trocando constantemente os paradigmas, senão, seria simplesmente impossível sobreviver a um chefe ou mesmo alguns inimigos genéricos do meio para frente no jogo. Acho que em muitos casos ocorre realmente o fator estranho que comentou sobre o ponto fraco com um elemento de magia, mas em muitos outros faz sentido, pois tu utiliza magia para quebrar um escudo, carapaça ou algo do gênero e a partir disso torna o inimigo vulnerável.
    Quanto a história, acho complexa devido aos incontáveis elementos utilizados para a construção do mundo e que de fato não são explicados com muita clareza. Existem algumas diferentes “gradações” no panteão de divindades, quase que planetas diferentes, instituições diversas etc… Eu diria que todo o mundo é bem construído mas não tão bem apresentado. O jogo até te mostra tudo que precisa saber, mas às vezes eu acabava esquecendo de alguma coisa que vi e lembrava ao pesquisar numa wikia da vida. A história em si não é tão complexa, conta com alguns personagens bem construídos, outros mais ou menos, outros bem ruins… Pontos negativos que concordo inteiramente: Os mapas-corredor na maior parte do jogo e o que pareceu uma má edição final do jogo com meia dúzia de cenas onde ocorrem o que citou sobre assistir uma cut-scene, caminhar cinco passos e cair em outra.
    Joguei a versão de PS3, não percebi deformações da Lightning ou bugs nos coadjuvantes, mas a utilização de parede invisível é realmente bem incômoda, fora aquele sistema de “você pode saltar apenas nesses pontos onde há rodamoinhos brilhantes, mesmo que o obstáculo ao lado seja até menor”.
    Os jogos seguintes melhoram MUITO todos os elementos defeituosos do primeiro. E acrescentam outros níveis de complexidade para o mundo, com viagens no tempo, fim do mundo e divindades de um panteão superior ao observado no primeiro, entre outras coisas.

    • Danilo Kaneda

      Então, só esclarecendo alguns pontos do texto. Não, eu não zerei usando o autobattle ou só usando a tática descrita acima. Existiram sim, batalhar um pouco complexas, mas a grande maioria não era necessário trocar de profissões o tempo todo. Só citei a existência do auto-battle, que pra mim, nem deveria existir no jogo.

      O roteiro pode ser entendido? Sim pode, mas é muito mal dirigido e explicado durante o jogo, o que torna tudo massante e cansativo durante o jogo.

      Eu gostei do jogo, mas esses defeitos se sobressaíram sob as qualidades do jogo, infelizmente.

  • Emerson Torres

    os mapas sao fracos mesmo mais comparada aos jogos de hoje em 2009 era fodao principalmente os Cut-scenes para min so de ver elas eu nem pensava em procura erros nos mapas a imaginação preenchia o resto jóquei ele 2 vezes e nao vir esses erros ai nem achei os mapas fracos. sim as lutas si torna repetitivas de mais por isso não jogue varias horas direto, e o roteiro e complicado de mais voce so vai entende completamente quando joga XIII 2 ( bom quem tem um poco de celebro vai ), nao e como o tales xilia q cada um e cada um e um continua o outro. (O Lighting Returns e fancervese ) nao tem muito RPG nesse jogo fora isso como um anime vendo os 2 juntos da um anime massa um jogo bom no máximo, mais vale a pena de mais pela franquia pelas cenas e e pelo jogo

    • Danilo Kaneda

      Como eu disse no comentário abaixo, o roteiro pode ser entendido? Sim pode, mas é muito mal dirigido e explicado durante o jogo, o que torna tudo massante e cansativo durante o jogo.