Review – Child of Light

Yo, pessoas!

Podem me chamar de Yuzurity, sou novo aqui no ta jogando oque? e graças ao Kaneda pude fazer parte deste site maravilhoso do Genkidama! Espero contribuir com os meus posts e trazer muito conteúdo informativo para vocês.  Que tal começar com a review de Child of Light, um RPG de Turno com muita personalidade e excelência na simplicidade das mecânicas em que se propõe.

Child of Light é um jogo onde é fácil voltarmos para nossa infância de contos de fadas, sobre princesas, criaturas mágicas, fantasias, mundos fantásticos e é claro, Dragões!!! Juro que qualquer amante de fantasia e principalmente RPG irá amar a estória da pequena Aurora em sua aventura para salvar Lemuria.

Tudo começa em 1895 em uma região na Áustria governada por um duque, mas que na véspera da Páscoa, a princesa chega a falecer. Estranhamente, ela acorda em uma terra desconhecida, assim como em um conto de fadas, e descobre que este seria Lemuria, o reino perdido. Para trazer a paz de volta ao reino, ela deve recuperar o Sol, a Lua e as Estrelas que foram roubadas pela rainha da noite (ou Umbra). Monstros começaram a aparecer por todo reino, e é agora que começa a aventura da pequena Aurora, que deve encontrar o seu pai e conquistar a paz para o reino de Lemuria.

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Um do pontos que merecem mais destaque é a exploração. Não tem como não se encantar por Child of Light, tanto com a sua beleza, como na variedade de seus ambientes, que são extremamente coloridos. Isso incentiva a exploração pelo mapa, digo, quem não ficou vagando por ai só pra apreciar os cenários lindos do jogo? (eu fiquei!rsrrs). Ainda mais quando voamos pelos céus com a princesa Aurora,  observamos a leveza de como o cabelo dela se mexe, como é fluida a maneira como se movimenta, quase poético, isso torna o jogo tão vivo, tão rico em detalhes, que você não consegue pensar em mais nada além de aproveitar os momentos em que o jogo proporciona.

Nos mapas poderão encontrar baús com itens para serem usados nas batalhas, ou para crafitar (as pedras preciosas chamadas Oculi), que poderão ser equipadas em seus personagens para darem diversos status, como resistência a fogo, gelo, aumento de XP, aumento de velocidade, entre outros. Ou seja, é importantíssimo ficar atento aos baús dos mapas, pois as Pedras Oculi são escassas. Além disso, explorar os céus, principalmente em lugares altos, você encontrará as confissões, que são papéis com confissões escritas de diversos personagens, enriquecendo ainda mais o enredo do jogo. No total são 16 que estão espalhadas no reino de Lemuria.

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Falando um pouco do sistema de craft, ele funciona da seguinte forma: como podem ver na imagem acima, precisamos de 3 Oculis para criar uma nova Oculi aprimorado. Não tem mistério algum, você bota os Oculis que deseja fundir e criar um novo, mas o interessante, e o diferencial, são os diversos efeitos que o mesmo Oculi possa dar, dependendo do Slot em que você o equipe. Existem no total 3 slots para cada personagem: o ataque, a defesa e o amuleto ou item magico, ( ou sei lá como chame esse treco, rsrs). Tanto no ataque como na defesa, os efeitos tem suas similaridades, um é usado para aumentar o dano e o outro fortalece a defesa, mas vamos supor que você equipe um Oculi para aumentar o ataque de fogo em +15%, e um Oculi para aumentar a defesa de água em +15%, dependendo do elemento que o inimigo for, você pode ter tanto vantagem como desvantagem, por isso o segredo para dominar esse sistema e encontrar o equilíbrio perfeito entre os 3 slots de maneira que considere o elemento do inimigo. Agora em relação ao amuleto, ele funciona mais como buff,  como por exemplo, para aumentar o HP em +25 ou o MP em +15 ou até diminuir o tempo de Cast, mas isso varia de qual pedra você equipe.

Ao decorrer do jogo nós observamos de perto todo o amadurecimento da pequena Aurora, onde ela se transforma de uma pequena garotinha mimada, chorona, que só se preocupa em encontrar seu pai, para uma mulher destemida e corajosa cheia de responsabilidades a cumprir. Devo admitir que neste ponto do jogo eu me senti como a Aurora, sabe, como uma garotinha sozinha que acorda em um mundo desconhecido, qualquer um é pego pela inocência do jogo, mas também pelo seu aprofundamento em sua simplicidade. O jogo aborda uma questão um tanto intrigante, que quando pequenos, queremos crescer logo e fazer coisas de gente grande, mas com o amadurecimento, responsabilidades são postas e no caso da Aurora, salvar o seu reino. Não sei vocês, mas vê-la crescer foi quase uma terapia de reflexão para mim, voltando aos tempos de criança, deveria ser mais paciente e não querer ficar grande logo, gostei dessa experiência.

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Em Child of Light nós conhecemos diversos aliados que irão nos ajudar na batalhas, onde cada um tem uma habilidade e um background, com direito até a missões extras para cada um. Logo no inicio do game conhecemos Igniculus, um vagalume que aguarda Aurora. A partir deste momento, começamos a controlá-lo com o analógico direito. Ele pode até parecer inútil, mas Igniculus tem diversas funções, como iluminar o caminho em lugares escuros, cegar os inimigos para ataques surpresa ou evitar combates desnecessários, atrasá-los durante as batalhas, mas na minha opinião, ele tem destaque principal quando estamos resolvendo puzzles.

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Os puzzles foram uma diversão a parte que o jogo me proporcionou. Em questão de dificuldades, não teve muitos desafios com exceção do último, no entanto ele soube ser criativo e divertir para o jogador com sua simplicidade. Ocorrerão horas durante o gameplay onde se deve abrir uma porta X e para isso deve-se resolver um puzzle Y. Todos tem o mesmo conceito, mas diferentes em sua execução. Você usa Igniculus para iluminar, e com a luz que ele gera, é possível refletir no símbolo correspondente para seguir caminho, mas vale a pena ressaltar que tem horas onde não necessariamente se precisa de Igniculus para resolve-los, é totalmente possível resolver os menos complexos com a pequena Aurora. Seja empurrando caixas de madeira, puxando alavancas, eu diria até que, tanto Aurora como Igniculus devem trabalhar juntos para resolve-los, mas este aspecto do jogo tem um destaque maior no modo multiplayer, onde tem um feeling verdadeiro de trabalho em equipe.

battle O gameplay funciona da seguinte forma, como podem ver na imagem acima, existe uma barra na parte inferior, separada em wait (a parte verde) e cast (a parte vermelha). Em wait, é o tempo que precisa esperar para chegar em cast,  que você irá fazer o comando que será executado no final da barra de cast, seja para atacar, usar itens ou defender. Para cada comando, tem aqueles que demoram mais que os outros, fazendo com que o inimigo acabe atacando antes de você. Nesse caso, tem duas coisas que podem acontecer: seu ataque será cancelado, e você voltará para o wait, ou você poderá usar Igniculus para atrasar o inimigo e atacar. De uma forma ou de outra, foi um sistema que me agradou bastante, mas acho que a estratégia só engrena, e mostra o seu potencial, nas batalhas contra os chefes, onde é necessário a troca de aliados por uma habilidade que vá te ajudar, como curar aliados com pouco HP ou usar buffs para agilizar seus ataques ou fortalece-lo. Lembrando que para aqueles que buscam desafio, é melhor começar no hard mesmo sem preocupação. Child of Light é um jogo fácil, mas isso se deve por sua estória inocente. Felizmente no NG+ o jogo já tem mais desafio, na verdade para os que se interessarem a desfiar o NG+, eu aconselho se preparar antes, porque não é tão fácil assim não!

e39c4d30f68447e5580cab03edd9d025Os membros da nossa party : Aurora, Finn, Robert, Norah, Óengus ,Gen, Tristis, Rubella e o Golen (DLC).

Child of Light OST – Boss Battle Theme 2 (With Chorus)

Certo, ja falei da estória e como as batalhas funcionam, então vamos falar um pouco da trilha sonora, composta pela maravilhosa coeur de pirate. Não tem como não se apaixonar com o que ela fez pelo jogo, onde conseguiu por ritmo, melodia, energia e sensação de movimento em Child of Light, assim como comentei sobre a exploração, onde os ambientes dão vida ao jogo, eu diria que Coeur de Pirate dá alma, ainda mais nas batalhas contra os chefes que ficam épicas, tanto pela empolgação como pela exaltação das músicas.

Queria destacar um pouco a Caroline Dhavernas, que narrou todos os versos do jogo com tamanha maestria, que me fez recordar da minha infância, onde dormia na cama com minha avó lendo estórias para eu dormir. O que ela trouxe a mais para o jogo? Bem, como devem saber, Child of Light é um jogo mudo, que funciona através de dialetos antigos, o que me lembrou muito de Ocarina of time, que da mesma forma os usa, mas enfim, a única voz que ouvimos no jogo é da Caroline Dhavernas, fazendo uma harmonia perfeita com um conto de fadas jogável, de uma pintura viva ou de um poema animado, ou seja lá o que preferirem chamar. Este game não falha em nada, sempre se superando ao decorrer do tempo.

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Antes de terminar, eu queria contar um fato: quando estava pesquisando sobre Lemuria, pensa-se que o escritor inventou esse nome, pois ele parece ser tirado de um conto de fadas, certo? Errado! Lemuria de fato existiu, ele foi como os reinos de Atlântida e Mu, se perderam para sempre por conta de desastres geográficos, o que acaba com uma certa relação com a estória do jogo.

Bem acho que ja falei demais, porém, futuramente planejo voltar a falar de Child of Light para debater a estória por inteira, seus personagens, tramas, etc. Ou seja Spoilers!!!

Resumindo, Child of Light vale muito a pena Jogar, seja pelos personagens, pela estória, mas eu diria que, pela forma com que o jogo consegue ser tão vivo, com a evolução e amadurecimento da pequena Aurora, que apesar de sua inocência, pode ser considerada forte no contexto apresentado. Este jogo não é apenas uma obra de arte, mas sim uma terapia relaxante.

Nossa Avaliação
Avaliação dos leitores
[Total: 0 Média: 0]
  • Jussara Gonzo

    O jogo é lindo, mas achei curto demais – a parte em que ela cresce passa muito rápido

    • yuzurity

      isso e verdade, o que me deixou triste principalmente e o fato do cabelo se mover mais livremente quando Aurora e pequena!

  • Elder Pereira

    eu achei o jogo ..sei la…muito massa…a começar pela narração da luiza caspary..cara a voz dessa garota é linda demais. e os textos como se fossem poesia. os cenarios fantasiosos. é realmente incrivel. e nao é atoa que é chamado de obra de arte.

    • yuzurity

      pois e, em nenhum momento vc se sente frustrado ou nada, da pra jogar de maneira relaxante e aproveitar toda a storia de Aurora!!

      • Elder Pereira

        bom de maneira relaxante pra mim nem tanto kkkk pq achei umas partes tensas…e levei alguns sustos, com aquelas estatuas de bode kk.

        • yuzurity

          Serio mesmo?? pra mim não teve nada demais!

          • Elder Pereira

            serio. na verdade ainda to jogando.
            sempre fui meio medroso pra essas coisas.

          • yuzurity

            Tipo o jogo tem seus momentos tensos, ao decorrer dele mas nada realmente chocante, eu diria revelador mas nada pesado!!, mas isso vai de cada um mesmo.