Fala, Otaku! 01

Yo!

O primeiro hang out que fizemos durante o feriado rendeu muitos comentários e um monte de gente assinando o meu canal pessoal do Youtube, onde improvisamos a coisa. Foram mais de 5 mil acessos até aqui! Agora vamos oficializar a coisa. Começa aqui o Fala, Otaku, mais que um podcast de anime, uma mesa redonda otaku discutindo os assuntos mais pertinentes para você. Ou não. Continue lendo

Yo! O primeiro hang out que fizemos durante o feriado […]

Deus está no céu, está tudo bem com o mundo (menos para os otakus)

Que eu me lembre, a primeira vez que eu me interessei loucamente por uma animação japonesa foi em 1989, com Zillion, mas na época eu nem sabia que vinha do Japão e muito menos o que era anime. Provavelmente, a primeira vez em que me interessei por uma série foi com Cavaleiros do Zodíaco, em 1994, tendo descoberto inteiramente por acaso o terceiro episódio da série, ainda na primeira exibição.

Como já se vão aí quase 20 anos, é engraçado ler várias das reclamações dos otakus de hoje e perceber como são sem fundamento ou baseadas em reclamações que foram simplesmente se perpetuando ao longo dos anos. “Não temos uma cultura de mangás/animes no Brasil”, “Não há mercado”, “não respeitam nosso gosto”, “anime/mangá nunca vai pegar no Brasil” e por aí vai. Pessoalmente, me irrito quando vejo esse tipo de comentário.

A “otakusfera” consegue até mesmo reclamar de duas coisas distintas e excludentes ao mesmo tempo: de que não temos lançamentos bons na banca e de que não é possível comprar tudo porque as editoras não param de lançar mangás. Como, eu pergunto, COMO essas duas reclamações podem existir ao mesmo tempo? 😛

Há 20 anos atrás, a não ser que você morasse nas capitais de São Paulo e Rio de Janeiro, obter uma fita VHS com duas horas de anime era um parto, você tinha que conseguir um catálogo de um fansub (que podia ou não estar atualizado), ligar ou mandar um email e depois fazer uma transferência bancária com o pagamento e rezar, rezar muito, para receber suas fitas. E, ainda assim, havia a chance da fita ser na verdade a regravação da regravação de uma regravação, com uma qualidade de áudio e vídeo horrorosa. Lançamentos? Esqueça, mesmo um episódio normal levava seis meses para estar disponível, dependendo de alguém que tivesse gravado e trouxesse a fita do Japão ou a partir de LDs e DVDs.

A desgraça que era depender apenas de fansubs, e esse anime nem é tão velho

Ler mangás também era complexo. Ainda hoje lembro de muitos sites (isso já em 1999) que disponibilizavam scans com baixissima resolução e sem tradução alguma, você tinha que baixar arquivos de texto que vinham com a tradução a parte (“página 5, primeiro balão: blbaba” e por aí vai).

Editoras, emissoras, empresas de licenciamento, ninguém, NINGUÉM sabia como tratar corretamente essa mídia. Assim, acabavámos com séries sendo exibidas sem qualquer noção de qual era o público-alvo ou o melhor horário. É impossível não lembrar da fatídica primeira exibição do clássico “A Lenda do Demônio” na Band, onde todos (sem exceção) foram pegos de surpresa pelo alto grau de violência e sexo, e os relatos das pessoas que convenceram amigos, parceiros e familiares a assistir aquele anime inofensivo e acabaram sendo chamados de psicóticos para cima.

Eventos de anime que hoje são mal vistos por serem…. lotados… eram em pequenos galpões, e reuniam 100, no máximo 250 pessoas. Não havia nada oficial ali, nem palestras, nem shows, nem estantes vendendo produtos. Quando muito, fanzines. Hoje os eventos, por mais que precisem urgentemente se reinventar, lotam qualquer lugar, trazem atrações internacionais, e atingem, visivelmente, um público muito mais amplo que o otaku hardcore.

Eu poderia continuar por parágrafos e mais parágrafos mostrando a dificuldade que era obter anime e mangá “no meu tempo” (lembrando que nem estamos falando de um período tão distante assim, cerca de 15 anos), mas o meu ponto é: as coisas mudaram, e mudaram para melhor. Nesse cenário atual, um sem-número de reclamações dos otakus de hoje em dia simplesmente já não fazem mais sentido, ou é simplesmente a perpetuação de argumentos que eram válidos há mais de uma década.

Hoje já temos mais mangás do que comics nas bancas. Há um acervo considerável de animes em DVD e Blu-ray. Temos serviços como o Crunchyroll chegando ao Brasil, temos lojas dedicadas unicamente à venda de action figures, temos um sem número de pessoas que consomem produtos relacionados. Então porque continuamos reclamando? Porque continuamos sustentando que não existe um mercado viável no Brasil, quando nós mesmos somos os responsáveis por matar o mercado, ao fazermos exigências absurdas às editoras e distribuidoras, que não se aplicam à nossa realidade?

Essa “síndrome de patinho feio” da “otakusfera” precisa acabar. É hora de rever os conceitos, é hora de parar de reclamar que o anime em DVD está em 5.1 ao invés de 7.1 e dizer que isso é motivo para baixar uma cópia pirata (mesmo que você não tenha um home theater 7.1 em casa), é hora de parar de falar que fãs de anime não são entendidos pela sociedade e passar a aceitar que, sinceramente, boa parte das pessoas não se importa mais se você lê quadrinhos no metrô. Compre mangás. Compre animes. Pare de perpetuar a pirataria, e ajude a construir o mercado. Quem ganha no final é você.

(por Graveheart)

Que eu me lembre, a primeira vez que eu me […]

Editorial \o/: Segunda semana

É realmente gratificante ver o quanto o pessoal curtiu a ideia do Genkidama e o quanto isso tem feito a diferença no pessoal participante!

Muitos blogueiros entraram em contato com a gente, outros começaram seus blogs e vieram conversar com a gente também. Isso é muito legal, porque sinaliza uma movimentação do pessoal, indo fazer coisas novas e começando a interagir. E isso é que é a verdadeira Genkidama!

Nesta nossa segunda semana chegamos ao incrível número de 1000 camaradas na fanpage do Facebook! E isso foi surpreendente pra gente, não esperávamos tudo isso tão cedo. Agora estamos chegando a quase 20 mil visitantes únicos! Isso é o equivalente internético de se ter vinte mil leitores em uma revista, um número de responsa! Sabe o que é isso? Sabe? Porque eu não sei, estou completamente bobo com tudo isso!

ATUALIZAÇÃO: Já chegamos a 20 mil visitantes únicos e mais de 100 mil views! 

E quem são os culpados? Veja a lista:

Gyabbo! – Começando a semana (na verdade, saiu no fim de semana, mas como eu só trabalho de segunda a sexta…) com um artigo curiosíssimo sobre uma mensagem secreta no anime de Love Hina, o blog manteve seus posts de reviews, falando sobre a edição nacional de Aventuras de Menino, uma compilação muito bacana de materiais do sempre bom Mitsuru Adachi; depois foi a vez de Rurouni Kenshin – Shin Kyoto Hen, o movie mais recente de Samurai X, um remake de uma das melhores sagas do Batousai; e por último, Luiz Rodrigo estreou no blog, resenhando o filme japonês Ai no Mukidashi – Love Exposure, polêmico e adoravelmente doentio.

 

 

 

Video Quest – O VQ da semana foi sobre um aclamado filme da Ghibli, A Viagem de Chihiro… Mas será que eles passaram o vídeo todo babando ovo pra Miyazaki e falando que amaram o filme e que “In Ghibli, we trust”? Ou…

 

 

Troca Equivalente – Falar mal do Anime Friends, em 2012? Claro! E depois ainda tivemos a nova antologia de mangás da Editora Abril, a GEN, que trouxe mangás underground em uma compilação, e uma nota do curioso site coreano de Yellow Lemon, que transforma personagens da cultura pop em alunos de uma mesma escola.

 

 

Anikenkai – Diogo falou sobre o preconceito artístico contra o anime e mangá, num post questionador sobre o status das obras pop. Como toda semana, ele comentou o TOC (Table of Contents, a lista de histórias e ranking) da Shonen Jump e foi atrás de 18 minutos do filme de Samurai X que está estreando no Japão enquanto eu tô aqui, comendo pão de queijo e assistindo novela. Na sexta, ainda deu tempo de falar sobre um projeto da UFRJ que trouxe representantes de universidades japonesas para se apresentarem.

 

MithrilFórum? Twitter? Como é que está mudando a forma que comentamos os animes e tudo que rola nesse mundinho só nosso? Como não poderia deixar de ser, ainda temos AKB48 em dose dupla, um sobre a despedida de Atsuko Maeda, uma das mais populares do grupo, e o outro é sobre como fica o grupo agora.

 

 

 

XIL – Começamos a semana vendo os designs dos personagens principais do novo e finalmente realizado anime de JoJo Bizarre Adventure, que vai virar série na próxima temporada. Também teve post sobre Hero Party,  o crowdfunding de Marcelo Cassaro e Érica Horita, que foi um sucesso tão grande que fechou seu valor em menos tempo que o Genkidama conseguiu os mil likes no Facebook! Também teve duas novidades de Samurai X, o filme e o game, de Digimon Adventure e de Gintama, que retorna em 2013! Ainda tivemos mais um poema de Lilia Amaral, desta vez sobre Hiroshima – A Cidade da Calmaria, uma forma inusitada de se expressar sobre um mangá que curtiu, né? E fechando, uma nova webcomic, Ganbaru! -Otaku Lifestyle- sobre ser otaku. Vale conferir!

Ledd – Ocupados com a produção do NOVO VOLUME, Trevisan e Lobo Borges ainda não estrearam capítulo no Genkidama, mas só AINDA. Mas isso não te impede de voltar e ler os primeiros capítulos. E de graça, quer mais barato? Ledd tá ficando cada capítulo mais intenso e o próximo promete! Quer mangá feito no Brasil que não deve nada aos japoneses? Leia já!

 

 

 

 

E a rede vai crescendo! Alguns já sabem (vazou) quem é o novo amigo a entrar pra rede, mas até segunda, todo mundo já vai saber!

Bom fim de semana!

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É realmente gratificante ver o quanto o pessoal curtiu a […]

Editorial: Saldo da primeira semana

O Genkidama começou como uma ideia cheia de boas intenções. O próprio nome que escolhemos foi para inspirar a coletividade, o apoio mútuo. E, da mesma forma que o golpe definitivo de Goku, nós tivemos uma ajuda incrível de todos os leitores dos blogs, visitando toda a rede e compatilhando um pouco de sua energia. É em cada botão de like apertado, cada post distribuido pelo Twitter e pelo Facebook que nós chegamos a essa marca assustadora em apenas uma única semana.

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O Genkidama começou como uma ideia cheia de boas intenções. […]

Mas afinal, o que é o Genkidama?

Apesar do Brasil possuir uma colônia nipônica gigantesca e (justamente por isso) sempre termos “namorado” a cultura japonesa em geral, sempre senti uma carência de blogs e portais que tratassem da cultura pop japonesa em geral de forma mais crítica, mais informativa.

Os motivos para os blogs nacionais não conseguirem atingir todo seu potencial sempre foram claros pra mim: indiferente da idade ou da experiência dos blogueiros, o “trabalho” de escrever sempre foi visto muito mais como um hobby do que uma profissão propriamente dita. Provavelmente porque a maioria dos blogueiros nunca pensou a sério em falar do assunto mangá/anime de forma profissional, e recebendo por isso.

E, se pensaram em receber para escrever, ou faltava o conhecimento para fazer o blog crescer e ganhar a atenção de anunciantes, ou faltava o tempo necessário para cuidar dos vários aspectos técnicos que envolvem manter um blog de grande porte. Ou seja: faltava um ponto de apoio, uma base forte onde esses blogueiros pudessem se sustentar, crescer, e se tornarem enfim uma “imprensa especializada”.

Foi com essa necessidade que nasceu o Genkidama, um portal que pretende ser a base para que muitos blogueiros e profissionais do ramo possam crescer cada vez mais. Ao incluirmos nomes já famosos na “otakusfera”, garantimos que o projeto já comece com uma base de fãs e leitores. Como todo o conteúdo dos diversos blogs é interligado, um visitante que goste de um post no blog X poderá continuar navegando pelo portal, encontrando conteúdo relacionado relevante em outros blogs.

Essa idéia não é um pouco maluca ou incomum: vários portais de conteúdo existem mundo afora, sobre os mais diferentes assuntos, e esse é um modelo que já mostrou ser viável em outras ocasiões.

E, o principal: haverá uma pessoa (eu ^__^) cuidando da parte técnica, e uma outra pessoa (Fábio Sakuda) cuidando do conteúdo e da interação com os leitores e fãs. Ou seja: os blogueiros que fazem parte do Genkidama agora só precisam se preocupar com aquilo que eles fazem de melhor: produção de conteúdo.

E que tipo de conteúdo podemos encontrar no Genkidama? Notícias, análises, vlogs, podcasts e outras mídias relacionadas à cultura japonesa, além é claro de produção nacional, sempre que possível.

Obviamente, ainda estamos ajeitando tudo (migrar todos esses blogs para o nosso portal não foi simples, acreditem!) e com certeza temos mais de oito mil ajustes a fazer. Mas enquanto vamos dando os toques finais, pintando as paredes e colocando os móveis, apreciem os blogs que já fazem parte da nossa rede! E, se você gostou e quer fazer parte da nossa rede ou quer saber mais sobre o projeto, não deixe de entrar em contato!

Apesar do Brasil possuir uma colônia nipônica gigantesca e (justamente […]