Roteiro e Escrita – Narração: Quem conta a história?

stanley

As aulas estão de volta! Hoje vamos aprender um pouco mais sobre a pessoa que vai contar a sua história. E não… ela NÃO será você!

“O que faria um narrador se às vezes não encontrasse um pouco de apoio no silêncio?”

Marcel Arland

Em outubro de 2013 o estúdio de games Galactic Café, encabeçado pelo desenvolvedor Davey Wreden, lançou no mercado The Stanley Parable, ou A Parábola de Stanley. Um game com visão em primeira pessoa do estilo Ficção Interativa (jogos onde o jogador mais assiste do que joga, com suas ações consistindo apenas em fazer a história andar) com um dos enredos mais criativos já vistos nos últimos anos.

O enredo parece simples e banal: a história de um homem chamado Stanley que trabalha para uma companhia num grande prédio onde ele é o empregado número 427. O trabalho do empregado número 427 é simples – ele senta na sua mesa na sala 427, e aperta teclas no teclado. Ordens são dadas por um monitor na sua mesa, mostrando-lhe quais teclas apertar, por quanto tempo apertá-las, em que ordem. Isso é o que o empregado 427 faz todo dia de todo mês de todo ano, e apesar dos outros acharem o trabalho muito ruim, Stanley adorava cada momento em que as ordens vinham, como se tivesse sido feito exatamente para esse trabalho. E Stanley era feliz…

… mas um dia algo bizarro acontece. As ordens pararam. Stanley não recebe mais inputs do seu chefe ou dos seus superiores diretos. Ele está sozinho em sua sala e, pela primeira vez, ele tem livre arbítrio para fazer o que quiser!

A grande sacada do jogo ocorre logo após esta introdução. Você se vê diante de um escritório vazio e escuta a voz de um narrador que lhe dá as direções. “Stanley estava abismado ao ver o escritório vazio e tal… ele decidiu ir para a sala de reuniões… ele entrou pela porta da esquerda…”. Na maioria dos videogames a narração serve para orientar o jogador sobre quais objetivos ele deve cumprir. Em alguns jogos, como os de RPG ou mesmo outro do estilo Ficção Interativa, você possui algumas escolhas, mas geralmente elas são limitadas. The Stanley Parable brinca com esta noção, apresentando um narrador que pode ser desobedecido e que irá REAGIR diante da desobediência do jogador.

Às vezes o narrador é amigo e diz que só quer ajudar você a concluir o jogo. Outras vezes ele é seu inimigo, forçando-o a tomar decisões que você não quer e até ameaçando-o quando você não o obedece. Em outras ele estará tão confuso quanto você! O jogo lhe permite até mesmo alguns momentos filosóficos e engraçados à medida que você vai fazendo loopings e mais loopings, recomeçando o jogo diversas vezes e prestando atenção em detalhes que antes passariam despercebidos.

The Stanley Parable é uma excelente experiência interativa e serve como ponto de partida para falarmos sobre o personagem mais importante de qualquer história: O narrador.

Narradores existem para contar a história

Narradores existem para contar a história

Aula 3: O papel do narrador

O narrador é quem conta a história. Esta entidade possui como atribuição principal suprir o leitor com todas as informações necessárias para que ele possa compreender a história. Às vezes, o narrador tem a intenção de explicar TUDO com o máximo possível de detalhes (como as obras ricas em descrição). Outras vezes ele explica bastante, mas dá mais ênfase a certos detalhes de modo a distrair a atenção do leitor (obras policiais e de mistério em geral são assim, cujo objetivo é sempre surpreender o leitor, mas sem privá-lo do mínimo necessário para que ele possa desvendar os mistérios por si mesmo). E outras vezes o narrador pode até mesmo MENTIR para o leitor descaradamente. E em outras… bem, o narrador pode ser quase tão ignorante aos fatos da história quanto o leitor, descobrindo, junto com ele, toda a trama.

Existe uma regra básica sobre todos os tipos de narradores: ele só pode contar a história a partir do que vê. Isso se chama foco narrativo e também define os tipos de narradores existentes:

Tipos de Narradores

O onisciente (terceira pessoa)

Um narrador que tudo sabe e tudo vê. Usado amplamente na literatura pela facilidade de narrar os sentimentos e pensamentos das personagens. Conta a história em terceira pessoa, e, às vezes, permite certas intromissões narrando em primeira pessoa. Ele conhece tudo sobre os personagens e sobre o enredo, sabe o que passa no íntimo das personagens, conhece suas emoções e pensamentos.

Mesmo assim o narrador onisciente pode ser seletivo, apresentando o ponto de vista de apenas uma personagem. Nas Crônicas de Gelo e Fogo, de George R.R. Martin, o narrador é do tipo onisciente e seletivo, narrando tudo em terceira pessoa ao mesmo tempo que se concentra no ponto de vista de um personagem (os capítulos dos livros, com os nomes de cada personagem, são assim). Por exemplo: num capítulo em que temos o ponto de vista do personagem Tyrion, um personagem é descrito como “magro, taciturno, mas com um olhar que denotava maldade”. Já no ponto de vista da personagem Sansa o mesmo personagem é descrito como “desnutrido, de poucas palavras e olhar estranho e atento”. Reparem que uma descrição não necessariamente invalida a outra, mas são narradas de forma a se adequar com o que pensa cada personagem.

Alguns Narradores Oniscientes podem apresentar Pontos de Vista particulares dos personagens

Alguns narradores oniscientes podem apresentar pontos de vista particulares dos personagens

Ainda na categoria de narrador onisciente, temos a característica extra de intruso: nela, o narrador comenta a história e aspectos inerentes a ela, posicionado-se onde deseja ao longo da trama e falando até de coisas que fujam do seu trabalho inicial de limitar-se a contar a história. O narrador do livro Quincas Borba de Machado de Assis é um exemplo: ele serve não apenas para falar dos acontecimentos, mas para demonstrar de forma clara a ingenuidade do personagem principal, Rubião: um malfadado professor que tem sua ascensão na corte devida a uma herança recebida do falecido amigo Quincas Borba. O narrador ainda aproveita para dar suas opiniões pessoais, ainda que de forma alegórica, à sociedade da época, calçada no lucro, ostentação e cinismo.

Mas e se fosse Rubião que narrasse sua história? Certamente as entrelinhas da obra não seriam compreendidas, porque o personagem é tão ingênuo que não percebia o que ocorria com ele. O professor nunca soube da maneira em que vivia e na trama que estava inserido.

Aproveitamos este gancho, então, para falar do segundo tipo mais comum de narrador:

O personagem (primeira pessoa)

Um narrador-personagem, também conhecido como narrador em primeira pessoa, tecnicamente seria mais limitado. Pois embora ele saiba tudo ao seu respeito, não sabe em relação às personagens que o cercam nem pode ver o contexto com tanta clareza.

Essa proximidade faz com que a narrativa seja parcial, impregnada pelo ponto de vista do narrador. Às vezes ele quebra a chamada Quarta Parede, comunicando-se com o leitor como se estivesse frente a frente com ele.

Existem dois tipos de narradores-personagens e o primeiro é o do tipo protagonista. Ele é o personagem principal da história e a narra de forma autobiográfica. Sua narrativa estará impregnada com seu ponto de vista, suas opiniões e interpretações. No livro O Apanhador no Campo de Centeio, de J. D. Salinger, o narrador protagonista é Holden Caulfield. Nos primeiros parágrafos, logo de cara, ele já nos apresenta sua personalidade: utilizando uma porção de gírias de adolescentes (da década de 40 nos Estados Unidos), ele descreve o quão desgostoso está da vida e começa a nos contar sobre sua pequena aventura logo depois de ter sido expulso do seu colégio interno.

É interessante notar que, apesar de termos apenas o ponto de vista do personagem principal para nos informar das coisas, nós nem sempre concordamos com ele. Às vezes Caulfield faz certas observações jocosas, imaturas e tolas, típicas de adolescentes, mas que podemos interpretar como erradas. Quando ele faz um comentário sobre como “Fulano é um metido” nós podemos interpretar que não, que Fulano não era metido, mas o jovem sentia-se desconfortável diante dele e por isto o classificava com esta característica negativa que não é necessariamente verdadeira.

As obras de Conan Doyle são referência no quesito Narrador em Primeira Pessoa

As obras de Conan Doyle são referência no quesito narrador em primeira pessoa

Embora este tipo de narrador seja geralmente limitado ao que ele vê, nem sempre é assim. Voltando a falar de Machado de Assis, em sua obra Memórias Póstumas de Brás Cubas temos um narrador protagonista que possui certas nuances de narrador onisciente intruso. Na história, o protagonista já está morto e narra sua vida de forma não-linear, abrindo parênteses para comentar coisas que não têm a ver com a trama principal. Brás Cubas é um narrador agressivo e parece ter mesmo poderes sobrenaturais: às vezes sendo capaz de narrar cenas que ele, como personagem, não teria acesso, como adivinhar sentimentos das pessoas ao seu redor.

Mas nem todos os narradores personagens precisam ser os protagonistas. Em alguns casos eles são apenas observadores e possuem ainda menos informações que os personagens principais. Este artifício é muitas vezes utilizado pelos escritores para esconder pontos factuais da trama e fazer o leitor entrar na pele do narrador e ser surpreendido.

Nas obras de Sherlock Holmes de Sir Arthur Conan Doyle toda a trama é narrada em primeira pessoa pelo Dr. Watson, o fiel companheiro do personagem-título. Watson não é o protagonista da trama, mas participa da história. Ele é um homem de inteligência média e que faz o papel de ninguém menos que o próprio leitor na história. Doyle faz com que Watson se preocupe com detalhes e nuances sem importância para, justamente, pegar o leitor (e o próprio doutor) de surpresa com a revelação do mistério.

Este mesmo artifício foi utilizado por Agatha Christie e seu personagem Capitão Hastings, o fiel companheiro do detetive Hercule Poirot. Felizmente ela não se limitou em apenas “copiar” o estilo de Doyle, mas também o aperfeiçoou e escreveu alguns livros com um tipo de narrador-personagem extremamente arriscado: o narrador não-confiável.

FORREST GUMP - sua visão da vida é um tanto quanto limitada e isto é que dá o diferencial da história.

FORREST GUMP – sua visão da vida é um tanto quanto limitada e isto é que dá o diferencial da história.

Narradores não-confiáveis possuem uma interpretação de fatos limitada (ou obscura) que engana o leitor. Em última análise, todos narradores-personagens seriam do tipo “não-confiável”, mas alguns são mais que outros.

Já falamos de Holden Caulfield de O Apanhador no Campo de Centeio. Ele poderia ser considerado um narrador não-confiável do tipo ingênuo: sua visão da vida ainda é muito imatura para que possamos levar a sério tudo o que ele diz. O mesmo pode-se dizer do protagonista do filme Forrest Gump, que descreve grandes acontecimentos da história dos Estados Unidos como se fossem episódios triviais da vida de um homem comum.

O autor Chuck Palahniuk, em sua obra Clube da Luta, nos apresenta um incrível narrador não-confiável do tipo louco. O personagem principal e narrador (que sequer tem um nome) fala e age como um homem normal na visão do leitor. Mas ele não tem consciência de vários aspectos da realidade que o cerca e, por isto, sua narração se torna distorcida sem que o leitor sequer perceba. Assim como o narrador, nós também ficamos surpresos quando descobrirmos o grande mistério – aliás, ficamos surpresos em descobrir que havia um mistério a ser descoberto! – no final da história.

Voltando à Agatha Christie, em O Assassinato de Roger Ackroyd temos uma trama que foi magistralmente narrada em primeira pessoa e que tem um final surpreendente ao descobrirmos que… bom, eu não vou dar spoiler do livro. Aconselho, com todas as forças, que vocês o procurem e o leiam (nada de ficar procurando informações na internet!) e tenham em primeira mão a experiência de ler uma obra com um narrador não-confiável espetacular.

Um exemplo clássico de narrador não-confiável, talvez um dos maiores alvos de polêmica no mundo literário, é o narrador de Lolita, de Vladimir Nabokov. Nele, temos como narrador o personagem Humbert, um homem de trinta e sete anos que possui uma atração por Dolores Haze (‘Lolita’ na intimidade), uma garota de doze anos. Na história, o homem narra fatos dúbios, afirmando que em diversos momentos a menina parece se “insinuar” para ele. No entanto muitos defendem que estas palavras são saídas da mente de um pedófilo que, obviamente, fantasiou na própria cabeça que a menina estava se “insinuando” para ele quando não era isto que ocorria. De fato uma acusação pertinente, mas que sempre será alvo de dúvidas da parte dos leitores e estudiosos literários.

Oyasumi Punpun: O Narrador Louco...

Oyasumi Punpun: Narrador não-confiável…

O orientador (segunda pessoa)

Lembram-se do jogo The Stanley Parable?

Em última instância, aquilo seria um exemplo de uma história narrada em segunda pessoa, onde o narrador descreve as ações do próprio leitor!

Naturalmente, somos chamados de “Stanley” no jogo, mas isto não muda o fato de que o narrador reage às suas ações, de quem está ouvindo a história e que, assim como o dito personagem “Stanley”, está confuso e curioso para saber o que aconteceu e o que vai acontecer no decorrer da trama.

Este tipo de narrativa é mais comumente associado à Livros-Jogos (também conhecido como “aventura solo”). Obras que permitem que o leitor participe da história, fazendo escolhas para o enredo. A série Aventuras Fantásticas (Fighting Fantasy) uniu o conceito dos livros-jogos ao dos RPGs. Nele, assumimos um personagem e vamos guiando os acontecimentos através de escolhas que nos permitem pular páginas do livro e chegar a finais diferentes.

Aventuras fantásticas: o exemplo mais clássico de Narrador em Segunda Pessoa

Aventuras fantásticas: o exemplo mais clássico de Narrador em Segunda Pessoa

Naturalmente, existe um limite. O leitor só poderá fazer mudanças na trama até onde a imaginação do próprio autor permitir. Diferente de um jogo de RPG de mesa, onde o narrador está em tempo real ouvindo as instruções do “leitor” (no caso “jogador”), o escritor (seja do livro ou do videogame) só poderá oferecer uma quantidade limitada de opções.

Porém, nem todos os livros com narração em segunda pessoa oferecem opções. Alguns deles não são livros-jogos. A jovem autora Rachel Wings publicou inicialmente na internet o romance Star-Crossed, baseado na trama clássica de Romeu e Julieta. Nela, temos um narrador que coloca você no papel do personagem principal com passagens do tipo: “Terça-feira. Você está no meio de um grupo de garotas nervosas do segundo ano do ensino médio à espera do teste para o papel de Julieta. Estão todas esperançosas – um tanto pálidas, mãos suadas”.

Não há opções em Star-Crossed, a trama segue como um livro normal, mas é interessante ler do ponto de vista de alguém guiando as suas ações.

Sem narradores?

É possível escrever uma história sem narradores?

Lembram-se da aula anterior, onde eu escrevi uma pequena trama que consistia apenas no diálogo de duas pessoas? Naquele trecho nenhum narrador entrou na história em nenhum momento. Tivemos apenas a descrição dos acontecimentos e do cenário pela boca dos dois personagens – que, aliás, também não se incomodaram em descrever a si mesmos.

Seria aquele tipo de trama uma história sem narrador?

Aliás, os filmes em geral, onde não há narração, mas apenas imagens e diálogos, seriam histórias sem narradores?

A Última Gargalhada, filme mudo de 1924, dirigido por Friedrich Wilhelm Murnau e escrito por Carl Mayer. Neste filme não temos uma única linha de diálogo (e não é só porque o filme é mudo, dããã… mas porque não é descrita nenhuma fala) e ninguém fazendo a narração. Seria, então,um exemplo de histórias sem narradores?

Father's Gift: sem voz, sem narrador?

Father’s Gift: sem voz, sem narrador?

Minha resposta: não.

No texto que escrevi, mesmo não possuindo nenhuma outra voz para descrever os cenários e sentimentos dos personagens além da própria fala deles, existe um “narrador”: aquele que te permite ouvir aqueles diálogos.

Da mesma forma, em todos os filmes sem narração ou mesmo mudos, temos um “narrador” que te permite ver o que está acontecendo. Pode-se dizer o mesmo de histórias em quadrinhos sem diálogo: o “narrador” é aquele que está observando as coisas e te permite ver daquele ponto de vista. Alias, já leu Father’s Gift do brasileiro Ichirou?

Já ouviram falar no manga Oyasumi Punpun? Certamente que sim, pois eu fiz uma matéria sobre ele AQUI! Nesta obra temos um exemplo de um narrador não-confiável representado graficamente – enquanto temos um narrador onisciente bastante corriqueiro fazendo a narração propriamente dita nos quadros de pensamento e descrição de cenas. Eu nem imagino como o autor seria capaz de descrever os personagens daquela maneira sem o auxílio de imagens – e ainda irei falar desta obra com mais profundidade em aulas vindouras – isto mostra outro exemplo do que o narrador quer que a gente veja!

Em suma: não há histórias sem narradores. Estando eles explicitados ou não, sempre haverá uma narração.

Lição de Casa: Quem vai contar a sua história?

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Nesta aula apresentamos os três exemplos de narradores e aproveitamos para convidar você a fazer uma pequena lição de casa.

Escreva um trecho de história (pode ser original ou, se não estiver muito inspirado, pode ser de um livro já conhecido) com três tipos diferentes de narração. Por exemplo:

1) Adriano ergueu a cabeça e, com olhos marejados e triste, observou em silêncio Pequerrucho, o pequeno sabiá, voando em direção à floresta. Apesar da tristeza em saber que não ouviria mais o seu canto todas as manhãs ele estava feliz. Com um movimento desleixado, deixou cair a gaiola dourada aonde o pássaro convalesceu por duas semanas antes de voltar à natureza.

2) Foi difícil, mas minhas mãos trêmulas conseguiram abrir a grade da gaiolinha dourada. Pequerrucho saiu dela num pulo, bateu as asas e voou em direção às árvores. Eu me segurei para não chorar, mas não consegui. Ergui a cabeça e deixei que o vento secasse minhas lágrimas enquanto meu querido amigo voltava para sua verdadeira casa: a floresta. Nem sei o que fiz com a gaiola, acho que deixei ela jogada perto de uma árvore enquanto minha mãe me chamava para entrar dentro do carro.

3) Senti um aperto no coração ao ver Adriano abrir a gaiola e deixar Pequerrucho ir. Ele gostava tanto do sabiá, mas ele estava fazendo a coisa certa. Pássaros precisam viver soltos. Eu tomei aquela visão como uma lição que eu também, um dia, deveria aprender: crianças são como pássaros. Nós, mães, devemos soltá-las um dia, pois elas devem viver no mundo e não debaixo das nossas asas. “Querido, está tudo bem. Pequerrucho está feliz agora! Entre no carro e vamos embora!” eu disse, já sofrendo com antecedência com o momento em que, daqui alguns anos, eu também deveria deixar Adriano bater suas asas e voar sozinho.

Será bom não apenas para exercitar a escrita, mas também para atiçar a sua mente para novos focos nas suas histórias. Quem sabe uma trama que você tenha começado a escrever com um narrador onisciente não fique mais legal com um narrador onisciente intruso? Ou quem sabe com um narrador não-confiável?

Treine bastante e fique preparado para a nossa próxima aula!

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