Category Archives: Mangás

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All You Need is Kill está chegando ao Brasil… ou não!!!

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Por favor, leia o post até o final…

All You Need is Kill, mangá de Hiroshi Sakurazaka e arte de Takeshi Obata (Bakuman, Death Note) está sendo alvo claro de negociações. Bakuman, Death Note, Hikaru no Go e até Blue Dragon Ral Grad, todos de Takeshi Obata, foram publicados aqui pela JBC. Não coincidentemente o novo mangá também será.

Pode ser que demore um pouco, pode ser que não saia nenhum anúncio agora e que o Cassius até negue estar havendo qualquer negociação quanto o título, é natural esconderem o jogo, mas é certo que vai sair por aqui. Se não esse ano, ano que vem, ou quem sabe em alguma outra data.

Anotem o que eu digo, All You Need is Kill ainda não tem volumes encadernados publicados no Japão, mas já sai nos EUA na versão digital da Weekly Shonen Jump. Será que as editoras estão planejando um lançamento global? Pode ser que sim, ein… ou não.

Continue lendo para entender o

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Super Onze #01-04 (JBC) – Uma breve avaliação

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Quando a JBC anunciou Super Onze, mangá futeboleiro para crianças, muita gente caiu em cima não tanto pelo título em si, mas pelo formato da publicação. Não era nem tankohon nem meio-tanko. Era um formato novo que visava baratear os custos por edição e, com isso, chamar a atenção não só do público que já conhece mangá, mas como o público geral. Uma estratégia para tentar ampliar o número de leitores de quadrinhos japoneses por aqui. Embora seja uma iniciativa louvável, será que ela foi acertada?

Continue lendo o Review!

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Fanservice, uma discussão interminável…

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Essa semana o pessoal do Manga² resolveu lançar em sua edição #69 (sugestivo, não?) uma discussão sobre fanservice. A discussão foi muito boa, como é costumeiro, e me motivou a tirar esse post da pasta de Rascunhos.

Fanservice, é um termo em inglês originado entre o fandom de animes e mangás que em sua essência serve para nomear os elementos de uma série que estão ali com o claro intuito de agradar quem está assistindo. No entanto, é comumente associado unicamente ao uso excessivo de situações “sexualmente estimulantes” como calcinhas aparecendo, peitos balançando, personagens perdendo a roupa em batalha, poses erotizadas e por aí vai. É sobre esse tipo de fanservice que estarei falando sobre.

fanservice_heroesVale ressaltar que o fanservice não está presente apenas nos animes e mangás, é um costume difundido em diversas mídias pelo mundo todo. Observemos o caso da personagem de Hayden Panettiere em Heroes (2006), a líder de torcida. Seu personagem foi claramente construído para tentar extrair alguma reação dos espectadores do sexo masculino. A beleza da personagem, seu uniforme, seus trejeitos. Ainda assim, percebe-se uma tentativa de deixar estes elementos um tanto implícitos.

Um outro exemplo mais explicito que podemos usar é a personagem Poderosa, da DC Comics, conhecida pela sua força, mas também pelo seu massivo par de peitos. É engraçado ver como os autores que trabalham a personagem ficam sempre divididos em explorar a sexualidade ou fazer uma história sem sexualidade alguma, com alguns, inclusive, cobrindo o decote da personagem para não dar nenhuma margem mesmo. É engraçado como um meio-termo é raramente encontrado.

Nos animes e mangás, a grande questão do fanservice, é que, em muitos casos, com o passar do tempo, ele deixou seu caráter de “bônus” para se tornar o todo de uma obra. As pessoas não deixam de ver um Gunbuster (imagem que abre esse post, final da década de 80) porque as meninas tinham uniformes mais reveladores. Não caracterizam Cutie Honey (mangá de Go Nagai na década de 70) como uma obra inferior só por causa da cena de nudez e a super-exploração da sexualidade da protagonista. Mas por que então desprezam obras como Queen’s Blade, Kampfer, a série Monogatari, dentre outros?

fanservice_poderosA maneira de se lidar com o fanservice mudou. Os produtores perceberam que fanservice vende. Então, por que não fazer uma série inteira dedicada à isso?

– Ah, mas como fazer fanservice para uma série que não tem fãs ainda?

– Ora, se considerarmos que todo mundo é fã de ver meninas de biquíni fazendo qualquer coisa que seja, acho que podemos dizer que estamos fazendo um serviço a esses fãs, não?

– Claro! Faz todo o sentido.

Pode parecer coisa de maluco pensar assim, mas não creio que a realidade seja muito diferente disso.

O grande problema dessa questão para mim é que animes criados unicamente para explorar esse lado sexualizado da coisa raramente investem em contar uma boa história ou ter bons personagens. Eles se apoiam no fato de que só por ter um par de peitos balançando na tela ele já vai vender o suficiente para dar lucro, o que tá bom. Perde-se todo e qualquer valor atrelado aquelas obras se não o de agradar a imaginação de adolescentes babões (ou adultos babões, vá lá).

Peguemos o exemplo de Kill la Kill, um anime que tem causado uma certa polêmica recentemente por causa de seu fanservice. Você percebe que, apesar dele estar ali a todo momento, ele está integrado com a história e com aquele universo. Não é uma coisa aleatória jogada SÓ para satisfazer a otakaiada. Tem uma motivação por trás e todo aquele papo de aceitação e por ai vai. A questão é que o fanservice não controla a história, mas a história o controla.

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Mas vou ser sincero com vocês. Não me importo muito quando vejo séries se dedicando inteiramente ao fanservice. Eu não as assisto pois não quero perder meu tempo com elas tendo tantas outras séries que me interessam muito mais na lista de espera. Entretanto, eu não as condeno. Elas são séries feitas com o claro propósito de explorar o lado do fanservice. Quem vai assistir uma série dessa só o faz porque sabe o que vai receber. High School of the Dead, High School DxD, Queen’s Blade, Kampfer, etc… todos sabem o que vão encontrar. Acontece, inclusive, situações em que certas séries que a principio seriam puro fanservice se mostrando até bem legais, como foi o caso de Mayo Chiki para mim. Uma série recheada de conteúdo sugestivo, mas que se destaca por ter um desenvolvimento de personagens interessante e uma boa dinâmica entre eles.

O tipo que me incomoda mesmo é aquele inserido de maneira abrupta numa série qualquer sem ter nenhum motivo aparente e que prejudica a mesma. Nessa categoria existem dois tipos:

1) Fanservice que aparece, comumente num episódio dedicado só a isso,  entre dois momentos importantes e mais dramáticos do plot de uma série.

2) Fanservice que aparece justamente no meio de uma cena bem dramática no climax do episódio ou da série.

Infelizmente, nesse quesito, mais do que qualquer outra coisa, a discussão entre qual é o “menos pior” é realmente interminável. Pessoalmente eu acredito que o que menos me incomoda é o 1º caso. Ele serve muitas vezes ao seu propósito de “desestressar” antes de situações mais dramáticas que estão por vir ou que acabaram de terminar. Ainda assim, não dá para condenar quem prefere o 2º caso, já que era um recurso muito usado por Osamu Tezuka, que no ápice de seus dramas colocava uma piadinha aqui, uma careta alí e que funcionavam da mesma forma que os peitos surgindo do nada nos clímaxes de Fairy Tail.

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E aí é que vem a questão chave de toda essa discussão que dá pra preencher horas e horas e horas de discussão na mesa do otakubar: o maior problema do fanservice não é ele existir, ou existirem séries dedicadas só a isso, e etc, mas ao simples fato da indústria como um todo estar “investindo” nesse tipo de material com garantia de “lucro certo” e deixando de lado conteúdos mais interessante, porém mais arriscados. Ainda tem o fato de que a maioria das séries que foca nesse aspecto, esquece praticamente todos os outros. Poucas tem uma boa história e menos ainda tem personagens bem desenvolvidos. Tudo se resume a peitos e bundas e é isso que eles vão mostrar.

Obviamente existem exceções. Kill la Kill é uma delas, Shokugeki no Soma está cada vez mais legal e fazendo cada vez mais sucesso, One Piece também tem lá sua dose (ou a Nami ficar agora 24h de biquíni foi uma “progressão natural”, rs),  Macross Frontier também sofreu um pouco por causa de seu fanservice, mas logo foi assimilado e até colocado como bom exemplo de uso do mesmo…

Se já não bastasse tudo isso que eu falei aqui e o fato de existirem ainda uma infinidade de coisas para se comentar (que deixariam esse post tão intragável como uma tese de mestrado), a percepção do fanservice como aceitável ou não vai muito do pessoal de cada um. Para alguns, se é uma série com fanservice, já é imediatamente ruim. Para outros, pode ter um pouquinho aqui e ali que não tem problema se não incomodar. E tem aqueles que só veem séries com fanservice.

Fanservice é algo que sempre esteve e acredito que sempre estará presente nos animes e mangás. Cabe a cada um de nós aceitá-lo de uma maneira ou de outra. Mas eu já cansei de escrever. Provavelmente nunca mais farei um post onde eu escrevi tanto a palavra “fanservice” como esse. Quero saber a opinião de vocês sobre o tema. O que acham? Como encaram o assunto? Deixem suas opiniões nos comentários! Pois esse assunto nunca acaba…

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Primeiras imagens do novo mangá de Hayao Miyazaki!

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Bem, que o quase mitológico diretor Hayao Miyazaki anunciou sua aposentadoria dos animes nós já sabemos, mas o que alguns não sabem é que ele está trabalhando em um mangá sobre samurais no período Sengoku. O período Sengoku da história do Japão é aquele onde o país estava dividido sob o comando de diversos guerreiros que lutavam pelo controle de Kyoto, a capital da nação, se tornando assim, Xogum. É um período muito explorado nas peças culturais japonesas, e claro que o mangá não ficaria de fora.

Poucos detalhes foram divulgados sobre esta obra de Hayao Miyazaki, mas a NHK, em seu programa Professional, após fazer um retrospecto da carreira desse mestre da animação, mostrou o mesmo trabalhando em seu mangá e assim nós pudemos ter uma breve ideia de como está ficando o trabalho final! Estou realmente ansioso para saber como vai ficar no final. Se seguir a qualidade de Nausicaa já tá valendo. O que vocês acharam?

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Via Crunchyroll.

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Hachi (Shonen Jump) – Primeiras Impressões

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Desde que eu parei de acompanhar o ToC da Shonen Jump para comentá-lo aqui no Anikenkai, eu acabei colocando a revista um pouco para escanteio frente ao tanto de obrigações que eu tinha a cumprir no meu dia-a-dia. Porém, recentemente resolvi ver por quantas ela andava e me deparei primeiramente com algumas novas séries que estrearam frente aos esperados cancelamentos de Mutou Black e Smoky B.B.. Foram elas Hachi, Hime-doll e Koi no Cupid Yakeno Harajin. Hime-doll foi o nome adotado para a serialização de Houkago Idol, vencedor da Gold Future Cup 2012, concurso onde Koi no Cupid teve menção honrosa. Já Hachi eu nunca tinha ouvido falar, o que me fez despertar o interesse. Fui conferir…

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Basicamente a história ronda em torno de Hachi, um garoto baixinho que tem grande habilidade física e um olfato extremamente apurado. Ele sempre sonhou em ser um herói, mas nunca ligou muito para a escola. Um dia, andando pela rua, sentiu cheiro de sangue e de cobra. Mais tarde, descobriu se tratar de um assassinato onde a vítima teve todo o seu sangue sugado de seu corpo. Outros vários assassinatos parecidos estavam acontecendo e quando Hachi sente o mesmo cheiro dentro de sua escola, corre para descobrir o que é e vê sua amiga de infância sendo atacada. Porém, o que ele achava ser cheiro de cobra, não era bem de uma cobra… nem ele mesmo era quem ele achava que era. Ambos eram mutantes.

Apesar da história ser interessante, o que me chamou a atenção primeiramente ao ler o mangá foram as páginas coloridas e o estilo de arte incomum que vi nelas, com “ângulos de câmera” estranhos e cores bem vivas. Infelizmente, ao dar continuidade na leitura, a arte em si me incomodou um pouco. Não que ela seja ruim, mas os ângulos alternativos acabaram por ficar exagerados se tornando não um destaque positivo, mas um negativo da obra.

hachi_02Além desse aspecto, eu ainda apontaria o fato da narrativa estar um tanto quanto confusa e poluída. Artistas como Eiichiro Oda (One Piece) tem uma capacidade incrível de adicionar infinitos elementos em seus quadros ocupando cada ponto dos mesmos. Cada elemento daqueles tem um motivo para aparecer e estar aonde está. Seja esse motivo estético, cômico ou narrativo. Porém, ao transportar essa ideia para Hachi, eu já sinto que, novamente, ficou algo forçado e só estando ali por estar, para ocupar espaço, para querer mostrar uma habilidade no domínio da técnica. Uma faca de dois gumes que acabou ferindo o espadachim nesse caso.

Mas, como eu disse anteriormente, a história até que é interessante e isso já conta bastante. Eu gostei da ideia dos mutantes não serem “mutantes” de fato, mas sim uma espécie de semi-deus, como eu consegui entender pela trama. Até o lance do porquê deles terem aparecido em massa agora é meio que explicado (o lance do suquinho lá). Outra coisa que empolgou nesse primeiro capítulo foi o a suposta heroína, a amiga de infância de Hachi, quase morre e não de modo que o leitor ache que ela vai se salvar, mas muito pelo contrário, do modo de crer que ela vai morrer mesmo no primeiro capítulo, sendo esse o grande clímax.

Infelizmente, inevitavelmente acabei fazendo comparações com Ao no Exorcist (aka Blue Exorcist), que atualmente está sendo publicado no Brasil pela JBC). Em ambas as séries nós temos um protagonista que descobre não ser quem ele achava que era, se mostrando um verdadeiro monstro, mas decide usar seus poderes para proteger quem eles gostam e não para fazer o mal. Com o tempo vão descobrir que eles não são os únicos a ter poderes parecidos e que existe algo muito grande por trás de tudo. E, se tratando de avaliação geral, Ao no Exorcist dá uma lavada em Hachi.

O novo mangá da Shonen Jump se esforça para se fazer notar. O esforço excessivo, no entanto, fica evidente neste primeiro capítulo, o que acaba deixando-o sobre-carregado, poluído e cansativo. A série já conta com 10 capítulos publicados em japonês e os resultados da mesma no ToC tem sido desastrosos. Provavelmente não vai tardar em ser cancelado. Para sorte dele, Hime-doll e Kuro Kuroku parecem estar em situação pior e serão cancelados primeiro.

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Mangás para o Dia dos Pais

Aproveitando o Dia dos Pais, decidi por indicar alguns mangás que tenho considerado bem interessantes e que envolvem, justamente, a temática de pai e filho(a) (perdeu, Gendo Ikari). Fazer isso é um tanto difícil pois, no geral, muitos mangás acabam caindo no esteriótipo de pai ausente e por aí vai. Eu queria algo que fosse justamente o contrário, que fosse sobre boas relações entre pais e filhos(as). O resultado você confere logo abaixo.

Lembrando que essa lista não está em nenhuma ordem de preferência ou de qualidade. São apenas algumas das obras que eu li, estou lendo ou tenho o interesse em ler e que tratam sobre o tema. Com certeza existem muito mais por aí, então não exitem em postar nos comentários caso saibam de mais alguma ou queiram comentar algumas das indicações aqui.

Então, vamos lá!

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My Girl (SAHARA Mizu)

Começo com My Girl pois pode-se dizer que foi este o mangá que me fez escrever essa lista. Há muito tempo li sua sinopse e deixei na lista de espera. Soube até que fizeram um dorama baseado na série nesse meio tempo. No entanto, durante essa semana, comecei a lê-lo e fiquei simplesmente apaixonado. Para começar, a arte é belíssima e isso já fica claro logo nas primeiras páginas do primeiro volume. Mas além disso, o roteiro é muito bem trabalhado e a relação que essa família desenvolve está sendo (ainda não acabei de ler) muito gostoso de acompanhar.

Na história, Kazama Masamune é um rapaz de 23 anos que não consegue esquecer a menina por quem ficou apaixonado no último ano do ensino médio e com quem teve um gostoso relacionamento… até ela decidir ir estudar no exterior. Cinco anos se passaram e, apesar das inúmeras cartas que ele mandava, nunca obteve uma resposta. Até que um dia ele recebe a notícia de que ela faleceu. No funeral, a mãe da menina dá a ele uma notícia ainda mais chocante: ela teve uma filha de quase 5 anos de idade e dizia ser ele o pai. Em um primeiro momento ele desacredita, mas a pequena Koharu o faz mudar de ideia ao mostrá-lo às cartas que sua falecida mãe nunca teve coragem de enviar. Aquilo que começou como um grande desastre, se transforma numa relação de extrema felicidade entre pai e filha.

Como eu disse, ainda não acabei de ler, então não posso comentar sobre como a história termina, mas posso dizer que está sendo muito gostoso de ler. É aquele tipo de mangá reconfortante e agradável que as vezes tanto precisamos. É preciso dar atenção à histórias simples e eficientes como essa de vez em quando. Recomendo fortemente.

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Usagi Drop (UNITA Yumi)

Seguindo a mesma linha de My Girl, minha próxima indicação é Usagi Drop, um mangá que teve a infelicidade de tomar rumos bem duvidosos na parte final de sua trama, mas que, em grande parte, ainda é uma das melhores histórias de relacionamento entre pai e filho que já tive o prazer de ler.

Durante o funeral de seu avô, Daikichi, um homem solteiro já nos seus 30 anos, descobre que o mesmo teve uma filha fora do casamento com uma jovem amante. Depois de ver que ninguém na família queria tomar conta da pequena Rin, ele decide adotar a menina mesmo sem ter nenhuma experiência prévia como pai.

Sério… vamos ignorar a parte final de Usagi Drop e focar na parte que, de fato, importa e como é uma história linda de se ler. É ao mesmo tempo uma história de crescimento pessoal de Daikichi e de esperança para Rin, que, em situações normais, teria sido mandada para um orfanato ou seria cuidada por pais adotivos que não a quisessem. É de fato uma pena o rumo que as coisas tomaram, mas ainda vale muito a pena ler Usagi Drop. Só de me lembrar, seja do anime ou do mangá, eu já fico com um sorriso no rosto.

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Yotsubato! (AZUMA Kiyohiko)

E cá está, o famoso mangá Yotsubato!. Esse mangá é simplesmente uma das melhores coisas que o Japão criou nos últimos anos e não estou sendo exagerado. Acontece que ele te ganha pela incrível simplicidade de seu humor, que ronda basicamente a inocência da pequena Yotsuba sobre o mundo que a cerca.

Yotsuba foi adotada pelo Sr. Koiwai (nós não sabemos o nome completo dele) e com a ajuda dele descobre o mundo ao seu redor com extrema curiosidade e entusiasmo. Esse entusiasmo, por sinal, é o grande charme da obra e conquista o leitor em cheio. As coisas mais simples do dia a dia ganham um tom épico sob os olhos de Yotsuba. E falando da relação entre pai e filha presente no mangá, ela não fica atrás em ser interessante e agradável. O Sr. Koiwai decidiu adotar a menina e levá-la para o Japão quando a encontrou em um orfanato no exterior (segundo ele), Porém ele não é, no início, aquele modelo padrão de pai ideal. Ele é relaxado, brincalhão e tranquilo, mas faz de tudo para se tornar o melhor exemplo de pai para Yotsuba. E esse esforço dele em ser o melhor para a filha adotiva é que é gostoso de se acompanhar.

O mangá não tem uma sequencia de eventos encadeados, sendo mais episódico. No entanto, eu recomendaria ler desde o começo mesmo, para poder acompanhar o dia-a-dia dessa dupla e das pessoas ao seu redor. Outro mangá ALTAMENTE recomendável. Não tem como não se apaixonar pela Yotsuba.

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Otaku no Musume-san (Stu-Hiro)

É engraçado que logo pela manhã já vi mensagens no twitter gente dando parabéns aos pais e tudo mais e alguém fez uma brincadeira perguntando se “algum dos otakus ali era pai”. Logo me veio à cabeça Otaku no Musume-san.

Na história, acontece exatamente isso. Um otaku descobre um belo dia que é pai de uma meninha e que ela agora irá passar a morar com ele. Como lidar com seu hobby ao mesmo tempo que tem que criar uma criança. E mais, como a criança irá encarar o hobby do pai.

Infelizmente nunca cheguei a ler, de fato, o mangá além dos primeiros capítulos, mas está lá na pilha de leitura. Já cheguei a ler comentários de pessoas dizendo que lá pro final a série acaba se enrolando e perde o rumo (não, não acho que seja um rumo “sujo”, como vocês podem estar pensando). De qualquer modo, irei ler um dia, mas fica registrado aqui um mangá sobre um pai otaku e sua filha.

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Shokugeki no Soma (TSUKADA Yuuto, SAEKI Shun)

Você deve estar se perguntando por que diabos eu coloquei Shokugeki no Soma nessa lista. Pois saiba que, além de ser o mangá mais interessante da Shonen Jump atualmente (tirando One Piece que é hors concour), a figura paterna tem forte participação no mangá!

Yukihara Soma é um menino que desde cedo trabalhou ajudando no restaurante de seu pai. Ele acabou desenvolvendo uma forte paixão pela cozinha e por descobrir novos sabores. Seu sonho era herdar o restaurante e se tornar ainda melhor que seu pai. Mas aí este decide fechar o restaurante por dois ou três anos e viajar para o exterior sem dar maiores explicações. A única coisa que ele faz é matricular o filho na melhor escola de culinária do Japão, e uma das melhores do mundo, onde só 10% dos alunos se formam, e dizer que “o estará esperando”.

A todo o momento no decorrer da história, Soma se espelha em seu pai. Para ele, seu pai é o grande exemplo a ser seguido. Embora aparentemente tenha abandonado o filho, ele na verdade o colocou sobre um intenso treinamento para tornar possível seu sonho.  Mas não só Soma como muitos ao seu redor que conheceram seu pai também fazem referência a ele. Se não fosse pelo pai, Soma não estaria ali e, mais do que isso, não estaria preparado para encarar os desafios que vem aparecendo. Mesmo a distância, ele ainda cuida do filho através dos ensinamentos que deu durante todos os anos em que passaram juntos, e, ainda assim, conseguiu perceber o momento em que deveria se afastar e deixar o filho evoluir sozinho. Pai foda.

Recomendo fortemente Shokugeki no Soma para todos! Um excelente mangá que, de fato, me surpreendeu. Como eu disse, o mangá que mais me interessa na Jump atualmente.

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Blue Exorcist (KATOU Kazue)

Para fechar essa lista e já que começamos a falar de shonens com Shokugeki no Soma, nada melhor do que Blue Exorcist. Eu sei que comecei a lista dizendo que queria falar de mangás que expressassem boa relação entre pai e filho, mas quando você é filho DE SATANÁS a coisa complica um pouco. Mas aí é que está a questão, o jovem Rin, o filho do capiroto, não se espelha em seu pai “biológico”, mas sim em seu pai adotivo, um dos melhores exorcistas que já existiram. Graças a sua criação, Rin decide negar sua origem biológica e, além disso, decide combatê-la, se tornando ele mesmo um exorcista.

Comecei a ler o mangá agora que a JBC decidiu publicá-lo por aqui e achei realmente interessante. Tinha visto o anime e não tinha me empolgado, mas com o mangá a sensação foi bem diferente. Não vejo a hora de ler o volume 2! Um mangá de ação bem divertido, com muita pancadaria e um filho lutando contra o reino de seu pai!

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Bem, a lista termina aqui. Espero que vocês tenham gostado e que leiam algumas dessas séries, ou todas elas, vai saber!

Não deixem de comentar falando o que acharam e se tem alguma outra indicação!

Feliz Dia dos Pais para todos os pais que leem o Anikenkai e os pais de nossos leitores!

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Mangá de Assassin’s Creed estreia na Jump X!

assas_creed_manga_001 Assassin’s Creed 4 estreou hoje nas páginas da Jump X, revista seinen da Shueisha que, atualmente, server de lar para a “continuação” de Shaman King e para o novo mangá da autora de Nodame Cantabile, 87 Clockers. O mangá terá roteiro de Takashi Yano, autor de romances históricos, e arte de Kenji Ooiwa, desenhista de Bem-Vindo à NHK! (aka NHK ni Youkoso!).

Eu posso estar chutando, mas não lembro de outro jogo ocidental sendo adaptado para mangá no Japão. Pelo menos não nos últimos anos. Mas nada mais justo. Afinal, Assassin’s Creed sempre teve uma história legal, cheia de referências históricas bacanas. Quando a Ubisoft decidiu anunciar um jogo da série que se passaria na época dos grandes piratas do caribe (não o filme do Jack Sparrow, os personagens históricos mesmo), Assassin’s Creed IV: Black Flag, é claro que muita atenção recaiu em cima deles. Histórias de piratas são legais e o jogo é legal, então, se suas histórias estão fazendo um relativo sucesso vendendo livros, por que não mangás?

A Shueisha resolveu acreditar no potencial do projeto, principalmente ao chamar um autor de romances históricos para tratar da adaptação. Creio que a história seguirá os acontecimentos do jogo, o que significa que, se você pensa em jogar e não quer saber spoilers, não leia! Apesar de que, como a revista é mensal, vai ser muito difícil você pegar algum spoiler grande antes de ter zerado o jogo.

Fiquemos no aguardo! De fato pode ser que tenhamos um mangá bem interessante e bem feito para lermos.

[Via Comic Natalie]

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As meninas da Shonen Jump – Por Shun Saeki (Shokugeki no Souma)

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Nessa quarta-feira, um post rápido para colocar aqui esse poster sensacional desenhado por Shun Saeki, o responsável pela arte de Shokugeki no Souma. No poster, como vocês já devem ter percebido, temos as meninas da Shonen Jump de biquíni! Consegue identificar todas?

Para quem não lembra, esta não foi a primeira vez que a Jump fez algo do tipo. Outro poster bem famoso que já circula há algum tempo foi desenhado pela Mizuki Kawashita, autora de 100% Morango. Confira:

E aí? Qual vocês gostaram mais? O do Saeki ou o da Kawashita?

Pra mim os dois ficaram bem legais, adoro a arte de ambos! Para os fãs, mais um fanservice da Shonen Jump com suas protagonistas!

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Kuro Kuroku (Shonen Jump) – Primeiras Impressões

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A Shonen Jump, nas últimas semanas, cancelou três séries, dentre elas a bem recente Mutou Black. Era natural então que novas séries estreassem para preencher essas lacunas. A primeira delas foi Kuro Kuroku, ou Kuro Clock, do novato Atsushi Nakamura. Aproveitei então meu primeiro dia das curtas férias que terei para ler este primeiro capítulo…

Uma menina comum vive sozinha com sua irmãzinha fazendo uso de um orçamento apertado. Por isso, ela precisa pegar vários bicos para pagar as despesas da casa. Quando ela vê um anúncio de um trabalho na prefeitura da cidade pagando bem, ela logo vai conferir. Ela logo descobre que o trabalho não será nada fácil quando ela se vê cercada de youkais por todos os lados. Ela trabalhará numa divisão secreta da prefeitura que registra e controla as atividades de youkais na cidade, ao lado de um menino de cabelo vermelho que se propôs a defender todos que ali habitam.

E logo me veio a cabeça os Homens de Preto

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Sério, fui só eu? Troque “youkai” por “alienígenas” e nós temos Homens de Preto! Até uma arminha em miniatura eles tem aqui! Reparem no bastãozinho que o menino está segurando. É a versão youkai da grilo barulhento.

Mas deixando piadas comparativas de lado, Kuro Kuroku inova ao colocar o foco dos acontecimentos em um departamento de prefeitura e não em um ambiente escolar, como eu esperava que fosse, ao ver a capa e começar a ler o capítulo. Porém, durante todo o capítulo, eu confesso que fiquei um tanto quanto entediado.

Embora a arte seja boa, não me deixou empolgado em nenhum momento. Talvez seja por causa da narrativa que eu achei bem travada. Algo que é compreensível sendo este o primeiro trabalho do autor, mas ainda assim, não tira o fato do ritmo ter sido um tanto irregular. Eu, por exemplo, não consegui pescar se essa vai ser uma série slice-of-life ou um battle shonen. Sim, eu percebi que ele parece querer misturar os dois, mas ficou um tanto confuso.

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Outra coisa que não entendi muito bem foi o moleque. Eu vi que o autor quis dar um certo “passado misterioso” para ele, mas na hora que ele tenta explicar o motivo dele estar ali, eu juro que eu não consegui acompanhar. Pode ser incapacidade minha, mas achei todo o roteiro desse capítulo bem fraco, assim como sua narrativa quadro a quadro, como mencionei anteriormente.

Ainda me incomodei com o texto ser explicativo demais. A todo momento nós tínhamos explicações de que youkai era aquele, dos seus costumes, do porque deles estarem ali e etc. Eles até que mascararam bem, colocando uma menina como protagonista que, assim como o leitor, não é familiarizada com aquele universo, mas o ponto é que ficou coisa demais para um capítulo só. Talvez seja esse o grande defeito deste início de série. O autor colocou coisa demais acontecendo em tão pouco tempo.

É aquela famosa ideia de “então, vamos acelerar as coisas e chegar logo em uma cena de ação legal para chamar a atenção do leitor”. Infelizmente, nem sempre se faz isso da maneira certa e Kuro Kuroku sofreu com isso. Talvez se, nesse início, ele se focasse mais na parte slice-of-life da situação fora do comum que é você trabalhar numa repartição pública para youkais e só depois investisse na porradaria, tal qual um Negima o fez ou até mesmo um Reborn!, a coisa teria ficado um pouco melhor.

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Mas serei justo. A série não é uma completa bosta e pode ainda render bons frutos. Infelizmente, nesse primeiro capítulo, tentou demais colocar o maior número de coisas em um só capítulo e saiu prejudicada. Espero que o ritmo e a narrativa se acertem nos próximos capítulos e que tenhamos uma boa história em mãos. Seria triste ver mais um novo artista falhar tão cedo.

Para mim, Kuro Kuroko não empolgou, mas não digo que não vale a pena continuar lendo. Se tiver aquele tempinho vago entre um mangá e outro, dê ma conferida para tirar suas próprias conclusões. Depois, volte aqui e deixe sua opinião nos comentários!

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Shonen Jump: Mutou Black terminará na edição 36/2013

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Um update rápido aqui para aqueles que estavam sentindo falta dos comentários sobre o ToC da Shonen Jump por aqui.

Seguindo o esperado cancelamento de Koisuru Edison na edição da semana passada, 35/2013, agora é a vez de, pegando todos de surpresa, Mutou Black ser cancelado na edição dessa semana, 36/2013, conforme confirmou o @manganewsjapon na manhã de hoje. A série do novato Daijirou Nonoue encontrou seu fim prematuro com apenas 12 capítulos, o que dá algo em torno de 2 volumes encadernados. Desde sua estreia vinha constantemente ficando nas últimas posições do ToC, demonstrando o desinteresse do público por ela. Embora tivesse uma arte muito legal, a história não era interessante. Que o autor, agora com mais experiência, tente de novo com alguma nova série.

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Quanto aos que estão aguardando o ToC voltar a aparecer aqui no Anikenkai, depois de muito pensar, decidi parar de fazê-lo da maneira que vinha fazendo. Estava ficando algo um tanto massante e estava perdendo leitores regularmente. Mas acalmem-se, não vou abandoná-los de vez pois gosto muito de acompanhar o ToC e ficar especulando sobre o que vai ou não ser cancelado.

Sendo assim, o esquema para a publicação dos ToC será, a partir de agora, assim:

- Um post a cada QUATRO edições da Shonen Jump fazendo uma média geral da posição de todos os mangás. Isso irá gerar uma quantidade de dados melhor para vermos, de fato, a popularidade de cada mangá e podermos especular melhor. Além de dar mais informações para propiciar uma discussão melhor nos comentários.

- Novidades e notícias especiais, como esse post agora, irão pipocar no Anikenkai como notícias, no momento em que acontecerem.

- Novas séries serão comentadas em posts de “primeiras impressões”, quando for possível ter acesso à obra, tal qual acontece com os animes atualmente.

Desse modo, a gente consegue elevar um pouco a discussão sobre o ToC mas sem perder os imediatismos que podem acontecer.

Espero que vocês gostem desse modelo e lembrem-se que ele foi desenvolvido para priorizar a qualidade do conteúdo, não a quantidade. Até a próxima!